Relatório de estoque: como fazer e principais tipos

06 outubro, 2026

relatório de estoque

Sem um bom relatório de estoque, eventuais falhas só aparecem no pior momento: quando a venda é feita, mas não há produto para entregar. E evitar essa dor de cabeça exige um acompanhamento diário do fluxo de mercadorias. 

É justamente nessa supervisão que o relatório ganha importância. Ao detalhar entradas, saídas e saldo real, o documento ajuda a identificar alterações no estoque e corrigir gargalos antes que resultem em rupturas, atrasos ou prejuízos (riscos que podem aumentar conforme o volume de vendas cresce).

Esse cuidado se torna ainda mais relevante diante do ritmo de expansão do comércio eletrônico. No primeiro semestre de 2026, por exemplo, o e-commerce brasileiro movimentou R$ 208,4 bilhões e registrou 756,7 milhões de pedidos, um crescimento de 16,9% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pelo E-Commerce Brasil.

Cada um desses pedidos depende de um produto disponível na hora certa, o que nem sempre acontece. Em junho do mesmo ano, a Neogrid identificou um índice de ruptura de estoque de 11,5% no varejo brasileiro. Ou seja, uma parcela relevante dos itens não estava disponível quando alguém quis fazer uma compra.

Diante desse cenário, acompanhar a movimentação dos produtos com informações organizadas ajuda a identificar necessidades de reposição, analisar o giro dos itens e planejar compras com mais precisão. Uma forma prática de colocar esse controle em ação é estruturar um bom relatório de estoque.

Neste artigo, aprenda como fazer um relatório de estoque, confira um exemplo de relatório de estoque e saiba como estruturar um relatório de movimentação de estoque para acompanhar a rotina da operação. Vamos lá?

Principais aprendizados

  • Acompanhar a movimentação de mercadorias no cotidiano garante o alinhamento das quantidades físicas com os registros do sistema, o que previne a falta de itens e otimiza os custos com reposição;
  • Conhecer os diferentes tipos de relatórios possibilita a identificação de produtos de maior giro e do nível de prioridade de cada categoria, o que assegura escolhas mais assertivas na gestão;
  • Substituir o preenchimento manual de planilhas por sistemas integrados reduz falhas em lançamentos e agiliza a verificação de prazos, o que simplifica o acompanhamento geral do estoque.

Faça sua inscrição e teste a plataforma gratuitamente!

O que é um relatório de estoque?

É uma tabela organizada com dados sobre mercadorias armazenadas na empresa. Esse documento mostra quantidades disponíveis, valores, entradas e saídas em determinado período. Assim, equipes gestoras compreendem com exatidão a situação real dos produtos, decidem compras com mais segurança e evitam faltas ou excessos nas prateleiras.

Além disso, o relatório de estoque reúne informações práticas, como código, nome do produto, quantidade, custo e localização. Dessa forma, qualquer pessoa consulta os dados com facilidade e entende rapidamente o que está disponível para venda.

Por fim, a análise pode ser feita em planilhas ou em sistemas de gestão. O documento atende a pequenos negócios, porém exige atualização manual e cuidado extra com erros. Já o sistema registra as movimentações sozinho, o que poupa tempo e traz mais confiança para as decisões.

Tem uma empresa pequena e quer uma planilha para se organizar? Acesse gratuitamente a planilha de controle de estoque do Bling!

Para que serve um relatório de estoque?

O relatório ajuda equipes a acompanhar a quantidade real das mercadorias, entender a saída dos itens e planejar reposições no momento certo, sem improvisos. Com essas informações em mãos, a empresa evita perdas financeiras, reduz gastos desnecessários com compras e mantém as prateleiras abastecidas com produtos mais procurados.

Na prática, esse documento funciona como uma ponte entre o controle de entradas e saídas e as decisões do dia a dia. Toda mercadoria que chega ou sai do depósito gera um registro, e o relatório reúne esses registros em um único lugar. Por isso, a solução responde a perguntas importantes da gestão, como:

  • “Quais itens estão prestes a acabar e precisam de reposição?”;
  • “Quais produtos ficam parados e ocupam espaço sem gerar receita?”;
  • “Qual foi o total de entradas e saídas em cada período?”;
  • “Onde existem diferenças entre o saldo do sistema e a contagem física?”.

Além disso, a ferramenta fortalece o vínculo com o controle de entradas e saídas, pois confirma se o total comprado, vendido ou devolvido bate com o saldo registrado. Assim, a equipe identifica falhas com rapidez, corrige erros antes que virem prejuízo e toma decisões de compra com mais segurança.

Ter ciência dessas funções e da utilidade prática do relatório de estoque é só o primeiro passo. Isso porque é natural que, no dia a dia da operação, surjam dúvidas mais  específicas, e cada uma exige uma atenção diferente sobre os dados.

É exatamente por isso que existem formatos variados de relatórios: para que você possa escolher o modelo ideal para a necessidade do momento. A seguir, vamos conhecer os principais tipos e como ajudam no seu controle de estoque.

O que é um relatório de movimentação de estoque?

É um documento que registra as entradas e saídas de produtos durante um determinado período. A ferramenta permite que você acompanhe compras, vendas, devoluções, transferências e ajustes de estoque, ao mostrar quais itens tiveram alteração de quantidade e como o estoque evoluiu ao longo do tempo.

Na prática, o relatório pode apresentar informações como código e nome do produto, data da movimentação de mercadorias, tipo de operação, quantidade, saldo anterior e saldo após o lançamento. Com esses dados, fica mais fácil identificar o que entrou e saiu, conferir alterações e acompanhar o histórico de cada item.

Embora essa alternativa seja uma parte importante do acompanhamento do estoque, existem mais opções, além do relatório de movimentação de estoque, que ajudam a analisar diferentes aspectos da operação. A seguir, conheça quais são os outros modelos de relatório e entenda qual informação cada um apresenta e quando utilizá-los.

Quais são os outros tipos de relatório de estoque?

Os principais modelos são:

  • Posição atual: mostra o saldo disponível de cada item no momento da consulta;
  • Giro: indica a velocidade de venda e de reposição dos produtos;
  • Curva ABC: classifica os itens por relevância no faturamento total;
  • Ruptura: aponta faltas de produtos e vendas perdidas por indisponibilidade;
  • Lote e validade: rastreia a origem e o prazo de consumo dos produtos.

Conhecer os diferentes tipos ajuda a escolher o relatório certo para cada dúvida. Afinal, usar o modelo errado pode dificultar decisões sobre reposição, compras e controle do estoque. Por isso, vale entender a função de cada relatório antes de montar a análise.

Relatório de posição atual

Esse modelo de relatório de estoque apresenta o saldo de cada produto no momento da consulta, com código, descrição, quantidade disponível e custo. É a base de todas as outras análises e serve para consultas rápidas antes de confirmar uma venda ou emitir um pedido de compra. Em operações com alto volume, vale atualizá-lo todos os dias.

Relatório de giro

Compara as saídas do período com o estoque médio e revela a velocidade de renovação dos produtos. Giro alto indica venda rápida e boa saúde do caixa. Giro baixo sinaliza mercadoria parada e dinheiro preso nas prateleiras, situação que pede promoção ou revisão de compras.

Relatório de curva ABC

Este exemplo de relatório de estoque classifica os itens conforme a participação no faturamento. A classe A reúne poucos produtos que respondem por grande parte da receita e exigem atenção máxima. A classe B ocupa posição intermediária, e a classe C reúne muitos itens de baixo impacto. Assim, a equipe prioriza o que realmente move o negócio.

Relatório de ruptura

Entre os tipos de relatório de estoque, esse modelo lista produtos zerados ou abaixo do nível mínimo e prevê as vendas perdidas por falta de mercadoria. Como cada ruptura afeta o faturamento e a fidelização, esse acompanhamento ajuda a ajustar prazos de compra e quantidades de segurança.

Relatório de lote e validade

Esse tipo de relatório rastreia a origem de cada lote e a data de vencimento dos itens. É indispensável para alimentos, cosméticos, suplementos e medicamentos, pois permite aplicar a regra “primeiro a vencer, primeiro a sair” e agir rapidamente em caso de recolhimento.

Agora que você já conhece os principais tipos de relatório e para que serve cada um, que tal aprender como colocar tudo isso em prática?

Como fazer um relatório de estoque?

Para fazer um bom relatório:

  1. Escolha as colunas indispensáveis, como código, nome do produto, quantidade, custo, preço e localização no depósito;
  2. Reúna informações como entradas, saídas e devoluções de notas fiscais, vendas e contagens da equipe;
  3. Defina a frequência de atualização, diária, semanal ou mensal, conforme o ritmo de vendas;
  4. Compare com o inventário físico e confira o saldo registrado com a contagem de estoque real e corrija divergências.

Montar bem esse instrumento ajuda a evitar erros de contagem, reduzir decisões baseadas em informações incompletas e identificar produtos parados no estoque. Como o passo a passo é simples, qualquer equipe consegue começar com uma planilha básica e evoluir aos poucos. Confira abaixo cada etapa de como fazer um relatório de estoque.

1. Escolha as colunas indispensáveis

Comece pelas colunas que não podem faltar: código SKU, descrição, categoria, estoque inicial, entradas, saídas, saldo final, custo unitário, valor total e localização. Adicione o nível mínimo para receber alertas de reposição. O saldo final vem de uma conta simples: estoque inicial + entradas − saídas.

2. Reúna informações

Reúna os dados de fontes confiáveis: notas fiscais de compra, pedidos de compra da loja virtual e dos marketplaces, devoluções, trocas e registros de avaria. Padronize nomes e códigos desde o início, pois cadastros duplicados geram números diferentes para o mesmo produto. Sempre que possível, concentre tudo em uma única fonte de informação.

3. Defina a frequência de atualização

Defina uma rotina fixa de atualização e mantenha a mesma data de corte. Operações com muitas vendas por dia costumam atualizar os dados diariamente, negócios de porte médio fazem isso toda semana, e o fechamento mensal serve para análises financeiras e de giro. O importante é manter o ritmo, pois a comparação entre períodos só funciona com regularidade.

4. Compare com inventário físico

Depois de gerar o relatório, confira o saldo registrado com a contagem real das prateleiras. Pode ser uma contagem geral, feita uma ou duas vezes por ano, ou uma contagem cíclica, com poucos itens por semana. Anote cada diferença, investigue a causa (erro de lançamento, avaria ou extravio) e ajuste o saldo com justificativa registrada.

Na prática, como esses dados se organizam na tela do dia a dia? Para entender a aplicação real no comércio eletrônico, vale conferir como funciona esse modelo na rotina da sua loja virtual.

Qual o melhor exemplo de relatório de estoque em um e-commerce?

O melhor exemplo reúne informações capazes de mostrar, de forma rápida, a situação de cada produto. Entre os principais dados estão código, descrição, saldo atual, entradas, saídas, custo unitário, nível mínimo e validade, quando aplicável, o que facilita o acompanhamento da operação e das necessidades de reposição.

Para uma loja virtual, também vale incluir a quantidade reservada, o canal de venda e a data da última movimentação de mercadorias. A quantidade reservada representa produtos vinculados a pedidos ainda não enviados.

Assim, o saldo disponível corresponde ao estoque físico menos as unidades reservadas. Já o canal e a última movimentação ajudam a identificar a origem das vendas e produtos parados. A interpretação dos dados fica mais útil quando o saldo disponível é comparado com o nível mínimo e o ritmo de vendas.

Exemplo de relatório de estoque na prática

Por exemplo, uma camiseta com 12 unidades disponíveis, nível mínimo de 20 unidades e saída média de 10 unidades por semana tem estoque suficiente para pouco mais de uma semana. Como o saldo está abaixo do mínimo, o cenário indica necessidade de reposição.

Já um produto com saldo elevado e sem movimentação há 90 dias pode representar capital parado. Nesse caso, vale analisar ações como promoção ou desconto para aumentar a saída. Dessa forma, o relatório deixa de ser apenas uma lista de produtos e passa a apoiar decisões sobre reposição, compras, vendas e organização do estoque.

Compreender esses exemplos práticos no e-commerce mostra como as informações certas ajudam na rotina. Mas acompanhar tudo de forma manual pode exigir muito tempo da sua equipe. É aí que entra a automação, ao simplificar os processos e liberar espaço no dia a dia para o que realmente importa: fazer o negócio crescer.

Como automatizar seus relatórios e ganhar tempo?

Para o processo fluir, troque a atualização manual por um sistema que registre cada entrada e saída na hora e gere os relatórios sozinho. Assim, sua equipe deixa de copiar dados de uma aba para outra e prioriza a análise de resultados, negociação com fornecedores e planejamento das compras.

Na comparação com a planilha manual, as diferenças são evidentes, como apresenta o quadro abaixo.

CritérioPlanilhaSistema com relatórios automáticos
AtualizaçãoManual, linha por linha.Automática, a cada movimentação.
Risco de erroAlto (digitação e fórmulas quebradas).Baixo, pois os dados vêm direto das vendas e compras.
IntegraçãoLimitada ou inexistente.Conecta loja virtual, marketplaces e notas fiscais.
Tempo para gerar relatóriosHoras.Poucos cliques.
Uso por várias pessoasRisco de versões duplicadas.Acesso simultâneo com permissões.
AlertasNão existemAviso de nível mínimo e de validade.
Crescimento do negócioFica lenta e confusa.Acompanha o aumento de volume.

A planilha segue útil no começo da operação, mas ganha complexidade a cada novo produto, canal de venda ou pessoa usuária. Sem falar que, no controle de estoque, fórmulas quebradas e versões duplicadas podem comprometer a precisão dos dados e consumir tempo com correções.

Por isso que, ao utilizar um sistema de controle de estoque automatizado, como o Bling, a gestão fica mais integrada e as informações permanecem organizadas em um só lugar.

Utilize o sistema de controle de estoque de Bling!

Com o sistema de Bling, a gestão de estoque simples e integrada conecta a loja virtual aos marketplaces e mantém os saldos atualizados conforme as vendas. A plataforma também gera relatório de estoque com dados sobre movimentações, giro, curva ABC, rupturas, lotes, estoque mínimo e validade.

Com as informações reunidas em um só lugar, fica mais fácil acompanhar a operação, reduzir falhas de controle e tomar decisões com dados atualizados.

Conheça o sistema de controle de estoque de Bling e tenha relatórios gerados automaticamente!

FAQ

Qual a diferença entre relatório de estoque e inventário físico?

O documento mostra o saldo registrado no sistema, com base em compras, vendas e devoluções. Já a contagem na prateleira confere o que de fato existe. Por isso, uma etapa complementa a outra: ao comparar as duas, a equipe localiza divergências causadas por erro de lançamento, avaria ou extravio.

Com que frequência devo gerar um relatório de estoque?

A rotina ideal depende do ritmo de vendas. Lojas com muitos pedidos por dia atualizam os números diariamente, enquanto negócios menores costumam optar pela revisão semanal. Além disso, o fechamento mensal serve para analisar giro e compras. O importante é manter a data fixa, pois assim os períodos se comparam.

Quais dados não podem faltar em um relatório de estoque?

Toda tabela precisa de código do produto, descrição, saldo inicial, entradas, saídas e saldo final. Além disso, custo unitário, valor total e localização no depósito completam a análise. Por fim, o nível mínimo de cada item ajuda, pois dispara o alerta de reposição antes que a mercadoria acabe.

Dá para fazer relatório de estoque no Excel?

Sim, a planilha atende negócios pequenos, com poucos produtos e canais de venda. Basta criar colunas para código, entradas, saídas e saldo, além de fórmulas simples de soma e subtração. Porém, com o crescimento da operação, a atualização manual gera erros, então um sistema automático passa a compensar.