A sobrevivência de uma empresa depende de diversos fatores, sendo que um dos principais é a escolha do modelo de negócio mais adequado para os objetivos e o público-alvo, uma vez que ajuda a estruturar todo o planejamento das operações.
Mas, antes de falar para que serve um modelo de negócio e como decidir qual é o ideal, vale ressaltar que quase metade das empresas brasileiras fecha nos primeiros cinco anos de funcionamento, segundo um relatório do Sebrae.
Essa alta taxa de fechamento pode ser causada pela falta de alinhamento entre o modelo escolhido e o produto oferecido ou o público.
Para ajudar a minimizar os riscos e aumentar o potencial de sobrevivência da sua empresa, confira, no artigo a seguir, o que é um modelo de negócio, quais são os principais e como escolher o melhor para adotar.
Principais aprendizados deste artigo
- O modelo de negócio descreve como a empresa pode gerar receita. Por isso, é composto por elementos como a proposta de valor, os segmentos de clientes e a forma de se relacionar com eles, as fontes de receita e os custos para manter a operação funcionando.
- Existem diversos modelos de negócios, como por assinatura, freemium, de venda direta e até mesmo por publicidade, que é mais comum em produtos digitais, como aplicativos.
- O Bling é um sistema de gestão para todos os modelos de negócios e que pode ser usado em todas as fases da empresa, pois acompanha o crescimento das operações. Faça sua inscrição e teste gratuitamente.
O que é um modelo de negócio?
É uma estrutura composta por nove elementos que mostra como a empresa pretende gerar valor e receita que se divide em:
- Proposta de valor, ou, o diferencial;
- Segmentos de clientes que a empresa pretende atrair;
- Canais de comunicação e de venda utilizados;
- Relacionamento com os clientes;
- Fontes de receita, ou, como a empresa lucra;
- Recursos necessários para o negócio funcionar;
- Atividades que precisam ser executadas;
- Parceiros estratégicos, como fornecedores;
- Estrutura de custos, ou, a descrição de todas as despesas.
Esse quadro pode e deve ser atualizado regularmente, para que se adapte às mudanças do mercado e continue refletindo a realidade do negócio. Também vale ressaltar que existem diversos modelos de negócios, como os que apresentamos a seguir.
Quais são os principais modelos de negócios do mercado?
Os modelos de negócios mais comuns na comercialização de produtos são: franquia, venda direta, que pode focar no atendimento a clientes B2B ou B2C, marketplace e dropshipping. Para produtos e serviços online também existem modelos como pay-per-use (pague por uso), assinatura, SaaS, por publicidade e freemium.
Veja as características de cada um desses modelos na tabela abaixo:
| Modelo de negócio | Características |
| Franquia | Uso de uma marca e de processos operacionais padronizados mediante o pagamento de royalties. |
| Venda direta | A empresa vende diretamente para o cliente final, que pode ser outro negócio (B2B) ou uma pessoa física (B2C), sem usar um intermediário, como um revendedor. |
| Pay-per-use (pague por uso) | A marca oferece um serviço e o cliente paga apenas pelo que usar. Esse modelo é bastante usado em serviços em nuvem ou por empresas que alugam equipamentos. |
| Por assinatura | A empresa cobra uma mensalidade para fornecer acesso a um produto ou serviço, como um software ou uma plataforma de streaming. Também pode ser usado no comércio de serviços, quando o consumidor paga uma quantia para receber determinados itens de forma regular. |
| Freemium | O negócio oferece acesso a uma versão básica do serviço, geralmente um software. Recursos avançados exigem pagamento para serem liberados. |
| SaaS (Software as a Service ou software como serviço) | A empresa oferece uma ferramenta online e toda a estrutura para mantê-la operacional, com atualizações constantes e suporte aos usuários. |
| Marketplace | Um canal que serve de ponte entre vendedores e compradores para intermediar as vendas, cobrando uma taxa sobre o total vendido. |
| Dropshipping | A empresa comercializa produtos sem ter um estoque físico. Em vez disso, mantém contrato com fornecedores que ficam responsáveis por fazer as entregas. |
| Publicidade | A marca oferece um serviço gratuito e fatura mediante a venda de espaços para anunciantes, como redes sociais e aplicativos. |
Definir a estrutura ideal é indispensável para o sucesso das operações. Mas, antes de conferir o passo a passo de como escolher um modelo de negócio, é importante entender qual é a finalidade deste guia.
Para que serve um modelo de negócio?
O modelo serve para descrever como uma empresa pode gerar receita. Na prática, é um guia que detalha qual é o diferencial do negócio, que tipo de cliente pode se interessar pelos serviços e/ou produtos oferecidos e como será feita a atração de consumidores e as vendas.
Além disso, a estrutura ajuda a minimizar os riscos para as operações, uma vez que apresenta as ideias com maior chance de serem bem-sucedidas, e facilita a tomada de decisões estratégicas, por mostrar a estrutura ideal para o negócio.
Como escolher um modelo de negócio para e-commerce?
Ao escolher um modelo para usar na sua loja virtual, considere:
- O público que pode ser atendido pelo negócio;
- A necessidade que pode ser suprida;
- O diferencial da empresa no mercado;
- Os canais de comunicação e de venda;
- O investimento e as parcerias necessárias para dar início às operações.
Veja mais detalhes.
1. Público-alvo
O público-alvo consiste em pessoas com características em comum que representam o cliente de um negócio. Por exemplo, mulheres entre 25 e 35 anos, que trabalham em escritório e gostam de usar perfumes.
Em todo caso, determinar o perfil de público é essencial para estruturar todas as estratégias do negócio, desde as ações de marketing até a precificação dos produtos, pois facilita o entendimento das necessidades e expectativas dos consumidores.
Aprenda a identificar o público-alvo do seu negócio neste guia completo.
2. Necessidades atendidas
As necessidades são os desejos do público ou um problema que pode ser resolvido com o que a empresa oferece. Em outras palavras, é o que cria a demanda que permite à empresa gerar receita.
Usando o perfil exemplificado acima, pode ser encontrar perfumes leves para usar durante o dia que tenham uma boa duração na pele e um bom custo-benefício.
3. Diferencial competitivo
O diferencial é o que faz o negócio se destacar em meio à concorrência e serve para atrair e reter o público. Por exemplo, perfumes em embalagens menores que podem ser carregados na bolsa, facilitando o retoque durante o dia.
4. Canais de venda e de comunicação
Os canais são os meios que a empresa usa para se comunicar com seu público. Por isso, devem estar alinhados aos perfis dos consumidores. Afinal, não adianta estruturar uma estratégia de comunicação baseada no envio de e-mails, se seus clientes preferem usar o WhatsApp.
O mesmo acontece com os canais de venda. A marca deve estar onde seu público está. Portanto, é importante fazer uma pesquisa prévia para identificar as preferências dos clientes.
5. Investimentos e parcerias estratégicas
Os investimentos e parcerias consistem nos elementos que a empresa precisa ter para se sustentar em longo prazo.
Portanto, incluem o dinheiro para cobrir os custos fixos e variáveis, como domínio da loja virtual e despesas com logística, e a rede de fornecedores que dá acesso aos itens que serão vendidos online.
Avaliou todos esses pontos e escolheu um dos modelos de negócio? Antes de colocá-lo em prática, é necessário validar a estrutura para conferir se realmente é a ideal para a empresa.
O objetivo é entender se o público definido é realmente o que se interessa pelas soluções, se tem suas necessidades atendidas e se está disposto a gastar dinheiro com o negócio. Confira como a seguir.
Quais são as melhores estratégias para validar um modelo de negócio antes de investir?
A estrutura do negócio pode ser validada mediante a aplicação de pesquisas de opinião para coletar dados que permitam validar as hipóteses levantadas. Outras estratégias são:
- avaliar o mercado para saber se há público para consumir a ideia;
- fazer campanhas de pré-venda para testar a aceitação do público;
- criar anúncios para avaliar o interesse dos possíveis clientes mediante o monitoramento da quantidade de cliques;
- conferir se os custos da operação são viáveis.
Após validar o modelo, chegou o momento de dar o pontapé inicial e contar com auxílio especializado para começar seu negócio. Veja como o Bling pode ajudar.
Como começar seu negócio com o Bling?
O Bling é um sistema de gestão (ERP) completo. A ferramenta disponibiliza diversos recursos que permitem organizar e escalar as operações do negócio, incluindo as tarefas de controle de estoque, monitoramento de vendas, análise de custos e de receita e emissão de notas fiscais, de maneira automatizada.
Além disso, o criador de Loja Virtual do Bling se integra às operações financeiras e de logística. Dessa maneira, centraliza o acompanhamento de indicadores essenciais para a saúde do negócio, como tempo de entrega, cadastro de produtos, registro de vendas e margem de lucro
A plataforma também conta com recursos nativos de marketing, que oferecem cupons de desconto e campanhas promocionais para facilitar a divulgação do seu negócio. Faça sua inscrição e comece a criação da sua loja virtual gratuitamente.
FAQ – Perguntas frequentes sobre modelos de negócios
É possível mudar de modelo de negócio depois de começar?
Sim, em um processo conhecido como pivô ou pivotagem. Essa mudança costuma acontecer em situações como alterações no mercado, aumento dos custos de produção ou quando o modelo não mais atende às necessidades do público-alvo. Antes de mudar, no entanto, é necessário ter planejamento e aplicar testes.
Como saber se um modelo de negócio é lucrativo?
A avaliação da lucratividade de um modelo de negócio deve considerar fatores como a rentabilidade da empresa em determinado período, os custos fixos e variáveis e a margem de lucro. Outros elementos essenciais são o custo de aquisição de clientes (CAC) e a recorrência de receita.
Qual é a diferença entre modelo e plano de negócio?
O modelo é a estrutura inicial do planejamento e serve para definir o que será feito para gerar receita. Já o plano de negócio é um documento que descreve o que a empresa precisa para funcionar de maneira sustentável e dita como cada tarefa deve ser executada.







