O código GTIN é mais comum em nosso dia a dia do que se imagina. Afinal, mesmo que você não conheça esse termo, provavelmente se depara com essa sigla diversas vezes, especialmente ao comprar produtos. E esse uso recorrente também se reflete nos dados de mercado.
Em 2025, o Índice GS1 Brasil mostrou que os pedidos de novos códigos GTIN cresceram 6,8% no primeiro trimestre, mas fecharam o ano com retração de 13,8%, a maior desde 2022. Já em 2026, o cenário é de cautela, com setores como vestuário a registrarem queda de 25,2% e alimentos recuando 16,3%.
Esses dados mostram que o GTIN segue como um importante termômetro da inovação e da atividade industrial, o que reflete diretamente o ritmo de lançamentos de produtos no mercado.
Diante desse contexto, compreender essa identificação padronizada se torna essencial para empresas que desejam manter a competitividade, garantir conformidade fiscal e aprimorar a gestão de seus produtos.
Ao longo deste artigo, saiba o que é código GTIN, para que serve e quem precisa gerar essa sequência numérica de um produto. Além disso, aprenda como gerar o código GTIN e quais são as vantagens para as empresas. Vamos lá?
Principais aprendizados
- O código GTIN é uma sequência numérica única que aparece abaixo do código de barras, essencial para a identificação global e o rastreamento preciso de qualquer produto na cadeia de suprimentos;
- Sua principal função é viabilizar a gestão eficiente de estoque, acelerar o checkout no varejo e garantir a rastreabilidade do produto desde a origem, fatores obrigatórios para a venda em grandes varejistas e marketplaces internacionais;
- Para obtê-lo, fabricantes e importadores devem se filiar à GS1, que fornece o prefixo necessário para gerar códigos válidos e garantir a integração automática com sistemas de gestão e notas fiscais eletrônicas como Bling.
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O que é código GTIN?
É a sigla para o termo Global Trade Item Number ou Número Global do Item Comercial, em português. Refere-se à sequência de números que aparece logo abaixo do código de barras. É um código único e individual, que ajuda a identificar a identidade do produto.
Para que serve o código GTIN?
Serve para identificar de forma única qualquer produto comercializado globalmente, desde alimentos até eletrônicos. A sequência numérica viabiliza o rastreamento preciso em toda a cadeia de suprimentos, evita erros manuais e acelera processos de checkout. Por isso, é essencial para a logística e o comércio nacional e internacional.
Para cumprir essas funções, o GTIN se organiza em estruturas numéricas variáveis, conforme o tipo de produto e o canal de venda. Exemplos de aplicações práticas que explicam para que serve o código GTIN incluem:
- Gestão de estoque: facilita a localização e reposição de itens em armazéns;
- Vendas no varejo: permite leitura rápida por scanners em caixas registradoras;
- E-commerce: assegura que um anúncio online corresponda ao produto físico correto;
- Segurança do consumidor: possibilita recalls precisos ao identificar lotes problemáticos.
Além disso, o GTIN integra sistemas globais como o GS1, que padroniza a comunicação entre fabricantes, distribuidores e varejistas. Sem esse código, haveria confusão generalizada entre produtos similares de diferentes marcas.
Portanto, o código reduz custos operacionais, elimina retrabalhos e garante que o consumidor final receba exatamente o item solicitado.
Como saber o código GTIN de um produto?
Para saber, examine a embalagem externa, pois a sequência aparece impressa logo abaixo do código de barras padrão. Esse número costuma ter 8, 12, 13 ou 14 dígitos, de acordo com o tipo de produto e região. Como forma de confirmação, consulte a nota fiscal ou a etiqueta do fabricante.
Lembre-se de que existem diferentes métodos que permitem o acesso a esse dado com rapidez e confiabilidade. Entre as opções mais comuns de como saber o código GTIN de um produto, destacam-se:
- Leitura óptica: utilize um aplicativo de scanner de código de barras no celular;
- Busca manual: localize a sequência numérica visível abaixo das barras na embalagem;
- Consulta ao vendedor: solicite o GTIN diretamente no site ou na loja onde comprou o item;
- Plataformas oficiais: acesse o banco de dados GS1 (como o GEPIR) para pesquisar por descrição do produto.
Por fim, em produtos sem embalagem física (como itens digitais ou a granel), o fornecedor deve fornecer o GTIN por meio de nota eletrônica ou certificado. Dessa forma, a ausência de código visível não impede sua obtenção, desde que haja contato com o responsável pela comercialização.
Como criar o código GTIN?
O processo exige um CNPJ ativo e a escolha de um plano condizente com o faturamento anual da empresa, o que determina a quantidade de GTINs disponíveis. Após o cadastro e o envio da documentação, a empresa recebe um prefixo GS1 para criar códigos únicos para cada produto.
O procedimento completo segue etapas obrigatórias para garantir a validade internacional do código. As principais ações de como criar o código GTIN incluem:
- Filiação à GS1: realize o cadastro online no site oficial, envie os documentos (contrato social para PJ ou CCMEI para MEI) e pague as taxas de filiação e anuidade;
- Atribuição do GTIN: utilize o prefixo recebido para criar números únicos para cada item, um processo que ocorre dentro da área do associado;
- Registro no CNP:** cadastre as informações técnicas do produto (nome, peso, dimensões) no Cadastro Nacional de Produtos para gerar a imagem do código de barras no padrão correto;
- Validação e implementação: teste a leitura do código com scanners antes da impressão em larga escala para assegurar a legibilidade no varejo.
Após a aprovação do cadastro (entre 1 a 2 dias úteis), a empresa pode gerar os GTINs diretamente pelo portal ou por meio de integração via API.
Leia mais: Saiba como gerar código de barras
Como gerar o código GTIN?
Para reproduzir, é preciso que você:
- Entre na área restrita da GS1 com login e senha recebidos após a filiação;
- Escolha o prefixo GS1 que identifica a empresa;
- Defina o dígito verificador por meio de uma calculadora oficial da GS1 ou o próprio portal para calcular o último dígito;
- Grave o GTIN gerado em seu banco de dados, associado ao nome e às características do produto;
- Utilize software específico para impressão do código de barras no padrão EAN-13 ou UPC-A.
Lembre-se de que a empresa não precisa pagar por cada número criado, pois a anuidade cobre o uso ilimitado dentro do intervalo contratado.
Contudo, a organização não pode “criar” um GTIN do zero sem o prefixo oficial, pois isso resultaria em código inválido para leitura em scanners globais. Dessa forma, gerar significa operacionalizar um número dentro do espaço licenciado pela GS1.
Quem precisa gerar o código GTIN?
A necessidade recai sobre qualquer fabricante, produtor ou importador que deseje vender produtos em canais organizados, como supermercados, farmácias ou marketplaces. Esses agentes são os responsáveis primários pela criação e atribuição do número a cada item comercializado, pois o código acompanha o produto desde a origem.
Além disso, o detentor da marca (brand owner) também deve gerar o GTIN, mesmo quando terceiriza a produção. Ainda assim, vale ressaltar que nem todo vendedor precisa gerar o código.
Um revendedor que apenas comercializa produtos já codificados pelo fabricante não tem obrigação de criar novos GTINs. Porém, ao promover um item de marca própria ou fazer importação sem código na embalagem original, esse revendedor assume o papel de gerador.
Portanto, a regra essencial para quem precisa gerar o código GTIN é: todo aquele que coloca um produto novo no mercado formal deve obter seu próprio GTIN.
Quais as vantagens do código GTIN para as empresas?
Os pontos positivos são:
- redução drástica de erros humanos na gestão de estoque e no checkout;
- aceleração do processo de reposição e localização de produtos em armazéns;
- possibilidade de venda em grandes varejistas e marketplaces internacionais;
- rastreabilidade total do produto desde a fábrica até o consumidor final;
- integração automática com sistemas de nota fiscal eletrônica e ERP;
- diminuição de custos operacionais com inventários físicos manuais.
Compreender quais as vantagens do código GTIN para as empresas é fundamental para tomar decisões estratégicas sobre estoque, vendas e integração com grandes redes, afinal, sem esse conhecimento, a empresa corre o risco de perder eficiência e ficar excluída de canais modernos de distribuição.
Redução drástica de erros humanos na gestão de estoque e no checkout
Com a leitura óptica do GTIN por scanners, a empresa elimina a digitação manual de números ou descrições de produtos. Como resultado, o consumidor recebe o item correto, e o caixa registra o preço exato sem divergências.
Aceleração do processo de reposição e localização de produtos em armazéns
O GTIN permite que os funcionários usem coletores de dados para encontrar rapidamente a posição de cada item no depósito. Em vez de percorrer corredores na procura por descrições escritas, a leitura do código direciona o trabalhador à prateleira exata.
Possibilidade de venda em grandes varejistas e marketplaces internacionais
Redes como Walmart, Carrefour, Amazon e Mercado Livre exigem o GTIN como pré-requisito para cadastrar qualquer produto em seus sistemas. Sem o código, o fornecedor fica excluído desses canais, que concentram a maior parte do consumo organizado. Portanto, o GTIN funciona como um passaporte para o varejo global.
Rastreabilidade total do produto desde a fábrica até o consumidor final
Cada GTIN único associado a um lote específico permite que a empresa monitore toda a jornada do item na cadeia de suprimentos. Em caso de recall por defeito de fabricação, a companhia identifica exatamente quais unidades foram distribuídas para cada região.
Esse controle evita recalls massivos e desnecessários, o que reduz prejuízos financeiros e danos à reputação.
Diminuição de custos operacionais com inventários físicos manuais
Empresas que usam GTIN realizam contagens de estoque com coletores portáteis, que reduzem o tempo de inventário de dias para horas. A precisão dos dados evita perdas por produtos extraviados ou contabilizados em duplicidade. Com isso, a companhia economiza em horas extras de funcionários e em ajustes na gestão contábil do pós-inventário.
Integração automática com sistemas de nota fiscal eletrônica
Softwares de gestão empresarial, como Bling, leem o GTIN para cruzar automaticamente os dados de compra, venda e estoque sem intervenção manual. Quando o produto é registrado na nota fiscal eletrônica, o código já carrega todas as informações tributárias e logísticas. Essa integração elimina retrabalhos de digitação e acelera o fechamento contábil mensal.
Como cadastrar um código GTIN no Bling?
É preciso que você:
- Acesse “Cadastros” e clique em “Produtos”No menu lateral esquerdo, ;
- Crie um novo item ou edite um produto existente;
- Localize o campo “GTIN” para preenchimento;
- Insira os 12 dígitos fornecidos pela GS1 ou pelo fabricante;
- Clique fora do campo para gerar o código automaticamente;
- Observe o 13º dígito criado pelo sistema;
- Copie o código completo com os 13 números;
- Cole no campo “GTIN/Embalagem”;
- Repita o processo para todos os produtos necessários;
- Revise as informações antes de salvar.
Agora, caso sua empresa não seja obrigada a gerir código GTIN, mas você queira obter uma identificação personalizada de seus produtos, pode utilizar os códigos numéricos nos produtos.
Viu como é simples? Por meio do sistema de gestão Bling, você conta com a impressão de etiquetas, que permite gerar um código de barras com o código do produto.
Nesse caso, o GTIN ficará em branco na nota, mas a empresa pode etiquetar os produtos para usar um leitor de código de barras, a fim de obter uma organização particular. Ou seja, oferecemos todo o suporte para a gestão de empresas que necessitam ou não realizar o cadastro do código.
Além disso, existem diversas outras funções que ajudam a administrar o seu negócio para ter mais sucesso, como:
- emissão descomplicada de notas fiscais;
- integração com e-commerces e marketplaces;
- cadastro de produtos e controle de estoque;
- integrações logísticas e controle de envios;
- controle de caixa, contas e orçamentos;
- cadastro de clientes, fornecedores e afins.
Portanto, não perca tempo! Cadastre-se no Bling e descubra como simplificar a rotina da sua empresa com um sistema completo de gestão.
FAQ
Como consultar o código GTIN?
Para verificar o GTIN, utilize plataformas oficiais da GS1 ou sistemas de gestão integrados. Informe o número completo e confirme sua validade. O processo garante identificação correta, evita inconsistências e assegura conformidade com exigências comerciais, o que facilita operações e integra produtos em diferentes canais de venda.
Preciso de código GTIN para vender online?
A exigência depende do canal escolhido. Marketplaces e e-commerces geralmente solicitam GTIN para padronizar cadastros e melhorar buscas. Contudo, em lojas próprias, pode-se vender sem esse registro. Avalie regras da plataforma utilizada, pois o código facilita visibilidade, credibilidade e organização dos produtos.
Quem vende em marketplace precisa de código GTIN?
Sim, marketplaces normalmente exigem GTIN para padronizar anúncios, evitar duplicidade e garantir rastreabilidade. O código assegura que cada produto seja identificado corretamente, o que aumenta a confiança dos consumidores e melhora os resultados de busca. Sem o código, o cadastro pode ser recusado ou limitado, o que prejudica as vendas.
Posso vender sem código GTIN?
É possível comercializar sem GTIN em determinados cenários, como lojas próprias ou pequenos negócios. Entretanto, a ausência do código reduz a visibilidade em marketplaces e dificulta integração com sistemas. Por isso, avalie a necessidade conforme sua estratégia, pois o registro amplia alcance, credibilidade e facilita gestão eficiente dos produtos.
Revendedor precisa gerar código GTIN ou pode usar do fabricante?
Revendedores não precisam criar um código GTIN próprio. Em contrapartida, o código fornecido pelo fabricante deve ser utilizado para garantir padronização e rastreabilidade. Essa prática evita duplicidade, assegura conformidade e simplifica processos de cadastro em marketplaces. Assim, cada produto mantém identificação única, o que fortalece a credibilidade e organização comercial.






