Fórum E-commerce Brasil: 7 aprendizados para pequenos negócios

03 agosto, 2026

bling fórum ecommerce MPEs

Nos dias 28, 29 e 30 de julho de 2026, o Fórum E-commerce Brasil reuniu algumas das maiores empresas do varejo, da tecnologia e dos marketplaces para discutir o futuro das vendas.

No palco, apareceram temas como comércio agêntico, inteligência artificial, live commerce, logística preditiva e automação em larga escala. Mas, fora das plenárias, a realidade de boa parte dos pequenos e médios empreendedores ainda é outra: vendas concentradas no WhatsApp e no Instagram, estoque atualizado manualmente e pedidos espalhados entre canais. 

No fim do dia, a correria para manter a operação de pé consome tempo que poderia ser dedicado a analisar margens, planejar recompra ou avaliar o desempenho do negócio. 

Esse contraste mostra que a inovação só gera resultado quando encontra uma operação preparada para sustentá-la. Isso comprova que antes de adotar uma novidade, o empreendedor precisa conectar o básico: produtos, canais, estoque, notas, finanças e envios.

Essa foi a principal leitura das palestras selecionadas pelo Bling: identificar as fricções que impedem o crescimento e o que pode ser feito agora para reduzir retrabalho, proteger a margem e ampliar as vendas.

A seguir, confira os principais aprendizados do evento e como esses insights podem ser aplicados à rotina de quem precisa gerir, vender e enviar com mais eficiência. Confira!

1. Entrar no digital já não basta: o desafio é sustentar a operação

Na palestra “Marketplaces como Motor de Crescimento”, Ivan Tonet, do Sebrae, apresentou um retrato direto da maturidade digital das micro e pequenas empresas. Embora 67,8% já vendam online, 59,2% operam o e-commerce sozinhas e somente 28,1% estão presentes em marketplaces, sendo os principais: Mercado Livre, Shopee, TikTok Shop, Amazon, Magalu e Shein.

Os números revelam uma transição incompleta do físico para o online. A maioria das empresas já vende pela internet, mas continua em uma “vitrine social”: recebe pedidos por mensagens, confere estoque manualmente e calcula frete caso a caso.

Por isso, como resumiu Tonet sobre essa mudança de território: “A fronteira não é iniciar, é sustentar.”

Sustentar significa transformar presença digital em uma operação repetível. Afinal, quando cada venda exige tarefas manuais, crescer também multiplica erros, atrasos e dúvidas sobre o resultado.

O marketplace, portanto, não deve ser tratado apenas como mais uma vitrine. Isso porque, na prática, o canal precisa entrar em um fluxo conectado, no qual a venda já aciona os próximos passos da operação.

É aqui que a gestão unificada muda o jogo. Com o Bling, você centraliza pedidos, estoque, notas fiscais e informações financeiras dos em marketplaces, da loja virtual e do ponto físico em uma única tela. 

Essa sincronização em tempo real atualiza o saldo de estoque em todos os canais simultaneamente, reduzindo o risco de vender um produto indisponível, por exemplo.

Além disso, a tecnologia One-Step do Bling automatiza etapas da configuração de canais compatíveis, diminuindo a barreira operacional para quem quer começar a vender em novos ambientes.

2. Dados precisam responder às perguntas do dia a dia

Outro dado apresentado na palestra do Sebrae chamou atenção: 26,2% das pequenas empresas não sabem informar sua taxa de recompra. Essa falta de visibilidade, no entanto, vai muito além do relacionamento com o cliente e atinge a saúde do negócio como um todo. 

Afinal, sem acompanhar entradas, despesas, custos e compromissos futuros, o empreendedor pode vender com frequência e ainda assim enfrentar dificuldades para manter o caixa equilibrado.

Para mudar essa realidade, não é necessário adotar análises complexas para começar a monitorar esses dados. O ponto de partida é responder a perguntas essenciais: quanto vendeu no mês, quanto ainda tem a receber, quais contas estão próximas do vencimento, quais despesas mais pesam na operação e se haverá recursos para repor o estoque ou investir em novos canais.

É aqui que a gestão financeira do Bling entra. Isso porque, ao reunir essas informações em um só lugar, a funcionalidade permite registrar e categorizar receitas e despesas, controlar contas a pagar e a receber, acompanhar vencimentos e visualizar o fluxo de caixa.

3. Diversificar canais exige controle, não presença a qualquer custo

Diversificar a presença digital ainda é um desafio para as PMEs. De acordo com pesquisa do Sebrae, 78,8% das pequenas empresas que atuam em marketplaces vendem em apenas uma ou duas plataformas. 

No entanto, expandir a presença não é uma corrida de velocidade, muito pelo contrário, uma vez que abrir contas em todos os canais de uma vez é o primeiro passo para o caos operacional.

Afinal, cada marketplace tem características próprias, o que foi reforçado por grandes varejistas, como Mercado Livre, Shopee, Grupo Casas Bahia, Privalia, Amazon e Magalu, na palestra “Gigantes à Mesa: o presente e o futuro dos Marketplaces no Brasil”.

Casas Bahia e Magalu exploram a presença das lojas físicas; Amazon mantém o foco em preço, prazo e experiência; plataformas segmentadas trabalham curadoria e posicionamento; TikTok Shop combina entretenimento, descoberta e compra.

Portanto, o canal adequado depende do produto, do público, da logística e da estratégia de marca. É possível começar em um marketplace de maior alcance, testar outro aderente à categoria e desenvolver uma loja própria. O importante é evitar pedidos, preços e estoques fragmentados.

Nesse cenário, o Bling funciona como um hub para integrar canais de venda e organizar a gestão em um único ambiente. Além das integrações com marketplaces, a plataforma oferece a Loja Virtual, com estoque sincronizado para quem deseja construir um canal próprio e reduzir a dependência de plataformas de terceiros.

4. TikTok Shop transforma conteúdo em venda e exige operação preparada

A palestra “1 ano de TikTok Shop Brasil e estratégias de conversão” mostrou que a plataforma não criou o comportamento de descoberta por conteúdo, mas encurtou o caminho entre interesse e compra. O usuário entra para se entreter, conhece um produto, considera a recomendação, compra e depois compartilha a experiência.

Nesse modelo, conteúdo se torna parte da infraestrutura de vendas, e não é visto apenas como divulgação.

Os números ajudam a entender o potencial do canal:

  • 3 em cada 4 usuários acreditam na credibilidade dos criadores;
  • 65% consideraram suas recomendações;
  • 4 em cada 5 demonstram propensão a comprar depois de uma live.

Viralizar no TikTok, porém, pode ampliar uma operação desorganizada. Uma live pode gerar um pico de pedidos em minutos. Com estoque desatualizado, notas manuais ou expedição lenta, a descoberta positiva vira cancelamento de pedido, atraso e avaliação negativa.

Por isso, a recomendação mais importante da palestra foi entrar no TikTok Shop com objetivo, produto e operação alinhados.

E, para essa demanda, o Bling também tem solução. A integração com o TikTok Shop permite importar pedidos, sincronizar produtos e estoque, automatizar a emissão de NF-e e imprimir etiquetas ligadas à logística do canal.

Assim, o empreendedor pode concentrar energia na criação, nos creators e nas lives sem precisar reconstruir o fluxo operacional a cada campanha.

5. Frete, prazo e expedição também são parte do produto

Na palestra “O Custo Invisível da Experiência”, Vasco Oliveira (nstech) e Nestor Felpi (WAP) mostraram como a logística impacta diretamente a conversão e a margem.

Segundo os dados apresentados, mais de 70% das desistências de carrinho estão relacionadas ao frete ou ao prazo, enquanto devoluções podem consumir uma parcela relevante do faturamento.

Para o consumidor, a experiência não termina no botão “comprar”: o produto precisa estar disponível, ser separado corretamente e chegar no prazo.

Esse desafio apareceu também na mesa com os grandes marketplaces brasileiros:

  • Magalu destacou a relevância da retirada em loja;
  • Amazon reforçou que o consumidor continuará querendo entrega mais rápida, preço menor e experiência melhor;
  • outros participantes lembraram que datas promocionais e campanhas das próprias plataformas podem gerar picos quase mensais.

Diante desse cenário, pequenos negócios não precisam começar com uma estrutura logística sofisticada, mas precisam de previsibilidade, com conferência, etiquetas corretas, registro do envio, rastreamento e comparação de fretes.

O Bling Envios conecta essas etapas à venda: organiza separação e remessas, gera etiquetas, oferece opções de frete e acompanha a operação, além de integrar serviços logísticos de marketplaces e transportadoras.

6. A reforma tributária começa na precificação e no fluxo de caixa

Entre todas as palestras, “Reforma Tributária 2027: Desafios, Oportunidades e Roadmaps Críticos”, de Lucas Ribeiro, CEO da ROIT, trouxe um dos alertas mais urgentes: além de mudança nos impostos, a reforma tributária mudará preços, créditos, contratos, pagamentos, processos fiscais e necessidades de capital de giro.

Um dos riscos está nos tributos invisíveis: resíduos da cadeia que compõem o preço, mas nem sempre geram crédito. Com o novo modelo, empresas precisarão entender o preço líquido, IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), pagamento e aproveitamento dos créditos.

Para o pequeno empreendedor, os efeitos serão concretos: ferramentas, anúncios, serviços, mercadorias e despesas operacionais poderão mudar de preço.

E pagar mais no momento da compra não significa, necessariamente, que o produto ficará mais caro para a empresa. Isso porque parte do imposto pago pode ser recuperada depois como crédito tributário, reduzindo o custo efetivo da aquisição.

A preparação para a mudança passa por revisar preços, conversar com a contabilidade, negociar com fornecedores, acompanhar margem e organizar o caixa, além de contar com um sistema de gestão capaz de acompanhar as alterações nas tributações.

O Bling já está se preparando para essa transição para atender às mudanças previstas. Assim, os usuários poderão continuar contando com o sistema na emissão de notas fiscais e na adequação desses documentos às novas exigências tributárias, com mais segurança e menos impacto na rotina operacional.

7. Liderar na era da IA exige visão, decisão e uma operação conectada

Na palestra “Liderar na Era da IA: o que nenhuma tecnologia pode substituir”, Joel Jota e Alejandro Vázquez mostraram que as transformações do varejo também estão redefinindo o papel de quem conduz um negócio.

Segundo os palestrantes, toda liderança precisa construir, decidir e convencer. A inteligência artificial já acelera a criação de conteúdos e análises, além de apoiar decisões mais simples. No entanto, julgamento, confiança, cultura, reputação e capacidade de mobilizar pessoas continuam sendo essencialmente humanos.

Em outras palavras, como foi destacado na palestra, a tecnologia transforma o como; o líder continua responsável pelo para onde e pelo porquê.

Como sabemos, para pequenos e médios empreendedores, o desafio é encontrar tempo para exercer essa liderança. Afinal, quando o gestor precisa conferir pedidos em diferentes plataformas, atualizar estoques, emitir notas e consolidar planilhas manualmente, sobra pouco espaço para analisar oportunidades, desenvolver a equipe e planejar o crescimento.

É nesse contexto que o Bling atua como uma plataforma completa para negócios. O ERP reúne vendas, produtos, estoque, emissão de notas fiscais, finanças, marketplaces, loja virtual e envios em um ambiente integrado.

Assim, com menos informações fragmentadas e tarefas repetitivas, o empreendedor ganha uma visão mais nítida da operação e mais agilidade para decidir.

Resumo do Fórum E-commerce Brasil em 8 ações práticas

Com base nos principais insights das palestras, destacamos 8 movimentos fundamentais para pequenos e médios empreendedores:

  1. Mapeie a operação atual: liste onde entram pedidos, como o estoque é atualizado, quando a nota é emitida e como o envio é preparado. Os principais gargalos costumam aparecer nas passagens entre uma etapa e outra.
  2. Centralize antes de expandir: conecte pedidos, produtos, estoque, fiscal, financeiro e logística antes de adicionar vários canais ao mesmo tempo.
  3. Escolha marketplaces com estratégia: considere categoria, público, comissão, frete, recursos promocionais e capacidade de atender aos picos.
  4. Teste o TikTok Shop com um objetivo bem definido: selecione bons produtos, planeje conteúdos e lives, alinhe creators e valide a expedição antes de buscar escala.
  5. Trate frete como parte da conversão: compare opções, mantenha prazos realistas e acompanhe erros, atrasos e devoluções.
  6. Revise preços e margem: inclua impostos, comissões, mídia, frete e outros custos variáveis. Prepare-se desde já para os efeitos da reforma tributária.
  7. Acompanhe poucos indicadores, mas acompanhe sempre: faturamento, margem, estoque, ticket, recompra e desempenho por canal já oferecem uma base sólida para decidir.
  8. Automatize para ganhar capacidade: o objetivo não é apenas economizar minutos, mas permitir que o negócio cresça sem multiplicar o retrabalho e os erros.

O futuro é avançado, mas começa com o básico conectado

O Fórum E-commerce Brasil mostrou um varejo no qual agentes comparam preços em milissegundos, algoritmos antecipam rupturas e lives movimentam grandes volumes. Esse futuro já começou, mas não elimina os fundamentos.

Produto adequado, preço sustentável, estoque confiável, nota correta, entrega eficiente e relacionamento continuam determinando se o cliente compra e volta. A diferença é que, em uma operação conectada, esses fundamentos deixam de depender de esforço manual constante.

Para pequenos e médios negócios, inovar não é sinônimo de adotar a tecnologia mais complexa abordada no evento. Pode começar pela eliminação de uma planilha, pela sincronização de um estoque ou pela centralização dos pedidos.

É essa conexão que transforma presença digital em capacidade real de crescer. Com o Bling, gerir, vender e enviar fazem parte do mesmo fluxo.

Faça um teste grátis do Bling e veja como seu negócio pode ir mais longe sem deixar eficiência, margem e experiência pelo caminho.

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