A automação industrial é um termo que ganha destaque conforme a importância do setor para a economia aumenta. Por exemplo, dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostraram que o mercado empregou mais de 12 milhões de pessoas e correspondeu a mais de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional em 2025.
Neste cenário, as empresas tendem a buscar soluções tecnológicas que otimizem seus processos, como a adoção de sistemas que monitoram em tempo real a produção de produtos industrializados e que conectam o fluxo de trabalho de ponta a ponta.
Essa procura por agilidade e produtividade fez com que o mercado de ferramentas de automação, o que inclui tecnologias como máquinas operadas remotamente e recursos de inteligência artificial (IA) para análise de dados, já movimentasse mais de 250 bilhões de dólares, segundo o Statista.
E não apenas grandes indústrias podem adotar essa estratégia. Negócios de pequeno e médio porte também podem se beneficiar da automação de processos, principalmente porque a tática aumenta a escalabilidade das operações.
Quer entender por que e como adotar esse modelo de automação na sua empresa? Então, continue a leitura e confira o que é automação industrial, como funciona e como o sistema de gestão do Bling pode facilitar a implementação.
Principais aprendizados deste artigo
- A automação industrial consiste no uso de ferramentas para executar tarefas repetitivas sem intervenção humana, a fim de padronizar os processos e aumentar a eficiência e a produtividade.
- A estratégia pode ser fixa, programável, flexível ou integrada e usa tecnologias como sistemas baseados em inteligência artificial, sensores e plataformas de gestão integradas.
- Para adotar a prática, deve-se definir os objetivos e mapear os processos atuais para identificar oportunidades de otimização. Além disso, a automação depende da escolha das ferramentas corretas e da capacitação das equipes para usá-las.
- O Bling é um sistema de gestão empresarial que automatiza as operações industriais de ponta a ponta. Faça sua inscrição e teste a plataforma gratuitamente.
O que é automação industrial?
É o uso de tecnologias e sistemas capazes de executar tarefas repetitivas de forma autônoma. O principal objetivo dessa prática é otimizar o fluxo industrial, a fim de aumentar a eficiência e a segurança dos processos. Assim, as empresas conseguem produzir mais e com mais qualidade, pois padronizam as demandas.
Isso, no entanto, não significa que os profissionais humanos se tornam dispensáveis. Pelo contrário, eles são parte integral da automação de processos, uma vez que ganham mais tempo disponível para atuar em operações mais estratégicas, como a tomada de decisão, e no monitoramento dos sistemas.
Antes de seguir para a explicação de como funciona a automação industrial, vale destacar que a prática é diferente da mecanização.
Na automação, usam-se ferramentas e recursos capazes de executar tarefas repetitivas de forma autônoma. Já na mecanização, as empresas adotam máquinas que fazem o trabalho, mas dependem da ação de operadores humanos para funcionar.
Como funciona a automação industrial?
A automação funciona mediante a adoção de ferramentas que conseguem operar de forma autônoma, como:
- sensores de movimento, de temperatura ou de status das máquinas para monitorar, em tempo real, os equipamentos;
- sistemas que conectam as máquinas aos operadores humanos para possibilitar ajustes rápidos em caso de problemas;
- plataformas que conectam todos os pontos da operação industrial para facilitar a troca de informações e a tomada de decisões estratégicas.
Também vale destacar que, no geral, existem cinco níveis hierárquicos de automação industrial, que consistem em:
- Campo: usa sensores para captar informações sobre o processo, como uma máquina que emperrou;
- Controle: utiliza os dados para controlar remotamente os equipamentos, por exemplo, parar a produção para desemperrar a máquina;
- Supervisão: permite que controladores humanos visualizem, em tempo real, o andamento dos processos e envia alertas sobre qualquer problema;
- Gestão de produção: acompanha a produção para registrar as quantidades e fazer o controle de qualidade dos produtos;
- Planejamento empresarial: compartilha dados que orientam a tomada de decisão e o planejamento estratégico do negócio, como um insumo que precisa ser comprado em maior quantidade.
A automação industrial também é dividida em diferentes categorias. Confira quais são as quatro disponíveis e suas principais características a seguir.
Quais são as categorias de automação industrial?
Existem quatro categorias de automação para a indústria. Os tipos variam conforme o nível de flexibilidade que promovem sobre as operações e de integração dos sistemas usados para automatizar as tarefas. No geral, os tipos são separados em: automação fixa (também chamada de rígida), programável, flexível e integrada.
Confira as principais características de cada um desses modelos na tabela a seguir:
| Categorias | Características |
| Fixa | Usa sistemas programados para executar tarefas repetitivas, como embalar um produto. Costuma ser usada em locais com um alto volume de produção, mas perde flexibilidade, pois foca a consistência dos processos. |
| Programável | Utiliza ferramentas que podem ser programadas para se adaptar a diferentes produtos conforme a demanda. No geral, essa categoria é usada por empresas que têm um volume médio de produção e trabalham com lotes, como a de produção de carros. |
| Flexível | Usa sistemas capazes de se adaptar a diferentes métodos de produção automaticamente. Essas ferramentas costumam ser integradas por meio de um software que usa recursos de inteligência artificial para comandar as mudanças, permitindo seu uso por negócios com uma demanda variada de produtos, como a fabricação de tecidos. |
| Integrada | Integra todo o processo industrial, como design e testes de produtos, em um fluxo contínuo de tarefas. Para isso, usa sistemas totalmente conectados e integrados a recursos que permitem analisar um grande volume de dados rapidamente. Por esse motivo, é altamente flexível, sendo capaz de se adaptar às demandas de produção de variados nichos e volumes. |
Essa estratégia pode ser bastante benéfica para as empresas. Confira a seguir as principais vantagens da automação industrial e entenda por que vale a pena adotar a tática.
Quais são as vantagens da automação industrial?
As principais vantagens são:
- Padronização processos, levando à melhora da qualidade e ao aumento da eficiência;
- Aumento da produtividade organizacional;
- Redução dos custos operacionais;
- Aumento da segurança para os colaboradores e empresas;
- Integração dos diferentes setores;
- Aumento da flexibilidade e do potencial de escalabilidade dos negócios;
- Facilidade para monitorar os resultados.
Entenda melhor cada uma dessas vantagens.
1. Padronização dos processos
Uma das principais vantagens da automação industrial é a capacidade de padronizar os processos de negócios. Não apenas os relacionados à produção de mercadorias, mas também os administrativos, como compra de insumos, cálculo de despesas e monitoramento do estoque.
Com isso, tem-se uma melhora da qualidade dos produtos, pois a empresa estabelece fluxos de tarefas já testados para a produção. Ao mesmo tempo, há um aumento da eficiência dos demais processos, que são executados com mais agilidade e precisão.
Inclusive, a padronização também ajuda a reduzir os erros, como o cálculo errado da quantidade de insumos ou de produção.
2. Aumento da produtividade
A automação também ajuda a aumentar a produtividade. Primeiro, por causa da padronização, que faz com que as tarefas sejam executadas com mais agilidade. Segundo, a redução dos erros diminui o retrabalho, que toma tempo das equipes.
Além disso, o aumento da eficiência faz com que a empresa tenha uma capacidade produtiva maior, conseguindo entregar mais produtos em menos tempo.
3. Redução dos custos
A automação pode parecer ser um investimento alto e isso deve-se ao fato de que as ferramentas, especialmente as máquinas usadas no chão de fábrica, tendem a ser caras. Porém, a estratégia tem um ótimo custo-benefício em longo prazo, já que promove a redução dos custos.
Isso porque aumentam a capacidade produtiva e diminuem os erros, fazendo com que a empresa tenha menos desperdício. Adicionalmente, a melhora da qualidade evita o retrabalho e as perdas relacionadas à devolução de mercadorias pelos clientes.
Também vale citar que a padronização otimiza o uso de recursos, devido ao aumento da eficiência na produção, como água e energia, o que também contribui para a redução dos custos operacionais.
4. Aumento da segurança
É comum que fábricas executem tarefas que podem ser perigosas para os colaboradores, como manuseio de materiais quentes ou pesados. O que acontece é que a automação pode ser usada justamente nesses tipos de demandas.
Assim, a equipe pode monitorar a execução de forma remota, diminuindo os riscos de acidentes e aumentando a segurança.
Quando for preciso que os funcionários estejam na fábrica, os sensores inteligentes identificam quaisquer problemas e param as operações em tempo real para minimizar os impactos negativos.
5. Integração entre os setores
Uma indústria não funciona apenas com a linha de produção. Na verdade, é necessário que setores como compra de insumos, estoque (tanto de matéria-prima quanto dos produtos prontos para a venda), financeiro e transporte de mercadorias estejam conectados e a automação pode proporcionar esse resultado.
Assim, os dados são compartilhados entre todos os setores, facilitando a análise e a extração de insights que orientam a tomada de decisão.
Quer um exemplo? Os registros de estoque de saída mostram que a procura por determinado produto aumentou em 20%. Em uma operação automatizada, esse dado é enviado para o setor de compra e de finanças que autoriza a aquisição de mais insumos para aumentar a capacidade produtiva.
O transporte também é acionado para se manter a postos para fazer o envio dos pedidos para os clientes.
6. Aumento da flexibilidade e da escalabilidade
Outra vantagem de adotar a automação é que os processos se tornam mais flexíveis. Na prática, significa que a empresa pode adaptar sua capacidade produtiva conforme a demanda, sem sobrecarregar a equipe.
Logo, é capaz de escalar suas operações rapidamente para atender, por exemplo, a um período de alta nas vendas.
7. Facilidade para monitorar resultados
Para concluir a lista, há a facilidade para acompanhar os resultados. Isso porque os sistemas integrados facilitam o compartilhamento dos principais indicadores para indústrias, como:
- taxa de entregas feitas no prazo (OTD);
- Lead Time, que é o tempo necessário para produzir um item e entregá-lo às mãos dos clientes;
- índice de eficiência global dos equipamentos (OEE);
- taxa de refugo, que é a quantidade de materiais que foram descartados durante a produção;
- nível de retrabalho;
- custos de produção e de manutenção dos equipamentos.
Os dados gerados por esses indicadores podem ser usados para tomar decisões, como estruturar um plano de redução de custos focado na redução do desperdício ou reduzir o tempo de produção em até 10%.
Para ter acesso a todas essas vantagens, deve-se saber como estruturar um fluxo de processos automatizado na empresa. Confira um passo a passo simplificado a seguir.
Como implementar a automação industrial?
O passo a passo inclui:
- definição dos objetivos de negócios, como aumentar a produção em 10% ou reduzir o desperdício de matéria-prima;
- mapeamento dos processos atuais, para detectar gargalos e oportunidades de otimização;
- escolha das ferramentas corretas, como sistemas de gestão integrados e máquinas para o chão de fábrica;
- capacitação das equipes para que saibam operar os novos equipamentos;
- monitoramento dos resultados, mediante o acompanhamento de indicadores como nível de produtividade e taxa de desperdício, para avaliar a estratégia.
Antes de seguir a leitura, veja como melhorar a gestão de pequenas indústrias com dicas práticas.
Como a gestão integrada de processos complementa a automação industrial?
A gestão integrada aumenta a visibilidade dos processos, permitindo com que as empresas tenham acessos a dados estratégicos que orientam o planejamento e a tomada de decisão. Portanto, ajuda em ações como:
- unificar o banco de dados e reduzir a formação de silos informacionais;
- focar a resolução de problemas;
- ajustar o planejamento estratégico em tempo real;
- alinhar a produção às demandas do mercado;
- conectar o chão de fábrica às demandas áreas do negócio;
- reduzir gargalos operacionais.
Veja mais detalhes.
1. Aumentar a visibilidade dos processos
Investir em sistemas que centralizam a gestão dos processos empresariais aumenta a visibilidade do fluxo de tarefas. Isso significa que as operações são mais rastreáveis, permitindo que o negócio acompanhe a execução de ponta a ponta, desde a compra de insumos até a entrega.
2. Focar a resolução de problemas
Quando se tem processos descentralizados, as chances de não detectar ou não conseguir identificar ao certo a origem de um problema são grandes, o que pode atrasar a execução das demandas e aumentar o desperdício.
Por outro lado, a gestão integrada, por melhorar a visibilidade do negócio, permite cruzar informações de diferentes departamentos para identificar os gargalos e buscar soluções mais eficientes.
3. Unificar o banco de dados
Outra maneira como a gestão integrada complementa a automação industrial é que a unificação do banco de dados possibilita a geração de relatórios mais precisos e em tempo real. Assim, os colaboradores conseguem tomar decisões mais assertivas, pois são baseadas na realidade do negócio.
Adicionalmente, evita a criação de silos informações, que são conjuntos isolados de informações, que aumentam as chances de erros, divergências e duplicação de processos.
4. Ajustar o planejamento
A unificação dos dados também ajuda no planejamento. Isso porque, além de cruzar os dados de diferentes setores para identificar gargalos e tendências, absorve o conhecimento da equipe humana.
O resultado são relatórios mais completos e precisos, que facilitam o planejamento e a tomada de decisão.
5. Alinhar a produção às demandas
Ter acesso a um banco de dados unificados permite que a produção se alinhe às demandas em tempo real. Esse processo acontece porque o sistema de gestão pode analisar os registros de estoque e de vendas, por exemplo, para identificar produtos que não têm tanta procura.
Em seguida, envia essa informação para o chão de fábrica, que reduz a fabricação desses itens. Assim, a empresa otimiza o uso de recursos e evita desperdícios.
6. Conectar o chão de fábrica às outras áreas
Quando o chão de fábrica, nome popular do local onde a produção acontece, às demais áreas garante uma troca mais fluida de informações e o uso correto dos insights.
Afinal, uma máquina que quebra não representa apenas um dia de trabalho perdido, mas uma perda significativa na produtividade que afeta o faturamento e até o relacionamento com os clientes, pois pode atrasar entregas que já estavam agendadas.
7. Reduzir gargalos operacionais
O último item da lista é a redução dos gargalos operacionais, que são pontos em que o fluxo de trabalho não é executado da melhor forma, prejudicando o andamento das operações.
Esse benefício acontece porque a integração não analisa apenas uma etapa da cadeia produtiva, mas todo o fluxo, o que ajuda a identificar o que pode ser otimizado para garantir o aumento da eficiência.
Entendeu por que investir em um sistema de gestão integrado? Então, que tal conferir as funcionalidades do Bling para automação industrial e ver como a plataforma pode ajudar sua empresa a crescer de forma sustentável.
Quais são as funcionalidades do Bling para automação industrial e por que adotar o sistema?
O Bling é um sistema de gestão completo que reúne diversos recursos essenciais para indústrias de todos os portes e nichos, como automação de processos empresariais, gerenciamento de estoque de insumos e até o controle de ordens de produção, o que ajuda a aumentar a eficiência dos negócios.
Além disso, o Bling para indústrias tem um canal de vendas integrado que permite que você venda diretamente para o seu público-alvo por meio de loja física, virtual ou marketplaces com facilidade e segurança.
Inclusive, a plataforma acompanha as vendas, emite as notas fiscais e as etiquetas de envio, monitora o transporte em tempo real e ainda gera relatórios automáticos que orientam a tomada de decisão.
Tem um negócio que está crescendo ou já é de grande porte? Então, conheça o Plano Elite do Bling, uma solução voltada para empresas que buscam escalabilidade e capacidade de atender a altas demandas de produção.
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FAQ – Perguntas frequentes sobre automação industrial
Qual é a diferença entre automação industrial e automação de processos administrativos?
A diferença é que a automação industrial foca tarefas executadas no chão de fábrica e tem como objetivo aumentar a eficiência produtiva das empresas. Já a automação de processos administrativos é usada em escritórios e serve para otimizar demandas como o controle de despesas e reduzir os erros operacionais.
O Bling pode ser usado por indústrias de pequeno porte?
Sim, porque o Bling é um sistema de gestão empresarial que consegue se adaptar às demandas. Além disso, oferece recursos essenciais para negócios em crescimento, como gestão de estoque, registro de compras de insumos e de vendas de produtos, controle de produção e emissão de relatórios personalizados.
Como o Bling ajuda no controle de ordens de produção?
O Bling permite monitorar o processo de produção do começo ao fim, desde a compra de matéria-prima até o registro das vendas. Também conta com recursos de acompanhamento de ordens de produção em tempo real, controla os estoques de insumos e do produto final e monta um calendário de produção.
O Bling emite NF-e para saída de produtos industrializados?
Sim, porque o Bling faz o cadastro dos códigos de produtos e das alíquotas dos impostos para automatizar e agilizar a emissão das notas fiscais eletrônicas (NF-e). Dessa maneira, garante que as operações sejam mais fluidas. Além disso, o Bling já se adequou à reforma tributária para proporcionar mais segurança.







