Para que o faturamento seja viável em uma quantidade significativa de vendas, um sistema de gestão que integra os setores é fundamental. 

Se há uma atividade empresarial, certamente há sempre a necessidade de se trabalhar com o intuito de otimizar processos e desenvolvimento de projetos que culminam na redução de custos para que se possa auferir maiores lucros.

Imagine ter que controlar o estoque, saída pela venda e entrada pela compra e devoluções. Registrar os recebimentos das parcelas de vendas parceladas. E ainda ter que preencher no emissor de notas da Sefaz as alíquotas de impostos de todos os itens de cada venda, manualmente em cada nota. 

Por isso, o ERP otimiza o fluxo operacional do faturamento do seu negócio, e é sobre isso que vamos falar neste artigo. Confira!

O que é fluxo de caixa operacional?

Como o próprio nome já sugere, o fluxo de caixa operacional é aquele que utiliza apenas as movimentações relativas às operações da empresa, sem considerar as entradas e saídas que não estão relacionadas ao fluxo de operações. Neste caso, não entram os valores de custos ou ganhos financeiros. 

Fluxo de caixa descontado x fluxo de caixa operacional

Existem diferenças básicas entre as duas definições de fluxo apresentados:

Fluxo de caixa descontado

Avalia o valor de mercado da empresa, calculando além do fluxo operacional também as projeções de fluxo de caixa futuro. A conta pensa no valor presente, mas também no dinheiro que ela poderá ganhar no futuro. 

Fluxo de caixa operacional

Se utiliza apenas as movimentações relativas às operações da empresa, sem considerar as entradas e saídas que não estão relacionadas ao fluxo de operações. 

Qual a funcionalidade do fluxo de caixa operacional?

De maneira geral, o fluxo de caixa operacional funciona para prever as movimentações financeiras que são necessárias para a operação continuar ativa e não deixar o negócio em dia com essa parte. 

Como calcular o fluxo de caixa operacional?

Para calcular o fluxo operacional, é preciso subtrair os custos de produção, de funcionários e outros custos (fixos e também os variáveis), descontando também as tributações. 

Como um ERP pode otimizar o fluxo operacional do faturamento?

ERP é a sigla para o termo “Enterprise Resource Planning” que, em português, chamamos de Integrador de Gestão Empresarial. Trata-se de um sistema cujo objetivo é unificar informações de vários setores administrativos de uma empresa, com funções como a de receber e pagar contas, gerar NF-e, armazenar contatos de clientes, despachar produtos via transportadora, ou seja, fazer a gestão de todo o processo de compra e venda.

Com um sistema de gestão automatizado, a otimização do fluxo operacional também ocorre. Além disso, o ERP permite ter uma visão estratégica e detalhada de tudo que acontece na sua operação, permitindo um direcionamento mais assertivo dos investimentos e ganho de tempo.

Dificuldades no ato da emissão da Nota fiscal

Essa pode ser a parte mais crítica: a emissão da nota fiscal. Tendo em vista que a pessoa tem que ter o conhecimento mínimo sobre alíquotas e tributação de uma forma geral.

Os riscos fiscais decorrentes de erros no ato do preenchimento podem gerar multas/autuações pelo fisco. Além de haver a possibilidade de se pagar imposto maior que o devido. Assim, a empresa teria que arcar com despesas com treinamento (ou aprender no dia a dia, o que pode ser pior) em algo que pode não garantir 100% de assertividade no ato da emissão da nota.

Contabilização das movimentações

Agora imagine, depois de tudo isso, contabilizar todas essas operações (baixa no estoque, contas a receber, reconhecimento da receita e dos custos). Pense também nos riscos da ocorrência de erros que podem acontecer em decorrência do fluxo operacional do faturamento mal feito.

É claro que você não quer isso para sua empresa! Também é muito óbvio que o empresário queira investir em algo que lhe dê a possibilidade de trabalhar de forma eficiente e sem risco de erros operacionais. Que venham a distorcer seu resultado ou gerar riscos fiscais.

Faturar sem errar

Falar em faturamento é falar no pontapé inicial do fluxo acima descrito. A figura principal desse passo a passo provavelmente seja a emissão da nota fiscal. Que é o que vai acompanhar a mercadoria até chegar ao consumidor final.

Se o vendedor tiver em seu estoque uma quantidade diversificada de mercadoria e, entre elas, mercadorias com características diferentes como: importado que será revendido em território nacional, produzido que será exportado, produzido que será vendido no território nacional, ou quaisquer situações imagináveis. Acarretará em uma incidência de tributos e alíquotas diferentes. O que pode gerar um gargalo logo no início desse fluxo operacional do faturamento.

Erros em relação à tributação

É interessante que a empresa busque formas de, além de eliminar os entraves do fluxo, minimizar os riscos de erros. Automatizando principalmente questões pertinentes à tributação para a emissão das notas fiscais.

Com um sistema integrado (que faça a emissão de notas fiscais), no ato do faturamento já pode haver o registro da baixa do estoque e geração do título a receber no financeiro.

É o que foi falado anteriormente: uma movimentação já gera outras movimentações em outros módulos, e não precisa necessariamente terminar uma atividade para começar outra. Pois seria, nesses casos, um tipo de retrabalho potencialmente evitável.

Conclusão

É importante entender as diferenças entre o fluxo de caixa e o fluxo operacional para que se compreenda a funcionalidade de cada etapa e gerir o negócio de maneira fluida e controlada.