O que é código dos bancos? Para que serve + como consultar

10 junho, 2026

Código dos bancos

O código dos bancos é uma informação simples, mas essencial para quem realiza transferências, emite boletos ou organiza a rotina financeira de uma empresa.

Segundo dados do Banco Central,esse meio de pagamento continua entre os mais utilizados: no último trimestre de 2025, foram pagos mais de 1 milhão de boletos no país.

Nesse cenário, precisão é crucial: um dígito errado pode significar um pagamento destinado à conta errada, um documento que não é reconhecido ou horas perdidas em atendimento ao cliente.

Portanto, dominar esses números não é apenas uma vantagem, é uma necessidade para pessoas físicas, autônomos e empresas de todos os portes.

Se você já precisou preencher dados bancários e teve dúvidas sobre qual sequência informar, este artigo é para você. Entenda exatamente para que serve esse identificador, quais tipos existem, como consultar e de que forma a tecnologia ajuda a evitar erros.

Principais aprendizados

  • O código dos bancos é um identificador numérico que diferencia cada instituição financeira e garante o direcionamento correto de pagamentos e recebimentos.
  • Os principais padrões utilizados são COMPE, ISPB e SWIFT/BIC, cada um aplicado em operações nacionais ou internacionais.
  • O código pode ser consultado no site do Banco Central, no aplicativo da instituição, em boletos, comprovantes e sistemas de gestão.
  • Ferramentas de integração automatizam a conciliação bancária, integram boletos e Pix e reduzem erros na gestão financeira.

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O que é código dos bancos?

É uma sequência numérica que identifica oficialmente uma instituição financeira. Cada banco, fintech ou cooperativa autorizada a operar no país recebe um código exclusivo, usado para distinguir essa marca das demais. No Brasil, costuma ter três dígitos no padrão COMPE (Serviço de Compensação de Cheques e Outros Papéis).

O recurso funciona de forma semelhante ao CPF: assim como cada pessoa tem um registro único, essas entidades também contam com uma referência própria, definida e regulamentada pelo Banco Central do Brasil.

Esse número aparece em praticamente todas as operações do cotidiano, como:

  • boletos bancários, normalmente logo no início da linha digitável;
  • transferências via TED (Transferência Eletrônica Disponível) e DOC (Documento de Ordem de Crédito);
  • cadastros de contas bancárias;
  • extratos e comprovantes;
  • aplicativos e sistemas de pagamento.

Além dessas situações, o código também é utilizado em arquivos de remessa e retorno, comuns em negócios que realizam cobranças bancárias em lote.

Compreender esse conceito é fundamental para preencher dados corretamente e evitar inconsistências em transferências, faturas e conciliações financeiras.

Para que servem os códigos dos bancos?

Os códigos bancários permitem que o sistema financeiro reconheça para qual instituição um valor deve ser enviado. Sem esse identificador, não seria possível direcionar pagamentos e recebimentos com segurança. Seu uso reduz enganos, previne devoluções e garante mais agilidade nas transações do dia a dia.

Imagine se cada banco fosse caracterizado apenas pelo nome, sujeito a abreviações, variações de grafia e homônimos. Nesse caso, erros de digitação como “Bradesso” em vez de “Bradesco” poderiam causar contratempos e retrabalho.

A sequência numérica fixa elimina essa ambiguidade e facilita o processamento de transferências rápidas, inclusive em operações via Pix.

Agora que você sabe o que é o código dos bancos e para que serve, conheça os diferentes tipos a seguir.

Quais são os tipos de códigos de bancos?

O sistema financeiro brasileiro utiliza três padrões de identificação de bancos e instituições: COMPE, ISPB e SWIFT (também chamado de BIC). Esses códigos cumprem funções distintas e seguem formatos próprios. Conhecer as siglas é fundamental para reduzir irregularidades e garantir o envio correto de valores.

Para evitar confusões, entenda cada um.

COMPE

Quando um sistema solicita apenas “código do banco”, quase sempre se refere ao COMPE. Esse é o padrão utilizado na maior parte das operações bancárias.

Trata-se de um número composto por três dígitos, que aparece em boletos, transferências TED e DOC e extratos bancários. Por exemplo, 341 é o identificador do Itaú, enquanto 104 representa a Caixa Econômica Federal e 033 o Santander.

ISPB

ISPB significa Identificador do Sistema de Pagamentos Brasileiro. É uma sequência de oito algarismos que identifica de maneira única cada instituição autorizada a operar no mercado financeiro nacional.

Serve principalmente para operações Pix e integrações entre bancos, fintechs e entidades similares.

Por exemplo, o Banco do Brasil tem COMPE 001 e ISPB 00000000, e o Nubank é representado pelo COMPE 260 e ISPB 18236120.

Embora o usuário raramente precise informar esse número manualmente, é fundamental para o processamento interno.

SWIFT/BIC

O SWIFT (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication), também chamado de BIC (Bank Identifier Code), é um tipo de código de banco exclusivo para transferências internacionais, que permite reconhecer instituições financeiras em escala global.

É normatizado pela ISO 9362 e representado de forma alfanumérica, com 8 a 11 dígitos. Funciona na seguinte ordem:

  • instituição específica (4 letras);
  • país de origem (2 letras);
  • localização da sede (2 letras);
  • agência específica (3 dígitos opcionais).

Por exemplo, ITEMBRSPXXX é utilizado para qualquer unidade do banco Inter no Brasil, enquanto CTZIUS33XXX indica uma agência do Citizens Bank nos Estados Unidos.

Ao enviar ou receber recursos do exterior, a entidade pode solicitar esse identificador junto com outras informações.

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Quais são os códigos dos principais bancos e instituições?

Os códigos COMPE mais comuns são:

  • 001 — Banco do Brasil;
  • 025 — Banco Alfa;
  • 033 — Santander;
  • 069 — Banco Crefisa;
  • 077 — Inter;
  • 104 — Caixa Econômica Federal;
  • 121 — Agibank;
  • 136 — Unicred Do Brasil;
  • 189 — HS Financeira;
  • 212 — Banco Original;
  • 218 — Banco BS2;
  • 237 — Bradesco;
  • 260 — Nubank (Nu Pagamentos);
  • 269 — HSBC;
  • 290 — PagSeguro;
  • 318 — Banco BMG;
  • 336 — Banco C6;
  • 341 — Itaú Unibanco;
  • 348 — XP;
  • 380 — PicPay;
  • 422 — Banco Safra;
  • 473 — Banco Caixa Geral;
  • 633 — Banco Rendimento;
  • 746 — Modal;
  • 748 — Sicredi;
  • 756 — Sicoob.

Como novas marcas surgem com frequência, vale consultar a lista atualizada dos códigos dos principais bancos e instituições sempre que necessário.

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Como consultar o código de um banco?

As principais formas de consulta são:

  • acessar a lista oficial do Banco Central do Brasil;
  • conferir o site ou aplicativo da instituição desejada;
  • consultar no app do seu próprio banco;
  • verificar boletos e comprovantes;
  • pesquisar em um sistema de gestão;
  • confirmar com os envolvidos na transação.

Entenda cada método!

Acessar a lista oficial do Banco Central do Brasil

Acesse o site www.bcb.gov.br e siga o passo a passo:

  1. Vá até a seção “Estabilidade financeira”;
  2. Clique em “Sistema Financeiro Nacional (SFN)”;
  3. No menu inferior, selecione “Organização”;
  4. Siga para “Encontre uma instituição”.

Nesse espaço, você tem acesso a todas as entidades reguladas e supervisionadas pelo Banco Central, assim como participantes do Pix.

Para descobrir o código que precisa, você pode pesquisar pelo nome da empresa, CNPJ, país, UF e município.

Se deseja a planilha completa, acesse “Relação de instituições em funcionamento no país.” após o primeiro passo.

Conferir o site ou aplicativo da instituição

Abra o site oficial ou o aplicativo do banco que você precisa do código. Em muitos casos, essa informação aparece em centrais de ajuda, na seção de perguntas frequentes ou até mesmo diretamente no rodapé da página principal.

Consultar no aplicativo do seu próprio banco

Quando você solicita uma transferência TED ou DOC na plataforma da sua própria instituição financeira, o sistema geralmente mostra uma lista das mais buscadas. Essa pode ser uma forma de consultar o código de um banco rapidamente.

Verificar boletos e comprovantes

Se a sua empresa já realizou pagamentos para um fornecedor ou emitiu cobranças para determinado cliente, vale consultar boletos, comprovantes e extratos anteriores.

Esses documentos geralmente apresentam o código nos três primeiros caracteres (após a identificação do produto). Por exemplo, um boleto que começa com “34191…” se refere ao Itaú.

Pesquisar em um sistema de gestão

Se você usa um ERP ou sistema de gestão financeira, como o do Bling, existe uma tabela interna de códigos que é atualizada periodicamente e de forma automática.

Nesse caso, o método é ainda mais simples, pois a ferramenta preenche instantaneamente a sequência numérica ao selecionar o nome da instituição.

Confirmar com os envolvidos na transação

Se houver dúvida, confirme diretamente com o fornecedor, cliente ou com o próprio banco antes de concluir a operação. Esse cuidado evita equívocos e o risco de pagamentos ou recebimentos incorretos.

Como o Bling ajuda na gestão financeira?

O Bling oferece um sistema administrativo completo que centraliza a conciliação bancária, integra contas, boletos e Pix, além de manter o fluxo de caixa atualizado. A plataforma também categoriza receitas e despesas e gera relatórios monetários. Assim, reduz erros de cadastro e agiliza as transações das empresas.

A seguir, saiba mais sobre como o Bling ajuda na gestão financeira.

Conciliação bancária automática

A ferramenta importa os extratos bancários e compara cada movimentação com vendas, boletos e despesas registrados no sistema. Assim, o negócio identifica divergências com rapidez e reduz o trabalho manual.

Integração com bancos

O Bling se conecta a diversas instituições financeiras, o que facilita a sincronização de dados e a atualização automática das movimentações.

Emissão de boletos e cobranças via Pix

É possível gerar boletos, links de pagamento e QR Codes de Pix, com baixa automática após a confirmação do recebimento.

Controle do fluxo de caixa

Todas as entradas e saídas ficam centralizadas em um único painel, o que facilita o acompanhamento do saldo e das contas a pagar e a receber.

Categorização e relatórios

As receitas e despesas são divididas por categoria, o que facilita a geração de relatórios financeiros e a análise do desempenho do negócio.

Esses recursos reduzem falhas de digitação e tornam a rotina corporativa mais organizada e segura. Assim, sobra mais tempo para direcionar esforços ao crescimento e à melhoria dos resultados.

Portanto, se você busca mais controle, eficiência e simplicidade para administrar sua empresa, tem no Bling!

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Perguntas frequentes

Confira as respostas para as dúvidas mais comuns sobre o tema.

Qual a diferença entre código COMPE e ISPB?

O código COMPE é o número de três dígitos que identifica cada banco em transferências tradicionais, como TED e DOC. Já o ISPB é um código de oito dígitos usado no Sistema de Pagamentos Brasileiro, principalmente Pix, para identificar com precisão a instituição financeira participante.

Qual a diferença entre código do banco, número da agência e número da conta?

O código identifica a instituição financeira, enquanto o número da agência indica a unidade na qual a conta foi aberta. Já o número da conta corresponde ao registro exclusivo do cliente no banco. Esses três dados são usados em conjunto para direcionar transferências de forma correta.

Como usar o código do banco para fazer uma transferência?

Ao realizar uma TED (Transferência Eletrônica Disponível) ou DOC (Documento de Ordem de Crédito), informe o código bancário do destinatário no campo correspondente. Depois, preencha agência, conta, CPF ou CNPJ e nome do favorecido. Se os dados estiverem corretos, o valor será enviado com segurança para a pessoa indicada.

O que acontece se digitar o código do banco errado em uma transferência?

Se o código estiver incorreto, a transferência pode ser rejeitada automaticamente pelo sistema. Em alguns casos, se os demais dados coincidirem com uma conta válida, o dinheiro pode seguir para outra instituição. Portanto, sempre revise todas as informações antes de confirmar a operação para evitar problemas.

É possível fazer PIX usando apenas o código bancário?

Não. Para fazer um Pix, o mais comum é usar uma chave, como CPF, e-mail, telefone ou QR Code. O código bancário é utilizado internamente pelo sistema para identificar a instituição de destino, mas, por si só, não permite enviar valores ao recebedor corretamente com segurança.

Como padronizar cadastros financeiros e reduzir erros?

Utilize um sistema único de cadastro com campos validados, listas padronizadas para códigos de bancos e integração automática entre plataformas. Evite planilhas manuais extensas e desatualizadas. O ideal é centralizar os dados financeiros, aplicar conferências periódicas e treinar a equipe para seguir o mesmo fluxo operacional sempre.

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