Ícone do site Blog do Bling

Da abertura do CNPJ às primeiras vendas online: Um guia para empreendedores de primeira viagem

Ilustração com os personagens do Bling, cada um segurando um ícone que representa o Bling

Contents

PRECISA CNPJ PARA VENDER ONLINE?

Não. Mas normalmente sim… Pois na verdade depende!

Segundo a legislação atual, simplesmente “vender online” não requer um CNPJ, pois até mesmo Pessoas Físicas podem vender produtos e serviços na internet. Contudo, muitas das atividades atreladas ao “vender online” vão acabar exigindo o CNPJ.

Por exemplo, é comum que os negócios que estão começando prefiram vender em marketplaces do que ter sua própria loja virtual, visto que o marketplace é, no geral, mais barato de manter e mais fácil de utilizar do que um site próprio. Porém, a grande maioria dos marketplaces exige que o vendedor emita NF. 

Ou seja, se você quer “vender online”, por lei você não precisaria ter um CNPJ. Mas, se você vai “vender online num marketplace”, por exigência da própria plataforma, você não só precisa ter um CNPJ, como também precisa ter habilitação e meios para emitir uma NF para cada venda efetuada.

Todavia, isso não é uma regra de TODOS os marketplaces. Vários deles ainda aceitam vendas sem NF. Então vai depender daquele que você utilizar. Se você não souber o que é um marketplace, fique tranquilo. No capítulo 5, vamos explicar detalhadamente para você.

Bom, esse exemplo dos marketplaces é apenas uma situação em que pode ser necessário ter um CNPJ. Existem muitas outras:

  • Empresas devidamente formalizadas podem receber apoio de instituições financeiras e bancos com taxas muito mais amigáveis.
  • Existem programas de várias agências privadas e públicas para ajudar micro e pequenas empresas.
  • Mesmo sendo Pessoa Física (PF), você deve fazer o pagamento de impostos sobre os produtos/serviços vendidos. Dependendo da situação, estes impostos podem ser muito mais altos do que seriam se você estivesse operando como Pessoa Jurídica (PJ).
  • Por vários motivos diferentes, é comum que os maiores e melhores fornecedores só trabalham com empresas formais, da mesma forma que transportadoras (e até mesmo os Correios) terão condições e tratamentos diferentes para CNPJ e CPF.
  • A própria percepção dos compradores: um vendedor que promete NF e entrega rápida passa muito mais segurança, não acha?
  • É um direito do consumidor exigir Nota Fiscal. Se você não puder oferecê-la, isso pode se tornar um grande problema!

Para quem é MEI, a situação é a mesma. Ser MEI não impede o empreendedor de vender na internet e nos marketplaces. Mas é preciso entender as particularidades e quais plataformas aceitam as condições do seu negócio e não se importam com a modalidade do vendedor. É preciso sim ter ofertas competitivas, anunciar produtos com potencial de mercado e ter bons preços de frete. É preciso atentar ao limite anual e mensal do MEI para não extrapolar os limites estabelecidos para a modalidade. 

Percebe como o assunto não é tão simples? No fim do dia, tudo vai depender da situação específica da sua própria empresa e das prioridades que você está enfrentando naquele momento. Porém, quanto mais situações a gente pensa, mais fica claro que, apesar de não ser obrigatório, é extremamente importante ter um CNPJ para vender na internet. A falta dele pode (e provavelmente vai) impedir muito o desenvolvimento e o crescimento de um negócio.

Alguns canais aceitam melhor que outros o regime tributário, por isso vale pesquisar bastante o seu nicho de mercado e abrangência. Também avalie se consegue dispor de preços competitivos aos seus produtos, antes de iniciar o processo de integração aos marketplaces. 

No que diz respeito à emissão da Nota Fiscal, preparamos um capítulo inteiro nesse material sobre o assunto. Entretanto, vamos trazer aqui algumas informações sobre a legislação, pois estes dados são importantes para que você, que está tentando começar no mundo do e-commerce, possa entender como as coisas funcionam e possa tomar a melhor decisão para o seu negócio.

Atenção: Burlar as regras e tentar esconder informações tributárias dos órgãos fiscalizadores é uma prática ilegal que pode resultar em graves penalidades, inclusive até a prisão em alguns casos. Por isso, é fundamental entender o funcionamento do sistema tributário brasileiro, para evitar problemas com o fisco e manter legalizadas as operações comerciais realizadas entre a empresa e seus consumidores.

De acordo com a Lei 4.729, de 1965, não emitir nota fiscal é considerada uma prática de sonegação de impostos:

“Prestar declaração falsa ou omitir, total ou parcialmente, informação que deva ser produzida a agentes das pessoas jurídicas de direito público interno, com a intenção de eximir-se, total ou parcialmente, do pagamento de tributos, taxas e quaisquer adicionais devidos por lei.”

Portanto, se você, empresário, não emitir documentos fiscais da maneira adequada, a Receita Federal e os órgãos públicos não conseguirão validar os dados das transações tributárias. Em outras palavras: você estará omitindo os seus ganhos, além de cometer um crime que prejudica tanto a empresa quanto a fiscalização.

Além disso, há a situação da percepção da sua marca pelo seu cliente. A experiência do consumidor sempre será melhor quando a transação acontece dentro de todas as regulações existentes, pois ele se sentirá mais confortável e seguro. É até mesmo por isso que a maioria dos marketplaces exige a NF – pois isso garante um nível básico de serviço muito mais elevado do que aqueles que praticam vendas sem nota.


O que você verá no artigo:

MEI & OUTROS TIPOS DE EMPRESAS

Neste capítulo vamos abordar um pouco sobre os diferentes tipos de empresa que um empreendedor pode abrir. Nosso foco principal vai ser no MEI, visto que é um dos assuntos que gera mais dúvida, e também é um tipo de empresa muito procurado por quem está começando.


Dentro deste capítulo temos algumas seções. Use este menu para navegar entre elas.


Tudo sobre o MEI

O MEI, ou Micro Empreendedor Individual, é uma forma de regularizar as pessoas que trabalham por conta própria ou que desejam empreender. Para a formalização e ter direito aos benefícios concedidos nesta modalidade, é preciso seguir algumas regras básicas como, por exemplo, faturar até R$81.000,00 por ano.

O MEI é um dos principais programas de inclusão disponibilizados pelo governo. A lei sancionada em 2009 é o incentivo para as pessoas saírem da informalidade e empreenderem adequadamente. No Brasil já são mais de 10 milhões de MEI cadastrados no Portal do Empreendedor do Governo Federal (em 2020) e o número vem crescendo cada vez mais.

Só em 2019, 33% dos empreendedores que viraram MEI foram motivados pela necessidade de ter uma fonte de renda. Outros 32% seguiram seu desejo de se tornarem independentes financeiramente, apontam dados do Sebrae.

Esse é um indício de que a prática do MEI vem abrindo portas para empreendedores que buscam uma formalização e benefícios proporcionados pelo governo. Os próximos levantamentos, com certeza, vão mostrar um crescimento ainda maior. Por isso os olhos estão voltados para este segmento de empresas.

Ser um MEI significa ter CNPJ e aproveitar de todos os benefícios que essa categoria de empreendedorismo tem para você:

  • Contratar um funcionário registrado pelo salário mínimo;
  • Contribuir para a aposentadoria;
  • Benefícios previdenciários;
  • Pagar apenas um imposto mensal;
  • Alvará de funcionamento;
  • Possibilidade de fazer negócios com o governo (licitações públicas); 
  • Acesso a produtos e serviços bancários de crédito;
  • Acesso e apoio técnico do SEBRAE; 
  • Baixo custo mensal de tributos com valores fixos (INSS, ISS ou ICMS);
  • Enquadramento no Simples Nacional, com isenção de tributos federais (PIS, Cofins, IPI e CSLL);
  • Possibilidade de emissão de notas fiscais.

O MEI é uma opção para muitos empreendedores que estão iniciando no mercado e sonham em desenvolver um negócio. Por isso é preciso tomar alguns cuidados mensais e obrigações que são necessárias para manter a atividade ativa e não correr o risco de ter o MEI cancelado. Estas ações são o DAS MEI e o DASN-MEI.

O DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), também conhecido como carnê MEI,  é a contribuição mensal paga de aproximadamente R$50 e pode variar de acordo com o piso salarial. Afinal, nele está incluída a contribuição para o INSS, correspondente a 5% do salário mínimo.

É um documento mensal que tem vencimento todo o dia 20. Ele pode ser impresso no site do Portal do Empreendedor e caso esteja em dia com as obrigações, você poderá usufruir de alguns benefícios como: auxílio-doença, auxílio-maternidade e aposentadoria.

É importante ressaltar que mesmo quem não está exercendo alguma atividade precisa pagar o DAS MEI. O pagamento deve ser feito mensalmente enquanto o MEI estiver aberto, se ele estiver sendo usado pelo empreendedor ou não. Isso faz parte das obrigações e direitos do MEI.

Uma alternativa para quem abriu MEI, mas não está usando, é dar baixa na inscrição. Isso também pode ser feito por meio do Portal do Empreendedor. Para conseguir dar baixa, no entanto, é necessário quitar qualquer dívida que esteja em aberto.

Já o DASN-MEI (Declaração Anual do Simples Nacional) consolida as informações de faturamento do MEI no ano anterior. Para a formalização é necessário acessar o Portal do Empreendedor e seguir os passos indicados preenchendo suas informações até o dia 31 de Maio.

E como fica a questão da Nota Fiscal? Posso vender na internet normalmente sendo MEI?

Este questionamento já foi respondido no começo do nosso material – tudo que foi explicado naquela seção também se aplica ao MEI. Clique aqui se quiser voltar para lá e conferir.

Em resumo, tudo vai depender muito da sua situação atual. Como explicamos, ter uma empresa formalizada ajuda em vários aspectos, o que é ótimo para o MEI. Contudo, em algumas situações não há como escapar da emissão da NF-e, e nesses casos pode ser que ser MEI seja um empecilho.

Além disso, no próximo capítulo explicaremos tudo sobre Nota Fiscal, e temos uma seção específica para o MEI. Clique aqui se deseja ir para lá agora.


EIRELI, ME, LTDA, S/A…

Agora que já sabemos tudo sobre o MEI, vamos conhecer um pouco sobre os outros tipos de empresa. Isso deve ajudar quem está começando a escolher o melhor tipo de empresa para o seu negócio.

Geralmente, o porte da empresa é definido pelo número de funcionários, atividades e faturamento atual.

EIRELI: Empresa Individual de Responsabilidade Limitada

É composta por apenas uma pessoa titular da totalidade do capital social devidamente integralizado, ou seja, é uma empresa de um sócio só. Este modelo é uma maneira de o empreendedor individual se regularizar, garantindo para a Receita que sua “pessoa física” e sua “pessoa jurídica” estão bem separadas.

Isso porque ela vai funcionar no mesmo regime da Sociedade Limitada, o que faz com que a responsabilidade do sócio esteja limitada à participação do seu capital social, que nesse caso é 100%, já que é 1 sócio apenas.

Se, por um lado, esse sistema é atraente, por outro ele apresenta um impasse grande para muitos empresários, pois este modelo exige um capital social mínimo de 100 salários mínimos, valor consideravelmente alto para micro e pequenos empreendedores.

LTDA: Sociedade Limitada

É aquela que possui dois ou mais sócios que contribuem com bens ou dinheiro para a formação do capital social. A responsabilidade dos sócios é limitada ao capital social da empresa, mas todos são solidariamente responsáveis pela integralização deste.

Este modelo é bastante utilizado no e-commerce pois aceita a abertura de empresas compartilhadas por diversos donos, facilitando assim a abertura, investimento e operação da empresa. Além disso, nesse quadro os sócios podem sair ou entrar na sociedade por meio de alterações de contrato, sem necessidade de grandes burocracias. 

Para utilizar esse tipo de empresa, é necessário construir um Contrato Social, que deverá conter a descrição da relação entre os sócios, como a participação de cada um no investimento inicial.

S/A: Sociedade Anônima

Aqui, os sócios podem ser apenas acionistas, e não participantes integrais do negócio. Nesse modelo de empresa, o poder e responsabilidades de cada sócio está diretamente ligado com a porcentagem de suas ações. Além disso, há a possibilidade de vender ações da empresa a fim de gerar recursos.

Existem dois tipos de sociedade anônima: a aberta, que tem suas ações negociadas em bolsas de valores; e a fechada, que obtém seus recursos dos acionistas e é controlada por eles ou terceiros.

Apesar dessa flexibilidade, o modelo traz aumentos significativos nos gastos operacionais, pois é necessário um controle muito rígido das finanças, uma vez que a tributação é feita com base no lucro real da companhia (e não presumido).

Muitas vezes, empresas começam como LTDA e depois se tornam S/A, visto que esse modelo é mais recomendado para organizações consolidadas e com crescimento mais expressivo.

ME: MicroEmpresa

É um formato de pessoa jurídica que é utilizado por negócios que tem faturamento bruto de até R$360 mil por ano. É bem parecido com o MEI, sendo o valor do faturamento permitido a maior diferença entre os dois formatos, porém existem ainda outras diferenças importantes.

Na tabela a seguir é possível identificar as principais características que deixam mais clara a diferença entre MEI e ME:

MEIME
Limite de faturamentoR$81 milR$360 mil
FormalizaçãoOnline e gratuito pelo Portal do Empreendedor, quase sem burocraciasPrecisa de contrato social, alvará, registros e licenças do corpo de bombeiros, etc
AtividadesLimitadas àquelas disponíveis no Portal do EmpreendedorEmpresário, Sociedade Empresária, Sociedade Simples, EIRELI
Gestão financeira e contábilGestão bem simples, só precisa de contador para situações muito específicasGestão mais complicada, depende do auxílio de um contador
FuncionáriosApenas 1De 9 até 19, dependendo da área de atuação
DireitosAposentadoria por invalidez ou idade, auxílio-doença, licença maternidadeAposentadoria por invalidez,  idade ou tempo de contribuição, auxílio-doença, licença maternidade
Regime tributárioSimples NacionalSimples Nacional, Lucro Real ou Lucro Presumido
ImpostosINSS através da DAS (5% do salário mínimo). Dependendo a ocupação, ICMS e/ou ISS.Todos os tipos possíveis: PIS, CPP, CSLL, COFINS, PASEP, IRPJ, ISS, ICMS e IPI.
Notas FiscaisNão existe cobrança para a categoriaÉ cobrado um percentual por cada nota fiscal emitida

É importante destacar que caso o MEI aumente seu faturamento e passe do limite permitido para a categoria, é necessário solicitar um novo enquadramento para a empresa baseado no faturamento atualizado, passando então a ser ME.

No entanto, podem existir algumas exceções, por isso é necessário que o empresário faça um procedimento de desenquadramento através do site do SIMEI e verifique as informações atualizadas com o órgão responsável.

IMPOSTOS, TRIBUTAÇÃO E NOTAS FISCAIS

Notas Fiscais

A NF-e, ou Nota Fiscal Eletrônica, é o documento digital que formaliza a venda de produtos ou de serviços. Ela vale tanto para vendas que acontecem em uma loja física quanto para as que ocorrem pela internet.

A NF-e surgiu justamente para modernizar a emissão de nota fiscal no Brasil. Desde o ano em que ela entrou em prática, a adoção do formato digital avançou e o caminho é que ele se torne o padrão em todas as empresas.

Apesar do uso da Nota Fiscal Eletrônica não ser obrigatório para todos os negócios, o mais indicado é já aderir a esse formato. Além de colocar sua companhia em contato com práticas mais modernas e sustentáveis, em breve esse deve ser o único tipo aceito no país.

Mas por que uma empresa deveria usar a NF-e?

Uma Nota Fiscal Eletrônica serve para formalizar uma transação. Como falamos, essa transação pode ser no formato tradicional, com uma venda em uma loja física, por exemplo, ou online, por meio de um e-commerce.

Essa formalização é importante tanto para a empresa prestadora de serviço ou vendedora, quanto para quem está comprando, ou seja, o consumidor, e para os órgãos públicos responsáveis por regulamentar e fiscalizar a operação.

Com a NF-e, a segurança de todos os envolvidos fica garantida já que o processo acontece de forma automatizada e, claro, eletrônica.

Além de mais segurança e o fim da impressão de quantidades infinitas de papel, a adoção da Nota Fiscal Eletrônica traz outras vantagens competitivas para um negócio. Entre as principais estão:

Mais economia

Quem não gosta de adotar uma solução que vai trazer redução de custos?

A NF-e possibilita maior economia já que o uso de papel é zero. Ou seja, o investimento nesse material para essa função deixa de existir. Além disso, há os gastos com impressão e com espaço para o armazenamento de todas as notas em papel, que não vão mais fazer parte da rotina da empresa.

O fim dessas preocupações significa menos atribuições para o colaborador, o que está diretamente ligado à próxima vantagem.

Mais produtividade

Se um funcionário não precisa se preocupar com impressão e organização de notas fiscais, ele ganha tempo para se dedicar a outras funções dentro da empresa.

A Nota Fiscal Eletrônica permite a otimização do tempo da equipe, que fica livre para poder focar naquilo que realmente importa.

E a gente sabe muito bem o quanto isso pode fazer diferença na rotina, principalmente de micro e pequenas empresas.

Mais controle

Um documento tão importante como uma nota fiscal não pode ficar sob o risco de erros de impressão ou de armazenamento.

A digitalização desse título com a NF-e traz mais controle para a empresa não só na geração, mas na organização e também na parte de gerenciamento.

Mais tecnologia

Que empresa não quer ter um sistema mais moderno e atualizado?

O uso da Nota Fiscal Eletrônica é uma maneira de colocar o negócio em contato com a transformação digital.

Ao deixar de lado o papel e a impressora e investir na automação e armazenamento eletrônico, as companhias ficam mais próximas de práticas mais avançadas e otimizadas.

É preciso armazenar as Notas Fiscais Eletrônicas?

É comum achar que, já que as notas são eletrônicas, elas não precisam ser armazenadas em nenhum lugar. Esse pensamento, no entanto, não está correto.

Para a maioria dos estados e municípios há a exigência de que a NF-e seja armazenada por até cinco anos. Isso acontece por causa de possíveis trocas de produtos ou serviços, controle da garantia ou até mesmo para fiscalizações da Receita Federal.

A Nota Fiscal Eletrônica deve ser armazenada em XML ou PDF e não precisa ser impressa. O ideal é usar um software que ajuda no armazenamento.

Em caso de perda da Nota Fiscal Eletrônica, a empresa pode ter que pagar multas que chegam a até R$1.000. Esse valor é para cada documento perdido, ou seja, um lote inteiro pode causar um prejuízo grande.

Assim como o armazenamento, a manutenção também é de responsabilidade da empresa. Nenhum órgão público disponibiliza backup ou forma de recuperar um documento perdido.

Por isso, é fundamental que as Notas Fiscais Eletrônicas sejam armazenadas em segurança, de forma organizada em um sistema online. Esses arquivos devem sempre contar com uma cópia atualizada e, se possível, armazenadas tanto na nuvem quanto em um dispositivo físico.

O que acontece se eu não emitir notas fiscais?

A Nota Fiscal é um documento utilizado pelo governo que tem como objetivo fiscalizar e arrecadar os impostos associados às operações de compra e venda no país. Por isso, ignorar a correta emissão desses documentos é omitir informações a respeito das atividades da sua empresa, o que pode resultar em penalidades.

Uma delas é ser acusado de sonegação de impostos, um crime que prevê prisão de dois a cinco anos, além de multa. Nos casos de réus primários, é possível evitar a prisão. Por outro lado, a multa pode aumentar para dez vezes o valor do tributo sonegado.

Outra penalidade que pode prejudicar a empresa ao deixar de emitir notas fiscais é a perda de garantias. Afinal, as informações contidas no documento servem para contar as garantias legais de um produto adquirido. Ao negar esses dados para os consumidores finais e fornecedores, a empresa está sujeita a uma desvantagem fiscal.

Além de ter que responder judicialmente e pagar multas, deixar de emitir notas fiscais pode desenvolver uma imagem negativa do nome da empresa, resultando em inúmeros prejuízos.

Quais são os tipos de documentos fiscais?

NF-e: Nota Fiscal Eletrônica

A NF-e é o modelo mais comum da nota fiscal, utilizado tanto nas lojas físicas como em e-commerces que vendem produtos atribuídos ao Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) – na próxima seção detalhamos esse imposto. Criada para substituir as notas fiscais de modelos 1 e 1A, ela é voltada para as empresas que trabalham com algum tipo de comércio.

A emissão deste documento fiscal é vinculada à Secretaria da Fazenda (SEFAZ) de cada estado. O documento tem validade jurídica, pois conta com uma assinatura digital emitida pelo estado responsável. Assim, a fiscalização acontece quase que em tempo real, pois a emissão da NF-e é atrelada ao sistema da SEFAZ, e várias validações ocorrem durante o processo de emissão.

Um detalhe importante de lembrar é que a NF-e, como o próprio nome indica, é eletrônica. Ou seja, ela existe em meio digital apenas. Os dados da NF-e são computados através de um arquivo do tipo XML, de acordo com as regras e exigências do governo brasileiro.

Isso significa que quando você imprime ou envia aquela página da “nota”, na verdade você não está trabalhando com a nota! Bem estranho, não é? Ou seja, aquela folha que normalmente chamamos de NF-e, não é a nota em si! 

DANFE: Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica

Se a NF-e não é a folha que a gente conhece, então o que é aquilo? Bom, o nome aparece na própria folha, bem no alto da página! Aquele documento é o DANFE, que nada mais é do que uma representação gráfica/visual da NF-e.

O arquivo XML é a NF-e de verdade, mas ele é bem complicado de ser lido (afinal, ele foi feito para o computador conseguir entendê-lo, e não humanos). Então, o DANFE é a versão “legível” da nota, é um facilitador que nos dá acesso às principais informações que estão no XML da NF-e.

Por ser uma representação gráfica da nota fiscal, o DANFE contém uma chave de acesso que permite consultar as informações completas da nota no Portal da NF-e, contendo todos os detalhes que estariam no XML daquela NF.

NFC-e: Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica

A NFC-e é uma versão da NF-e especificamente destinada ao consumidor final e normalmente é usada em vendas presenciais no varejo. Esse documento eletrônico veio para substituir os cupons fiscais mais antigos e a NF modelo 2. Geralmente, esse tipo de nota é emitido em farmácias, restaurantes, mercados, lojas varejistas e outros negócios de pequeno e médio porte.

Um ponto importante aqui é que a NFC-e ainda não é adotada por todos os estados no Brasil. No momento (em 2021), Ceará e São Paulo são estados que trabalham com outros documentos além da NFC-e, o MF-e e o CF-e, respectivamente.

CF-e: Cupom Fiscal Eletrônico

É uma variação da NFC-e para São Paulo. Emitido com o uso de um software próprio, o SAT (Sistema Autenticador e Transmissor).

MF-e: Módulo Fiscal Eletrônico

De forma resumida, é a versão do CF-e do estado do Ceará, e funciona de forma semelhante ao SAT.

NFS-e: Nota Fiscal de Serviço Eletrônica

Como o nome já diz, a NFS-e é voltada especialmente para as empresas que prestam serviços, como uma assistência técnica, hotéis e transportadoras.

Depois de identificar os serviços, o documento fiscal transmite os dados para a prefeitura do município onde a empresa está registrada (diferente da NF-e e da NFC-e, que são transmitidas para a SEFAZ do estado). Em muitos municípios a NFS-e é emitida de forma automática. Caso haja algum impedimento a companhia pode usar o Recibo Provisório de Serviços (RPS), que pode ser então convertido em NFS-e.

Vale lembrar que mesmo uma prestadora de serviços não está isenta da emissão da nota fiscal. Se uma assistência técnica precisar comprar peças e acessórios, por exemplo, será necessário registrar a transação em uma NF-e.

NFA-e: Nota Fiscal Avulsa

A principal característica dessa nota é que ela é emitida de forma individual (avulsa) por empresas que não têm a obrigação de gerar uma NF-e, e, dessa forma, estas empresas podem não possuir a informação da Inscrição Estadual (IE).

Ou seja, enquanto todos os outros modelos de nota exigem que a empresa emitente tenha uma IE vinculada ao CNPJ, a NFA não traz essa obrigatoriedade.

Por isso, esse tipo de nota também é conhecido como “nota do MEI”, justamente porque os Micro Empreendedores Individuais formam um dos maiores grupos que não precisam emitir a Nota Fiscal Eletrônica e também normalmente são empresas que não possuem uma IE.

A NFA-e é emitida diretamente pelo site da SEFAZ de cada estado.

CT-e: Conhecimento de Transporte Eletrônico

O CT-e tem como função registrar as operações de transporte de cargas realizadas no Brasil, sejam elas feitas na modalidade rodoviária, aérea, ferroviária, aquaviário ou dutoviária.

Esse tipo de nota fiscal eletrônica tem como objetivo facilitar a fiscalização em postos fiscais de fronteira, minimizando erros de escrituração e favorecendo a gestão da empresa transportadora.

É importante notar aqui que, muitas vezes, empresas acabam usando a NF-e como documento de comprovação do transporte das mercadorias. Entretanto, o correto é usar o CT-e nesses casos.

MDF-e: Manifesto de Documento Fiscal Eletrônico

O MDF-e também é voltado para as empresas que prestam serviço de transporte de cargas. Essa versão eletrônica substitui documentos que antes precisavam ser impressos, como o Manifesto de Carga Modelo 25 e a CL-e (Capa de Lote eletrônica).

A emissão do MDF-e é obrigatória para empresas que usam veículos próprios e também para quem trabalha com frotas contratadas, como transportadores autônomos. A principal vantagem do MDF-e é a desburocratização do transporte de cargas.

Nota Fiscal Complementar

A Nota Fiscal Complementar é bem parecida com a NF-e, e serve para acrescentar dados e valores que não foram registrados no documento fiscal original.

Por exemplo: digamos que você tenha que fazer uma exportação e, durante o câmbio, aconteça um acréscimo no valor da operação constante na nota fiscal. Nesse caso, você pode utilizar a Nota Fiscal Complementar para informar a diferença, fazendo referência a nota fiscal original. Ou, ainda, você fez uma NF e esqueceu de declarar o valor de algum imposto. Você pode usar uma Nota Complementar para declarar o valor correto.

Nota Fiscal de Remessa

Esse tipo de nota fiscal é gerado quando há consertos, doações, demonstrações ou no caso de terceirização de armazém. A Nota Fiscal de Remessa existe para quando não existe uma venda, mas sim um acompanhamento. Uma forma de pensar é “quando há movimentação de um produto que não é uma venda”.

Ou seja, estamos falando de um produto em que já existia uma operação fiscal. Com a Nota de Remessa não é necessário pagar imposto mais de uma vez por uma mesma mercadoria.

Nota Fiscal de Exportação

A Nota Fiscal de Exportação é aquela que é emitida para clientes que estão fora do Brasil. As informações exigidas são as mesmas de uma nota comum, com alguns itens a mais, como o local de embarque ou transposição de fronteira, além do endereço do consumidor final.

Claro, os impostos também serão diferentes para este tipo de operação.

Nota Fiscal de Importação

A Nota Fiscal de Importação é aquela que é emitida quando uma empresa brasileira compra algo de um fornecedor estrangeiro. Bem parecida com a NF e Exportação, no sentido de que as informações exigidas são as mesmas de uma nota comum, com alguns itens adicionais, e há impostos diferenciados para essa operação.

Este modelo de nota é feito com base no documento da Declaração de Importação.

Bastante informação, não é mesmo? Mas não se preocupe! Normalmente uma empresa irá lidar com apenas 1 ou 2 destes modelos, e os outros podem ser usados em algumas situações especiais. O importante é que agora você conhece um pouco mais sobre o assunto!

MEI & Nota Fiscal

Normalmente o MEI emite Nota Fiscal apenas em operações que envolvam pessoas jurídicas, independentemente do serviço, valor da mercadoria ou contrato assinado. Ou seja, o Micro Empreendedor Individual não tem a necessidade de emitir Nota Fiscal para o cliente final, apenas quando o consumidor for uma outra empresa ou órgão público.

Entretanto, existem algumas situações onde o MEI é exigido a emissão da nota fiscal. Por exemplo, se um cliente Pessoa Física solicitar a NF de alguma transação, será necessário realizar a emissão do documento, pois este é um direito do consumidor.

Além disso, é importante ressaltar novamente que vários marketplaces obrigam os vendedores a emitir a NF-e para todas as vendas realizadas. Então, se você deseja trabalhar com algum destes, terá que emitir a NF, independente de ser MEI ou não, por exigência da própria plataforma que você estaria usando.

Nesses casos, é preciso realizar o cadastro na Secretaria da Fazenda onde a empresa está registrada para liberar a emissão da nota fiscal no seu CNPJ MEI.

Por fim, o MEI também não pode esquecer que, caso opte por emitir uma nota fiscal, ele está sujeito às mesmas regras e exigências dos outros tipos de empresas. Ou seja, toda a declaração dos valores e tributos dentro da NF precisa estar correta, caso contrário a empresa ficará com pendências no Fisco.

Desse modo, também é recomendado que o MEI que planeja (ou precisa) emitir NF, busque o auxílio de um contador capaz de analisar toda a legislação e todas as variáveis pertinentes ao seu negócio e lhe orientar na forma correta de fazer a emissão da nota. Além do contador, a própria SEFAZ do estado, e outros órgãos públicos, com o SEBRAE, podem ajudar o MEI com algumas informações. Procure se informar sobre como as coisas funcionam no seu estado.

Mas quais são os tipos de Notas Fiscais que o MEI usa?

O MEI pode trabalhar com a NF-e, a NFC-e e com a NFA-e, dependendo da situação cadastral da empresa, no que diz respeito à informação da Inscrição Estadual. Se o MEI possuir IE, poderá trabalhar normalmente com a NF-e e com a NFC-e. Agora, se não tiver IE, ficará restrito à NFA.

Se estiver na dúvida sobre as diferenças e particularidades desses modelos de nota, confira nossa explicação detalhada sobre eles na seção anterior.

A possibilidade de ter IE ou não é atrelada ao estado em que sua empresa atua. No momento (2021), os estados abaixo permitem que o MEI tenha IE:

  • Bahia
  • Distrito Federal
  • Goiás
  • Mato Grosso do Sul
  • Mato Grosso
  • Minas Gerais
  • Paraíba
  • Pernambuco
  • Rio Grande do Norte
  • Rondônia
  • Santa Catarina
  • São Paulo
  • Sergipe 
  • Tocantins

Ou seja, os estados a seguir restringem o MEI à emissão da NFA. Clique no nome do estado para ir para o site da NFA correspondente:

Caso seu estado esteja nesta segunda lista, recomendamos consultar o site da sua SEFAZ para confirmar se a situação não mudou recentemente.

Impostos, tributos e o famoso CFOP

Os impostos da nota fiscal eletrônica são vários e correspondem a diferentes valores e características. Estão presentes regularmente na vida dos empreendedores, que sempre ficam na dúvida sobre quais impostos precisam ser pagos. Isso é bem comum, afinal, o sistema tributário brasileiro é bem complexo e detalhado.

Para te ajudar a entender quais impostos da nota fiscal você deve pagar em cada situação de venda e como eles funcionam, fizemos uma lista com todos eles, explicando como funcionam e por que existem.

Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ)

Esse imposto incide sobre pessoas jurídicas e físicas quando são equiparadas às jurídicas, ou seja, quando realizam qualquer atividade econômica com fins comerciais, que no caso é considerada como empresa.
Ele incide sobre a base do lucro real ou presumido.

Contribuição para Financiamento de Seguridade Social (COFINS)

A COFINS incide sobre o faturamento bruto das empresas e é pago apenas por pessoa jurídica.
Ele tem como propósito, como o próprio nome diz, financiar a seguridade social, ou seja, previdência, saúde e assistência social.
Sua alíquota é de 3% em regime cumulativo e 7,6% em regime não cumulativo.

Programa de Integração Social (PIS / PASEP)

Esse tributo corresponde ao financiamento do seguro-desemprego e abono de salário.
O PIS é voltado para o setor privado e o PASEP para o público.
A alíquota desse tributo é de 0,65% em regimes cumulativos e 1,65% em não cumulativos.

Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL)

Assim como o COFINS, o CSLL também é destinado à seguridade social.
É um tributo federal que incide sobre todas as pessoas jurídicas que vivem no Brasil.
Sua alíquota varia entre 10% e 12%.

Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISS)

O ISS é um tributo municipal com alíquota que varia em cada município.
Ele aparece normalmente na NFS-e para empresas ou profissionais autônomos.
O seu valor deve ser entre 3% e 5% sobre o preço do serviço declarado.

Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)

O IPI incide apenas sobre os produtos industrializados, tanto nacionais, quanto importados.
O seu principal objetivo é evitar que a indústria nacional seja enfraquecida. Com isso, ele busca manter uma regra entre produtos importados e os industrializados no país.
O IPI é um imposto diretamente associado à venda, assim é absorvido no cálculo da receita líquida, como deduções sobre vendas.
Sua alíquota pode chegar a 30%.

Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)

É fundamental entender que o ICMS é um imposto estadual e, portanto, as alíquotas variam de estado para estado. Além disso, tem como característica a seletividade, estabelecendo também alíquotas diferentes para mercadorias ou serviços diferentes.
O ICMS incide sobre a movimentação de circulação de mercadorias e serviços realizados, independentemente do local, mesmo sendo mercadorias do exterior.
No caso de importações, o valor do ICMS também é calculado de maneira diferente.
Suas alíquotas podem variar entre 7% e 35%.

Ainda, é importante ressaltar que os optantes pelo Simples Nacional estão isentos de pagar tributos federais como: COFINS, IPI, PIS/PASEP, IRPJ e CSLL. Mas atenção: esta regra só é válida para micro e pequenas empresas. Contudo, mesmo quem é do Simples ainda precisa se preocupar com o ICMS!

Os impostos sobre nota fiscal são muitos, como você pode perceber. E não podemos esquecer que as alíquotas variam de lugar para lugar, de CFOP para CFOP, de produto para produto e de acordo com a situação da sua empresa e do seu cliente também.

Ou seja, duas empresas vendendo um mesmo produto, até mesmo dentro do mesmo estado, podem declarar alíquotas diferentes na nota fiscal, pois existem muitas variáveis que interferem nisso.

Para que você esteja sempre preparado, é importante estar atento às legislações regionais e ao regime tributário de seu local. Além disso, é extremamente importante contar com o apoio de um escritório de contabilidade, que será capaz de analisar toda a legislação e todas as variáveis pertinentes ao seu negócio e lhe orientar na forma correta de declaração dos impostos. Lembre-se: isso vale para o MEI também!

Mas e a “Natureza de operação” e o “CFOP”, para que servem?

Esses dois termos aparecem bastante quando falamos das regras de tributação nas notas fiscais. Porém, eles não representam tipos de impostos.

CFOP é a sigla para o “Código Fiscal de Operações e Prestações”. Esse é um código proveniente do próprio governo, que serve para identificar qual a operação que está sendo registrada num determinado documento fiscal

Por exemplo, ambos os códigos 5102 e 6102 representam uma “Venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros”, sendo que um é usado quando esta venda ocorre internamente no estado, e o outro é para quando a venda é interestadual. Similarmente, os códigos 5910 e 6910 identificam uma “Remessa em bonificação, doação ou brinde”. E o código 7251 é usado quando há “Venda de energia elétrica para o exterior”.

Em suma, o CFOP é o “número mágico” que vai deixar explícito para a Receita Federal qual é a operação que sua empresa está declarando naquele documento fiscal. E isso também é uma das variáveis que define quais os valores dos impostos que sua empresa precisa declarar numa NF, já que o CFOP ajuda a identificar quais operações são tributáveis e quais são isentas. Isso melhora o controle do Fisco, mas, principalmente, a situação da empresa, que fica totalmente regular.

Portanto, é indispensável que o CFOP seja informado corretamente nas suas notas. Confira, valide, garanta, confirme e reafirme (para ter certeza mesmo!) com sua contabilidade, ou com a SEFAZ do seu estado, quais CFOPs você deve estar utilizando em seus documentos fiscais.

Já a “Natureza de operação” nada mais é do que o nome dado a um conjunto de regras tributárias. Todos aqueles impostos que descrevemos acima, e o próprio CFOP, podem ser usados para criar regras que vão ser usadas em diferentes situações. Ou seja, a natureza armazena os CFOPs, alíquotas e situações tributárias dos nossos impostos, e cada empresa pode trabalhar com quantas naturezas diferentes precisar.

Por exemplo, se eu criar uma natureza de “Venda de mercadorias”, dentro dela eu vou preencher todos os impostos com os CFOPs e alíquotas correspondentes para emitir uma NF de venda. Agora, se eu precisar emitir uma NF de remessa, eu não posso utilizar a minha natureza de venda, pois uma NF de remessa precisa de um CFOP de remessa, e não de venda – sem falar que as alíquotas e impostos também serão diferentes. Nesse caso, eu precisaria ter outra natureza, própria para uso em notas de remessa.

Desse modo, a Natureza de Operação é uma ferramenta que facilita o preenchimento da nota fiscal. Ao invés de ter que preencher cada tributação individualmente em cada nota, você pode deixar tudo pré-configurado dentro da Natureza.

Não se esqueça: apesar de cada natureza ter um nome próprio, que aparece até mesmo no DANFE, não é este nome que definirá os tributos e operações da nota, e sim as configurações que foram criadas dentro daquela natureza. Não adianta sua natureza chamar “Venda de mercadorias” se dentro dela você declarou um CFOP de Compra (e não de venda). Por isso é muito importante garantir que todos os seus impostos estejam corretamente ajustados para cada situação da sua empresa.

Como emitir uma NF-e

Para conseguir usar o sistema de Nota Fiscal Eletrônica, toda empresa precisa fazer, no mínimo, 2 processos principais: o credenciamento para emissão de NF e adquirir um certificado digital.

Sobre o credenciamento…

A empresa que deseja emitir NF (seja MEI ou outro tipo), precisa credenciar o seu negócio na Secretaria da Fazenda do estado em que a empresa está registrada. Se a organização estiver em mais de uma unidade federativa, é necessário realizar o credenciamento em cada uma delas.

Em outras palavras, esse credenciamento é a habilitação da empresa para emitir o documento fiscal. Sem isso, o governo não permite a emissão dos documentos.

É importante ressaltar também que, como apresentamos anteriormente, existem vários tipos de documentos fiscais hoje. E o credenciamento é feito exclusivamente para cada documento. Ou seja, se sua empresa solicitou o credenciamento para NFC-e, você não poderá emitir a NF-e, a não ser que faça o credenciamento para este modelo também.

Esta etapa normalmente acontece após a abertura da empresa, tópico que vamos abordar logo em seguida. Mas já estamos tocando no assunto, pois muitas vezes o empreendedor que está recém começando acaba ficando confuso com todos os processos que são necessários. A abertura da empresa (registro do CNPJ) e o credenciamento para emissão de NF-e (registro da IE) são processos diferentes, e nem sempre acontecem juntos.

Como cada estado funciona de forma diferente, às vezes esses processos acontecem simultaneamente, às vezes um depois do outro. Em alguns estados é um processo mais rápido, em outros é algo mais demorado. O passo a passo exato também muda de estado para estado. Portanto, entre em contato com a sua contabilidade ou diretamente com a sua SEFAZ para se informar como você pode solicitar a habilitação.

Sobre o certificado digital…

A certificação digital é uma assinatura eletrônica com todos os dados do seu titular, seja pessoa física ou empresa. A tecnologia utiliza chaves criptográficas – em arquivo digital ou token – para gerar essa identidade exclusiva e segura. 

Na prática, o Certificado Digital funciona como uma identidade virtual que permite a identificação segura do autor de uma mensagem ou transação feita em meios eletrônicos. Geralmente, esse documento digital é utilizado para comprovar as informações de transações tributárias, como emissão de notas fiscais e contratos. Isso evita informações indevidas e facilita a fiscalização do Fisco.

O mais importante é que, por serem emitidos por autoridades certificadoras de credibilidade, a assinatura com certificado digital possui validade jurídica. Atualmente, é bastante comum que documentos de empresas públicas e privadas, especialmente as de comércio eletrônico, sejam assinados eletronicamente para economizar tempo e desburocratizar alguns processos.

O certificado digital só pode ser emitido por uma Autoridade Certificadora habilitada pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ICP-Brasil). A Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil – é o órgão que viabiliza a emissão de certificados digitais para identificação virtual do cidadão e das empresas. É essa estrutura que vai nos dizer quem são as Autoridades Certificadoras que podem fazer a emissão do certificado digital, como a empresa parceira do Bling: a Certisign.

Hoje, no Brasil, existem 2 tipos de certificados: o A1 e o A3.

O modelo A1 existe diretamente em um computador. E quando falamos “computador”, queremos dizer qualquer tipo de computador: pode ser o seu computador da loja, seu computador pessoal, o servidor do seu sistema emissor de notas, até mesmo seu celular ou tablet! Isso também significa que você pode usar um mesmo certificado em mais de um dispositivo ao mesmo tempo, pois, por ser um arquivo digital, pode existir em mais de um lugar.

Ele funciona por meio de um par de chaves criptografadas, uma pública e outra privada. Esse sistema evita operações fraudulentas, já que os dados não podem ser decodificados sem a combinação de uma com a outra. Nos casos de invasões e ameaças virtuais, o Certificado Digital pode ser desativado. 

Normalmente o certificado A1 é comercializado com validade de 1 ano apenas.

Já o modelo A3 é diferente do modelo A1 porque conta com uma mídia de armazenamento física, ou seja, um dispositivo, que pode ser um cartão ou um token. Dessa forma, é possível utilizar o certificado apenas no computador no qual o dispositivo estiver conectado naquele momento.

Além disso, para que a comunicação entre o dispositivo do certificado e o computador ocorra corretamente, é necessário a instalação e configuração de aplicativos para transmitir as informações. Para quem tem menos conhecimento técnico de informática, isso pode ser um complicador!

Esse modelo normalmente é mais barato que o A1, pois possui validade maior, chegando a cinco anos, dependendo do local de armazenamento e das políticas da empresa certificadora.

Mas qual certificado digital devo escolher?

Essa é uma pergunta comum na hora de adquirir o certificado digital. Mas a resposta para essa questão é: depende. 

A função dos modelos é a mesma. Cabe aos usuários decidirem qual melhor atende às suas necessidades a partir das características de cada modelo. No momento da escolha, as vantagens e as desvantagens de cada modelo dependem da visão de cada um.

Preparamos um resumo dos pontos mais importantes para você:

Certificado A1Certificado A3
Armazenado e emitido no computadorArmazenado em mídia criptográfica, sendo cartão ou token
O uso de uma senha é opcionalNão pode ser copiado
Permite a cópia e uso em outros dispositivos (até mesmo celulares)Usado em 1 único dispositivo por vez
Dispensa qualquer necessidade de preparo no computadorO dispositivo deve ser preparado antes do primeiro uso
Validade de 1 anoValidade maior: um a cinco anos

Ok, e como faço para conseguir o Certificado Digital?

Em primeiro lugar, é preciso escolher uma Autoridade Certificadora habilitada pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ICP-Brasil), como a Certisign, parceira do Bling!

Para conferir a lista das autoridades certificadoras, clique neste link

Depois da escolha, é necessário entrar em contato com eles para fazer o pedido de compra e para verificar quais tipos de documentação você vai precisar. Esse processo varia – em algumas certificadoras, o processo é 100% presencial, enquanto para outras você começa o processo na internet e finaliza ele presencialmente. Por isso, também é importante verificar se há alguma agência afiliada daquela certificadora na sua região

Caso você tenha algum contador para sua empresa, muitas vezes as certificadoras possuem acordos e promoções especiais com os escritórios de contabilidade, então verifique com eles se isso não é uma opção para você.

Em relação ao preço, muda dependendo da certificadora e de acordo com o modelo que for adquirido. No Bling, o preço do Certificado Digital A1 é apenas R$149,00 e tem validade de um ano emitido pela Certisign. Esse valor é especial para nossos clientes e você pode verificar mais informações aqui: https://www.bling.com.br/tour/venda-certificado-digital

Certo. Tenho meu certificado e meu credenciamento foi aprovado. E agora?

Depois de concluir o credenciamento e adquirir o Certificado Digital, o empreendedor está pronto para começar a emitir a Nota Fiscal Eletrônica para os seus clientes. Essa pode não ser uma tarefa muito simples!

Nesse momento, todo empresário, seja MEI ou não, tem basicamente duas opções.

Uma delas é fazer a emissão manual da NF em algum sistema público. Por exemplo, você pode acessar o site da SEFAZ do seu estado, e emitir suas notas por lá. Ou, pode usar algum outro software grátis, como o emissor de notas do SEBRAE. 

A outra, é contratar um sistema de gestão empresarial (ERP) para garantir segurança nas informações transmitidas e controlar melhor os processos. Um bom software que disponibiliza serviços de integração de todas as plataformas do negócio e emissão da NF-e automática pode ser a solução mais viável para uma empresa que está buscando estender sua produtividade sem se preocupar com a parte mais burocrática da operação.

O importante aqui é entender as necessidades das sua empresa. 

Os emissores gratuitos parecem mais atrativos pois, obviamente, não têm custo. Neste caso, o custo monetário. Porém, enquanto que no emissor gratuito você pode ter que gastar algumas horas para emitir 10 notas, num sistema pago essas mesmas 10 notas podem ser emitidas em questão de segundos, ou até mesmo instantaneamente (sem você fazer absolutamente nada!).

Lembra de todos os impostos, CFOP e natureza de operação que comentamos? Tudo isso precisa ser preenchido em cada uma das notas emitidas. E esses são apenas os dados relacionados com a tributação! Dentro da nota, você ainda vai precisar preencher os dados da sua própria empresa, os dados do seu cliente, do produto, do transporte…! Imagine preencher isso tudo manualmente para cada nota.

Para quem está recém começando e ainda não tem muitas vendas, pode não ser necessário pagar por um ERP. Entretanto, é interessante lembrar que os ERPs oferecem muitos outros benefícios além da emissão de notas automatizada, como controle de estoque e finanças – e tudo isso pode contribuir para aumentar suas vendas o mais rápido possível. Falamos mais sobre os sistemas de gestão no fim deste material.

COMO ABRIR UM CNPJ

Falando de forma resumida, não há muitas diferenças entre abrir uma empresa física e uma virtual. É preciso ter capital inicial de investimento para montar um e-commerce, da mesma forma como uma loja convencional. Como se trata de uma empresa, deve-se, de antemão, estabelecer um espaço físico real de funcionamento (escritório e estoque, por exemplo).

Além disso, é necessário registrar na Junta Comercial do estado onde o empreendimento está localizado, na Receita Federal para obtenção do CNPJ e na Secretaria de Fazenda (SEFAZ) de seu estado, para poder emitir Nota Fiscal para os seus clientes.

Todas essas etapas são essenciais para o funcionamento da empresa dentro da legalidade e o empreendedor pode contratar um contador para tratar desses trâmites.

Neste capítulo, exploramos mais a fundo estes tópicos.


Dentro deste capítulo temos algumas seções. Use este menu para navegar entre elas.


Análise de viabilidade e preparações

Antes de descrevermos os documentos e processos necessários para efetuar a abertura da sua empresa, vamos falar um pouco sobre o que você pode fazer para garantir que seu negócio será um sucesso e que poderá desenvolver-se sem maiores problemas.

Antes de qualquer coisa, você precisa verificar a aplicabilidade do seu negócio. Para isso, se faça as seguintes perguntas:

  • Existe mercado para o meu produto?
  • Quem são meus clientes?
  • Quem são meus principais concorrentes?
  • Onde será o local da minha empresa?

Também, confira essa lista de pontos importantes que separamos para você refletir.

Defina a área de atuação da sua empresa

O primeiro passo para abrir uma pequena empresa é talvez a parte mais difícil do processo: definir que tipo de negócio você deseja abrir. Se você não possui nenhuma ideia sobre o que pretende fazer, uma dica é analisar dois pontos: o que você já sabe fazer, e o que você gostaria de fazer.

Alguém que trabalhou por muito tempo no ramo de venda de imóveis pode querer abrir a própria imobiliária. Mas também pode querer, na verdade, ter um restaurante!

Monte o seu plano de negócios

Depois de definir o que fará a empresa, o segundo passo é criar um plano de negócios. Ou seja, um documento em que definirá o que você vai fazer e o que será necessário para iniciar as atividades, incluindo custos iniciais, estratégias de inserção no mercado, etc.

Para isso, naturalmente, não vale ficar apenas no feeling: você precisa estar ciente do que será necessário para o início do seu empreendimento. Portanto, é preciso fazer um diagnóstico minucioso dos custos, das despesas e uma projeção das receitas.

Além de identificar quanto você precisará investir no seu negócio, é importante você saber de onde será gerado esse capital. Os recursos para o capital social serão próprios ou de terceiros? Lembrando que quando falamos em capital de terceiros, significa adquirir empréstimos ou financiamentos, ou seja, dívidas.

Escolha o tipo de empresa e o regime tributário adequado

Na legislação brasileira, existem vários tipos de empresas. A definição de onde a sua empresa se enquadra dependerá de fatores como quantidade de sócios, faturamento anual e responsabilidade dos sócios. Três tipos de pequenas empresas são o MEI, o EIRELI e o LTDA, que já explicamos em detalhes.

Além disso, dependendo do tipo escolhido, você também terá a possibilidade de definir o regime tributário para o seu negócio. O Regime pode ajudar na redução de impostos de um negócio, fazer com que o mesmo ganhe créditos a seu favor, permitir a recuperação de tributos que foram pagos indevidamente, além do cumprimento das obrigações com a Receita Federal.

As empresas EIRELI e as LTDA podem possuir três tipos de regimes tributários: o simples nacional, o lucro presumido e o lucro real. Já o MEI fica sempre automaticamente vinculado ao Simples.

Geralmente, as novas empresas optam pelo lucro presumido ou pelo Simples, já que não possuem meios de medir quanto irão faturar nos primeiros anos. Mas, de qualquer forma, é importante ser orientado por um contador nessa escolha. Afinal, o objetivo aqui é planejar e analisar todas as possibilidades – não fique no “achômetro”, se você pode confirmar a situação com um especialista.

Adquira um imóvel para o seu estabelecimento

A escolha do imóvel é um passo opcional para abrir sua pequena empresa, mas pode ser um fator fundamental para o seu sucesso. É preciso estudar bem qual o seu nicho de mercado na hora de escolher onde se instalar. Se você pretende criar um restaurante que venda almoço, por exemplo, o ideal é que seja em um local movimentado e que possua várias empresas por perto; mas se o seu negócio é online, não é preciso pagar os caros aluguéis das regiões mais populosas.

Além disso, fique atento na hora de fazer o contrato de locação. Verifique bem o prazo e condições para a renovação do aluguel.

E-commerce: preocupe-se com todos os serviços relacionados

Para quem vai trabalhar com e-commerce, preparamos alguns pontos específicos para este modelo de negócio também:

Organize a logística da sua loja, uma vez que o produto precisa chegar ao cliente dentro do prazo e nas condições em que foi adquirido. Preparamos uma seção específica sobre o assunto.

– Ofereça um atendimento ao consumidor eficiente.

Caso vá abrir seu próprio site, contrate um bom provedor e defina quais formas de pagamento irá disponibilizar. Qualquer loja virtual permanece em funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana, faça chuva ou faça sol. Você deve optar por um conjunto de formas de pagamento rápido, seguro e que satisfaça a necessidade de seu público.

Abrindo uma nova empresa

A formalização do seu negócio é o pilar para o início das atividades. Portanto, pesquise toda a documentação necessária para estar formalizado. Quando falamos em formalização é imprescindível lembrar que a documentação vai desde as exigidas pelo município até as esferas federais.

Abaixo, confira os principais documentos que você vai precisar e a sequência de ações necessárias.

Contrato social

Basicamente, é o resumo de tudo que representa a empresa. Nele constarão os dados pessoais dos sócios e o capital social da empresa.

Assim como a classificação das atividades da empresa, essa etapa é muito importante, pois representa os serviços que a empresa vai desempenhar. A partir disso, é necessário classificá-la conforme o CNAE (Classificação Nacional de Atividade Empresarial).

É no contrato social que será definido o tipo de sociedade, as mais comuns são:

  • sociedade limitada (LTDA.);
  • sociedade anônima (S/A);
  • microempreendedor individual (MEI);
  • sociedade individual;
  • empresário individual.

Outro fator que deverá constar no contrato social é o regime tributário, vale lembrar que esse é um dos itens que possui um dos maiores encargos sociais. Por isso, um estudo aprofundado do melhor regime tributário para a empresa pode significar uma economia no recolhimento dos impostos.

Normalmente esse documento será criado com a ajuda de um contador.

Junta Comercial, FCN & QSA

A FCN é a Ficha de Cadastro Nacional. Ela deve conter, além dos dados cadastrais da empresa, os códigos de atividade que sua companhia vai exercer.

E o QSA é o Quadro de Sócios e Administradores, usado para descrever quem são os responsáveis pela companhia e o papel de cada um deles.

Com estes documentos em mãos, você poderá ir até a Junta Comercial do seu estado e solicitar o registro da sua empresa.

Apenas depois de efetuado o registro na Junta Comercial é que a empresa existirá oficialmente. Nesse momento, é necessário que você tenha definido o nome da empresa e que seu contrato social já esteja pronto. Portanto, lembre-se que é necessário fazer uma consulta prévia do nome que você quer usar para a sua empresa, ou seja, verificar se já não existe alguma empresa com esse registro.

Solicitação do CNPJ

O CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) é emitido pela Receita Federal, e a solicitação pode ser feita online ou através de um profissional contratado com este fim (como um escritório de contabilidade). Para solicitar ele, você vai precisar apresentar todos os documentos que comentamos até o momento, por isso é importante que esteja tudo em ordem.

Ao enviar a solicitação, será gerado um recibo de entrega. Você deve guardar este recibo, pois ele permite que você consulte, no site da Receita, como está o andamento da sua solicitação. Após o envio, a Receita irá fazer um processo automático para conferir se há algum erro ou pendências. Se, por algum motivo, a solicitação não puder ser concluída, você será informado do problema em questão e como resolvê-lo. Se tudo estiver OK, você será direcionado para a impressão dos documentos que acabou de preencher, que agora recebem o nome de Documento Básico de Entrada (DBE) no CNPJ.

Por fim, a última etapa acontece fora da internet. Você vai precisar imprimir a papelada do DBE e enviá-la à Receita. No fim do processo online você será informado qual é a unidade cadastradora responsável pela sua solicitação, e então você pode levar ou enviar (via Correios mesmo), os documentos impressos para eles.

Hoje, não há um prazo estipulado para a conclusão desse procedimento. Ele varia de acordo com o município e o número de pedidos diários. Com sorte, você pode receber seu número de CNPJ em alguns dias: 5 dias é o tempo médio. Mas há casos em que a conclusão pode ser bem mais demorada, levando até algumas semanas. Não há muito o que fazer, só esperar e lembrar de sempre acompanhar pelo site o andamento do pedido. Se algum problema acontecer, você vai ficar sabendo por esse canal. Se não constarem irregularidades, fique tranquilo, a demora faz parte do processo.

Alvarás e licenças

Com o registro pronto e com a solicitação do CNPJ já efetuada, é necessário providenciar os alvarás e as licenças pertinentes ao seu ramo de atividade.

O alvará de funcionamento é a autorização a nível municipal para abrir as portas da sua empresa. Porém, para obter esse alvará você precisa verificar diretamente com a prefeitura de sua cidade as particularidades exigidas.

Vale lembrar, que as autorizações ou licenças são particulares e intransferíveis de cada empresa. Por exemplo, algumas empresas poderão precisar de uma licença ambiental, enquanto outras de um alvará dos bombeiros. Assim como as exigências podem variar entre diferentes cidades, estados e atividades desempenhadas.

Habilitação para emissão de NF-e

Se seu ramo de atividade é do comércio, de comunicação, de energia, de transporte intermunicipal e interestadual ou uma indústria, é bem provável que você vai precisar emitir notas e outros documentos fiscais.

Para isso, você precisará de uma Inscrição Estadual e do credenciamento junto à SEFAZ do seu estado, com todas as habilitações necessárias para o tipo de documento que você irá emitir.

MEI

Em primeiro lugar, o empresário que quer ser MEI precisa ter uma conta no Portal do Empreendedor e ter em mãos algumas informações na hora de fazer a inscrição como:

  • Informações pessoais: CPF, RG, título de eleitor, dados de contato (e-mail e telefone), endereço residencial e a Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF) dos últimos anos.
  • Informações do negócio: tipo de atividade, forma de atuação e o local onde é realizada a atividade.

Outro ponto importante é sobre o capital social MEI. Ele é o valor que foi gasto para montar, abrir e iniciar as atividades da empresa. Lembrando que o montante mínimo quando for preencher o campo é de R$1,00.

Além disso, antes de realizar a inscrição na categoria, é preciso ver se seu negócio apresenta os requisitos básicos para ser MEI:

  • Se o trabalho da empresa se enquadra na lista de atividades do MEI (são 466 atividades (em 2020) disponíveis para o empresário ver se seu negócio se encaixa em alguma delas);
  • A empresa não pode faturar mais do que R$ 81 mil bruto ao ano;
  • O titular do CNPJ não pode ser sócio de outra empresa.

E quem não pode ser MEI?

  • Funcionários públicos;
  • Estrangeiros com visto brasileiro provisório;
  • Proprietário titular ou sócio de outra empresa;
  • Negócio que fatura mais de R$ 81 mil ao ano;
  • Pessoas que recebem benefícios como seguro desemprego e/ou pensão do governo;
  • Geralmente, profissionais autônomos que prestam atendimentos de alguma maneira para a população, como médicos, advogados, dentistas, etc, pois essas profissões são consideradas de alto potencial intelectual, dependem de regularização e formação profissional para obter licença de prática. E por isso não fazem parte da categoria.

Com isso tudo esclarecido e os documentos necessários em maõs, o passo a passo para abrir o cadastro é o seguinte:

1. Portal do Empreendedor

Basta acessar o Portal do Empreendedor (https://www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/empreendedor/quero-ser-mei) e clicar em “FORMALIZE-SE”.

2. Nova Inscrição – Acesso

Na página “Nova Inscrição – Acesso”, preencha os campos em branco com CPF e Data de Nascimento. Depois, caso tenha entregue os Impostos de Renda dos últimos dois anos, preencher com o número do recibo e o ano da declaração.

Se você é isento de entregar o DIRPF, o site vai solicitar seu Título de Eleitor.

3. Nova Inscrição

No próximo passo “Nova Inscrição”, o formulário vai pedir para você verificar se as informações preenchidas como Nome Empresarial, Nome do Empresário, Nacionalidade, Sexo e Nome da Mãe estão corretos.

Se houver algum erro, é preciso parar com a inscrição e antes de continuar, providenciar a correção das informações do CPF nas agências dos Correios, Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil.

4. Identificação

Nesse item é só preencher os campos com as informações solicitadas. No campo “Nome Fantasia”, você pode criar e registrar um nome que represente seu negócio. Já no campo “Capital Social”, é só preencher o valor que foi gasto para montar o negócio.

5. Atividades

Em “Atividades”, você deve escolher quais atividades correspondem com o trabalho que sua empresa vai exercer, seja ele no ramo de vendas, serviços ou produções. O MEI tem direito a uma atividade principal e mais 15 secundárias.

Outro campo desse item é a “Forma de Atuação”. Aqui você pode assinalar os itens em que sua empresa atua.

6. Endereço Comercial

Basta preencher o CEP que o sistema já apresenta automaticamente a rua, bairro, município e estado (UF). Caso o endereço residencial seja o mesmo que o comercial, basta clicar em “Endereço residencial igual ao endereço comercial”.

7. Declarações

Leia atentamente as afirmações legais do processo para se tornar MEI. Caso esteja de acordo com os termos propostos, selecione as caixas e clique em “CONTINUAR”.

8. Tela para conferência de dados

Essa tela serve para o usuário verificar se todos os dados preenchidos estão corretos, antes de enviar o formulário. Ao clicar em “Enviar”, um código vai ser enviado para o número de celular cadastrado.

9. Finalizando a inscrição

Com o código em mãos, confirme ele no campo em branco e clique em “CONFIRMAR”.

10. Pronto! Você já é MEI

Depois de confirmar o envio do código, uma mensagem vai aparecer na tela dizendo que a operação foi concluída com sucesso. É só clicar em “CERTIFICADO” para obter uma cópia digital do certificado MEI.

Parabéns, sua atividade está formalizada e agora você tem CNPJ e acesso aos benefícios que todos os Microempreendedores Individuais têm – e completamente de graça!

COMEÇANDO A VENDER ONLINE

Produtos & Fornecedores

Definir os produtos para vender no seu e-commerce é um passo muito importante no planejamento da sua loja. E isso vai impactar todo o seu negócio! 

As dúvidas são muitas e bastante comuns. O que vender? Preferir itens com mais saídas, mas que já estão disponíveis no mercado em diversas lojas? Focar em nichos bem segmentados e ganhar em relevância?

Para te ajudar nessa escolha, separamos algumas dicas importantes e que vão te guiar na seleção dos melhores produtos para vender no seu e-commerce. 

Escolha o seu segmento ou nicho de produtos para vender

Para começar, é preciso que você escolha um segmento no qual vai atuar. E se possível, ou se preferir, em qual nicho, porque quanto mais você se especializar, mais fácil será para conquistar seu espaço

É importante não confundir um com o outro. Enquanto o segmento é um recorte mais amplo, o nicho trata de necessidades bem específicas de um público e que ainda não são satisfatoriamente atendidas pelo mercado. 

Quer um exemplo? 

Existem muitas lojas de roupa na internet. E várias delas vendem camisetas. Este seria um segmento. Mas existem aquelas especializadas em camisetas com estampas divertidas, outras com frases de séries e filmes… Elas não vendem qualquer camiseta. Ou seja, elas atuam diretamente em um tipo de nicho.

Nem toda loja trabalha com um nicho de mercado. Muitas, focam nos segmentos, já que eles são mais abrangentes e atingem mais pessoas. Isso ajuda a aumentar o alcance do seu negócio. E muitas vezes, essas lojas atendem uma gama grande de clientes, inclusive os que têm necessidades específicas. 

Já quem trabalha com um nicho se destaca mais no mercado específico, uma vez que a concorrência é menor, o que, consequentemente, o faz ganhar mais mercado. As lojas de nicho também podem estar presentes em plataformas generalistas, que alcançam um público maior e mais diverso, como um marketplace, por exemplo. Na B2W Marketplace, diversas lojas de nicho conseguem levar seus produtos a mais pessoas devido à sua presença em um canal já consolidado no mercado.

Conheça muito bem o seu público e a sua persona

Outra dica importante é: conheça muito bem o público que quer atingir. O e-commerce de camisetas mencionado acima, sabe muito bem qual é o seu público: jovens, descolados, apaixonados pela cultura pop e geek. Não basta só ter uma ideia de quem serão seus clientes.

Mas é importante que você saiba diferenciar o que é público-alvo e o que é persona. E entenda como os dois são importantes para o seu negócio e como usá-los nas suas estratégias.

O público-alvo é um conceito um pouco mais abrangente do que a persona. Ele é a definição social, econômica e demográfica de quem vai consumir o seu produto. Apesar de ser um bom início para entender com quem você quer falar, hoje já é possível ter informações muito mais ricas do seu público. 

E é aí que entra a persona do seu negócio. Ela é a representação do seu consumidor ideal. Para criá-la, você vai, realmente, construir um personagem, trazendo diversas características. Ela deve ter nome, idade, comportamentos e características profissionais e demográficas. Tudo feito com base em pesquisas realizadas com seus potenciais clientes. Assim, ficará mais fácil direcionar as suas estratégias e esforços. 

Escolha categorias de produtos que você conheça

Trabalhe com produtos com os quais você tenha alguma familiaridade. Esta dica vai fazer toda diferença na hora de administrar e criar estratégias para o seu negócio. Muitas vezes, as pessoas focam apenas no que está na moda ou no que pode gerar muito lucro, mas não entendem do produto ou de quem o consome… 

Por exemplo, se você não é muito chegado a esportes aquáticos, tem um certo medo do mar… Tem certeza que vai abrir uma loja de artigos para surf? Será que vai ser fácil se conectar e engajar o seu público? Vai conseguir solucionar os problemas dele da melhor forma?

A familiaridade com o segmento ou o nicho facilita criar uma relação com seu público e a torna mais real porque existe identificação. Ele vai olhar para suas campanhas, para como você vende e vai se ver representado, vai ver sua paixão ali. Também fica mais fácil tirar dúvidas, surpreender, atender expectativas etc…

Atenção aos fornecedores

Fornecedores são parceiros importantes para o sucesso do seu negócio. Por isso, busque sempre os melhores! Seja no fornecimento do item, na maleabilidade de prazos e valores e no quanto ele consegue suprir as suas necessidades e demandas.

Se você conhecer bem os produtos com os quais vai trabalhar, saberá avaliar a qualidade dos itens que os fornecedores vão te oferecer. E não pesquise apenas sobre preços. Cheque quais são os prazos que eles podem te oferecer, as condições de pagamento, os tipos de negociação…

Você pode encontrá-los fazendo uma busca on-line através do Google ou de catálogos. Foque, também, nos fornecedores locais. Eles têm a vantagem de ter um tempo de entrega e o preço do frete mais barato para o seu negócio. 

Quando puder, frequente as feiras do segmento em que você atua. Elas costumam ter fornecedores variados, em produtos, materiais e preços e de toda parte do Brasil.

Observe a concorrência

Faça uma pesquisa de mercado e veja se já existem muitas lojas vendendo os mesmos produtos que você pensa em comercializar. Se a resposta for sim, entenda o que você pode trazer de diferente para o seu negócio. Quais as vantagens você vai oferecer para o seu cliente? Ou você pode repensar o seu nicho. Que tal começar com produtos com menor oferta no mercado e, consequentemente, menos concorrência?

Também é importante mapear o que o mercado e os competidores estão fazendo para que você possa criar as suas estratégias. Para fazer isso, você pode buscar pelo produto no Google e ver as principais ofertas e conteúdos sobre ele. 

Outras ferramentas interessantes e que podem te ajudar neste mapeamento são o Google Trends e o Think With Google. Ambas gratuitas. Essas ferramentas são essenciais para você entender a demanda de compras do mercado.

Cross-docking e Dropshipping: como funciona?

Não podemos falar sobre e-commerce e fornecedores sem mencionar essas duas palavras mágicas que estão aparecendo em todo lugar recentemente. Então vamos aprender as ideias mais básicas sobre estas duas estratégias que podem te ajudar.

Dropshipping

O dropshipping pode ser definido como uma forma de criar parcerias com fornecedores a fim de catalogar os produtos do fornecedor em seu e-commerce. Dessa forma, poupa a necessidade de ter um estoque próprio, sendo uma operação logística otimizada. Ou seja, você não estocará o produto

Numa operação comum, o produto sai do fornecedor para ir para o seu estoque, e então depois você vende ele e envia para o consumidor. No dropshipping, você faz a venda sem ter o produto em seu estoque, e é o próprio fornecedor que irá enviá-lo para o consumidor. Então você “economiza” uma parte do processo: direto do depósito do fornecedor para o cliente.

O resultado em concentrar todo o estoque nas transações do próprio fornecedor é uma eficiência muito maior em cada etapa do procedimento.

Como isso funciona na prática?

Pode variar conforme a empresa e o fornecedor. Mas, de um modo geral, é mais ou menos assim: 

  1. O cliente faz a compra com a sua empresa e, após a confirmação do pagamento, o pedido é liberado para despachar.
  2. Depois da validação, a empresa entra em contato com seu fornecedor e informa a compra que foi realizada, repassando os dados do cliente para que o processo de entrega tenha início.
  3. Então, o fornecedor faz toda a separação, embalagem e envio das mercadorias para o seu cliente.

Um processo bem simples, certo? Lembre-se, no entanto, que é fundamental contar com um prestador de serviços que seja de sua confiança e que você saiba que não te deixará na mão. Afinal, isso reflete diretamente na satisfação de seu cliente e nós não queremos que nada dê errado neste aspecto.

Cross-docking

O cross-docking, por sua vez, é uma operação logística de distribuição de mercadorias que dispensa o armazenamento intermediário. Esse “armazenamento intermediário” diz respeito ao estoque propriamente dito como conhecemos. Sua empresa adquire os produtos e faz o giro de acordo com as demandas de vendas.

Ao optar pelo cross-docking, as mercadorias só chegam até você mediante a venda concretizada e com destino final — o cliente. Ou seja, ao invés de ter os produtos para fazer a movimentação das vendas, eles só chegam até você quando estiverem prontamente direcionados.

Nesses casos, é bem comum que as empresas que trabalham com essa modalidade façam uso de centros de distribuição, ao invés de manter um depósito de estoque próprio da empresa. Isso agiliza a entrega das encomendas, pois o centro de distribuição estará mais próximo do consumidor.

Assim como no dropshipping, o cross-docking varia de acordo com a empresa. Em um aspecto mais geral, podemos dizer que ele funciona da seguinte forma:

  1. O cliente faz a compra com a empresa. Essa, por sua vez, repassa o pedido para o fornecedor. Normalmente as empresas têm um sistema integrado que facilita esse processo e resulta em maior agilidade assim que o pedido é confirmado.
  2. Mediante a confirmação do pagamento, os produtos são enviados pelo fornecedor diretamente para o centro de distribuição da empresa.
  3. Por fim, a otimização de todo o processo de envio fica por conta da empresa, que pode segmentar as atividades visando a economia de tempo e maior eficiência nos procedimentos.

Ainda que o cross-docking também seja um processo facilitador, é preciso tomar algumas providências para que não ocorra falhas no decorrer do processo de toda a cadeia: o fornecedor, sua empresa, o operador logístico e, por fim, seu cliente.

Cross-docking X dropshipping

Como é possível observar, dropshipping e cross-docking são ideias parecidas, que normalmente é o que chamamos de “e-commerce sem estoque”. Mas cada uma tem suas vantagens e desvantagens no processo de controle de estoque e distribuição logística. Principalmente quando pensamos um pouco “mais longe” e começamos avaliar a aplicação destas técnicas com fornecedores estrangeiros.

Para escolher se alguma delas é a mais adequada para o seu tipo de negócio, nós destacamos as principais diferenças entre cada um deles:

DROPSHIPPINGCROSS-DOCKING
ArmazenamentoNão há armazenamento de mercadoriasNulo ou limitado, feito pelos centros de distribuição
DistribuiçãoDistribuição é realizada pelo próprio fornecedorA entrega é feita pelo centro de distribuição
VantagensNão há custos com estoqueNão há custos com estoque, mas pode haver custos com pacote e armazenagem
DesvantagensLentidão pode vir no despacho do fornecedorPode haver uma dificuldade na sincronia entre os envolvidos no processo geral

Estoque

No e-commerce, pensar no estoque é fundamental para fazer um trabalho conectado que vise sempre a boa experiência do cliente e aumentar o número de vendas. Manter a organização dos produtos comprados e dos produtos vendidos, nada mais é do que a gestão do estoque. Podemos dizer que é um setor vital, que quando mal administrado pode gerar sérios prejuízos e a perda de clientes.

Gerir o estoque de produtos da empresa compreende em ter controle e organização dos produtos disponíveis para a venda – quantos deles já foram vendidos, quantos já foram para a entrega, e quantos ainda estão disponíveis. Por esse motivo é de grande ajuda ter um sistema de gestão de estoque integrado que automatiza essas tarefas, como os ERPs (falaremos mais sobre eles em breve).

Também é importante lembrar que a gestão de estoque envolve diversos fatores, que podem mudar de empresa para empresa. Dependendo do negócio, ela passa também por quantidades de matérias e insumos, não somente sobre o produto final. 

Ter um processo de giro de estoque organizado diz muito sobre a sua empresa, pois ajuda a equilibrar compra e venda, reduzindo excesso ou falta de mercadorias, diminuindo custos extras e aumentando o capital de giro por consequência. Entre as vantagens diretas da gestão de estoque podemos destacar: 

  • acompanhamento dos pedidos, evitando atrasos de fornecedores;
  • liberação de espaços produtivos, com a identificação de quais itens estão improdutivos, ou sem giro de venda;
  • auxílio na criação de estratégias de atendimento e por consequência melhor experiência do cliente no e-commerce;
  • controle sobre itens disponíveis e itens com necessidade de reposição;
  • conhecimento da capacidade de estocagem para armazenamento;
  • conhecer o tempo de disponibilização dos produtos para entrega;
  • evitar desperdícios de produtos.

Quais as vantagens de cuidar da gestão de estoque?

Todos os setores da empresa devem interagir bem e caminhar com segurança até atravessar a venda e chegada ao cliente. O estoque bem gerido faz parte de uma série de estratégias simples que visam o melhoramento do seu processo de trabalho, redução de custos e aumento da satisfação dos clientes. 

Analisar tudo o que entra e sai do e-commerce é uma forma, não só de equilibrar as compras mas também de projetar mais vendas. Isso gera um benefício financeiro para a empresa de forma direta. 

Integrar o estoque com a gestão financeira é como ligar setores diretamente relacionados, pois ambos se envolvem na gestão e podem contribuir com a saúde financeira do negócio.  A rotina da empresa passa por todas as áreas do negócio, e é importante ressaltar que ao controlar esses processos é possível garantir informações atualizadas sobre o negócio, e o gestor consegue tomar melhores decisões com relação a investimentos futuros. 

É como um círculo vicioso: o fluxo de caixa é importante para fazer compras, que é importante para o estoque, que é fundamental para as vendas e que encontra a satisfação do cliente, e gera parcerias logísticas, e assim segue. 

Ainda, com uma gestão de estoque bem feita é possível melhorar a qualidade das entregas, já que é possível conhecer melhor o negócio e ter bons parceiros logísticos. 

O consumidor do nosso tempo preza, cada vez mais, pela experiência da compra como um todo. Ele quer ter boa navegação na loja através do site da loja virtual ou marketplace, quer preço, condições de pagamento e prazo de entrega curto. Já pensou o cliente se interessar pelo produto e este não estar disponível no estoque? E isso acontece bastante! Por isso, o estoque organizado garante maior quantidade de vendas e clientes satisfeitos. 

Boas práticas para fazer sua gestão de estoque

É comprovado no mundo do empreendedorismo que boas práticas no negócio podem ser o diferencial entre o fracasso e o sucesso. Com o sistema e o conceito de gestão de estoque não é diferente. 

Faça registro de entrada e saída

Esse ponto pode ser um dos maiores erros que um empreendedor pode cometer quando o assunto é gestão de estoque.

Não ter o registro de entrada dos produtos e mercadorias, é quase o mesmo que não saber a quantidade nem a data de compra e aquisição.

Com o passar do tempo fica cada vez mais difícil entender a necessidade de reposição dos produtos, o que acaba causando a falta ou o excesso de mercadorias no estoque.

Acompanhamento do giro dos produtos

O giro dos produtos é referente ao tempo em que eles ficam no estoque. Um alto giro significa que os produtos entram e saem com uma frequência bem rápida, pois são vendidos com facilidade.

O acompanhamento do giro é muito importante para se ter uma ideia de quais produtos saem mais e quais são considerados investimentos mais arriscados por serem difíceis de se vender, e logo, têm um baixo giro de estoque.

Atenção para falta ou excesso de itens

Geralmente, a falta ou excesso de produtos no estoque da empresa significa que o controle de entrada e saída não está funcionando direito.

As consequências podem ser muito sérias e a empresa pode perder desde dinheiro investido em produtos de baixo giro, até clientes insatisfeitos que não recebem suas compras por falta de estoque.

Cadastro dos itens padronizados

Ter códigos de registro individual para os diferentes tipos de produtos e mercadorias, facilitam muito a vida do gestor de negócios. Um mesmo item cadastrado com códigos diferentes pode causar uma confusão grande na hora de realizar a venda e a comercialização do item.

Uma bala, por exemplo, não pode ser cadastrada com o mesmo código que um pacote cheio da mesma bala. Pode até parecer óbvio mas muitas empresas cometem esse tipo de erro, por vários motivos diferentes.

Integração do estoque com outros setores

O compartilhamento de informações efetivo entre os diferentes setores de uma empresa é um problema recorrente no mundo dos negócios. Quanto maior o negócio, mais difícil é fazer essa comunicação entre os setores ser clara e realista.

O setor de vendas, assim como o de compras de uma empresa, precisa ter informações fluídas do controle de estoque.

É aí que um sistema como um ERP pode fazer a diferença e integrar todos os setores com acesso a informação em tempo real, onde todos os setores podem acessar os mesmos dados da gestão do estoque.

Diferentes tipos de estoque

Existem diversas maneiras de gerenciar o estoque de produtos. Cada negócio se encaixa melhor em um estilo ou outro. Por isso, vamos falar um pouco sobre os tipos de estoque e suas particularidades.

Estoque compartilhado

Esse é o caso para quem possui loja física ou virtual. Ter um estoque compartilhado utiliza menos espaço para abastecer a operação física e virtual e ainda fica integrado ao mesmo sistema de gestão, permitindo o mesmo cadastro de produtos e a atualização automática de reposição e também de vendas. Ou seja, é possível fazer um gerenciamento integrado dos produtos. 

Estoque terceirizado

Existem formatos como o dropshipping e o cross-docking, que explicamos na seção anterior. A grande vantagem dos tipos de estoque terceirizado é que o lojista pode contar com uma grande quantidade de produtos sem precisar armazená-los.

Mas vale a atenção, pois abrir mão deste processo pode alterar o tempo de envio ou a qualidade das entregas, o que impacta diretamente na retenção de cliente. Por isso, parceiros confiáveis são a premissa básica para realizar este formato de estoque. 

Estoque descentralizado

Neste formato, a reserva de estoque é dividida em diferentes locais, visando reduzir despesas com o transporte e também tempo de entrega. Geralmente é indicado para quem tem problemas com entrega e acaba sendo uma solução pois deixa os artigos em diversos pontos, mais próximo dos destinos. 

O ponto positivo do tipo de estoque descentralizado é conseguir manter a logística de forma mais eficiente, mas o ponto negativo é que os custos aumentam. Para a operação ficar sob controle também é importante integrar os postos de armazenagem. 

Estoque consignado

Para lojistas de e-commerce, outra opção interessante é o estoque consignado. Optando por ele, é possível comprar uma certa quantidade de produtos de forma consignada, e o lojista tem por benefício sempre ter estoque disponível e se por algum motivo não vender, pode devolver e pagar apenas o que foi vendido. 

A grande vantagem do estoque consignado é não precisar desembolsar um valor tão grande de estoque e o lojista fica com maior capital de giro em mãos. A desvantagem desta modalidade é que a negociação de preço com o fornecedor acaba não ficando tão interessante, e as margens de lucro também diminuem.

Sistema para gestão de estoque: como a tecnologia pode ajudar

Quando o assunto é gestão de estoque, dispor de um sistema de gestão ERP pode ser a sua melhor ferramenta. Além de integrar o estoque às compras e vendas, ele acompanha e registra toda movimentação do fluxo de caixa automaticamente, tornando o controle de estoque em uma tarefa simples e eficiente.

Implementar um sistema de rastreabilidade pode contribuir em uma operação eficiente de gestão da qualidade e controle de estoque. A rastreabilidade permite identificar todo o caminho percorrido por um determinado produto e pode ser considerada como uma vantagem competitiva, uma vez que garante a transparência e a segurança das informações relativas ao produto, desde a produção até a venda.

Dentre as vantagens de utilizar um sistema de gestão de estoque, estão:

  • Gerenciar o catálogo de produtos: registra as informações dos seus produtos, como códigos, descrição e preços (além de outras características) e centraliza a gestão do seu catálogo em múltiplos canais de venda.
  • Sincroniza o estoque aos múltiplos canais de venda (online e off line): faz o controle de estoque para marketplaces, lojas virtuais e lojas físicas de forma unificada. A cada venda realizada, o ERP atualiza a disponibilidade de seus produtos em todos os canais, evitando erros no processo, e reduzindo a necessidade de manter níveis elevados de estoque por segurança.
  • Automatiza os lançamentos de estoque através das notas fiscais de compra e venda: importa notas fiscais de fornecedores e automatiza a entrada de produtos no seu estoque. Ao efetuar suas vendas, o ERP atualiza automaticamente seu estoque. Dessa forma, o tempo que seria gasto na inserção manual de produtos no estoque, poderá ser utilizado na execução de outras tarefas de gestão do seu negócio.
  • Controla o estoque de kits e variações de produtos de forma simples: quando o mesmo produto possui diversas variações, como diferentes cores e tamanhos, é possível realizar o controle das variações de um mesmo produto de maneira prática. Além disso, permite que você monte kits com produtos, os quais serão desmembrados automaticamente ao gerar a nota fiscal.
  • Imprima etiquetas de produtos personalizadas: é possível também personalizar e imprimir as etiquetas dos seus produtos sem dificuldades e ter códigos de barras integrados, permitindo uma identificação precisa de seus produtos durante todo seu ciclo de venda.

O estoque é um setor de extrema importância para o negócio. Não negligencie esse protagonismo dentro do funcionamento do seu e-commerce e mantenha sua operação ativa e eficiente, isso torna o seu negócio saudável financeiramente.

Não conhece nenhum sistema assim? Temos o melhor aqui: https://www.bling.com.br/tour/controle-de-estoque

Canais de Venda

A forma de consumir mudou. Isso é um fato. O comércio está em transformação e o e-commerce é a aposta das grandes marcas para vender mais e proporcionar ao cliente ótimas experiências de compra. A praticidade de poder escolher por produtos no conforto de casa, ou na hora do intervalo do trabalho através do seu smartphone, pelo mobile, é sem dúvida uma tendência que veio para ficar.

O consumidor de e-commerce no Brasil dispõe das características de consumidores dessa modalidade em todo o mundo: é imediatista e mais impulsivo. Quer comprar na hora que quiser e onde quiser. Outro comportamento muito marcante dos consumidores do país é a compra parcelada, que dissolve o valor total em pequenas quantias mensais, e nisso as compras via cartão de crédito facilitam bastante as compras.

De olho no consumidor e nas tendências do mundo do e-commerce, vamos agora lhe apresentar brevemente as duas modalidades de venda na internet, para que você possa conhecê-las e escolher o melhor caminho para o seu negócio.

No começo, eram as lojas virtuais que ditavam as vendas, depois surgiram alguns marketplaces e as lojas passaram a integrar suas vendas e amplificar seus negócios. Entre as diversas possibilidades de vendas online, o marketplace vem se destacando como uma excelente maneira de ampliar as possibilidades e conquistar novos clientes.

Mas o que é um marketplace?

O marketplace é um site voltado ao comércio eletrônico destinado a vender produtos de diferentes lojas.  Ou seja, em um único grande endereço, é possível encontrar várias opções de itens, produtos e serviços oferecidos por estabelecimentos parceiros. Ele funciona como um e-commerce tradicional, com a diferença de que reúne vários lojistas.

Ao pensar em um paralelo com o comércio offline, o marketplace funciona como um grande shopping center: ao entrar em um shopping, você poderá encontrar diversos produtos sendo vendidos por diferentes lojas. Em alguns casos, lojas diferentes podem vender os mesmos produtos, sob preços e condições diferentes, aumentando a possibilidade de se manter competitivo ao seu público.

O conceito de marketplace, portanto, é de um site de vendas colaborativo. Em uma única plataforma, várias lojas – ou pessoas – podem expor os seus produtos e serviços.

Quais são as vantagens de um marketplace?

Essa modalidade é bastante utilizada por lojistas que estão começando suas operações digitais ou até mesmo para grandes empresas que desejam ampliar sua presença digital, oferecendo diversas condições para que os consumidores adquiram seus produtos online.

Resumidamente, com milhões de consumidores visitando esses canais todos os dias, micros e pequenos empreendedores, principalmente, atingem um potencial que não conseguiriam sozinhos.  Além disso, o custo inicial para ingressar nesses sites é baixo, trazendo benefícios inclusive para empresários que não têm orçamento para investir em publicidade. 

Ainda, o marketplace pode trazer mais simplicidade para algumas operações, uma vez que possui um sistema integrado para padronizar seu atendimento, o que pode facilitar a logística para e-commerce e a emissão de nota fiscal, a partir do ERP no varejo.

Trouxemos 5 dos principais motivos para usar um marketplace:

Seja visto: tenha a sua loja em um grande shopping virtual

Vender em marketplace também permite que o vendedor tenha mais ofertas, com a possibilidade de oferecer diferentes produtos, mesmo que não os tenha em seu estoque físico. Todas essas possibilidades oferecem mais chances de um crescimento exponencial em um período de tempo menor do que um e-commerce.  

Reduza custos com publicidade

Ao vender em marketplace, o lojista pode gastar menos com marketing – afinal, o próprio sistema inteligente da plataforma ajudará a divulgar para os clientes que têm o perfil dos seus produtos. Quando seus produtos estão em um mercado com grande audiência, como é o caso dos marketplaces, o próprio local já é uma vitrine por si só para o seu negócio.

Além disso, a plataforma já deverá fazer os investimentos em segurança, mantendo a proteção dos dados dos seus consumidores por um custo menor para o lojista.

Adquira maior alcance para sua loja 

Fale sobre a amplitude que os marketplaces possuem, podendo alcançar uma grande variedade de públicos, permitindo às lojas forte presença digital. 

Para exemplificar, é a mesma situação de ter uma loja física no centro comercial da cidade ou a mesma loja escondida em algum bairro longe do movimento. Você vai fazer vendas pontuais, mas o movimento que terá no centro comercial é muito maior pelo simples fato de ser um local onde as pessoas procuram o comércio de forma natural.

Gerencie sua loja com mais praticidade

A própria plataforma já oferece diversos recursos, fazendo com que sejam desnecessários investimentos em layout e programação para quem quer criar um site do zero, por exemplo.

Venda mais!

Um outro ponto muito benéfico dos marketplaces é que eles proporcionam maior retenção dos consumidores. Isso porque eles ficam mais tempo na página, o que normalmente oferece a chance de maior navegação entre seus produtos. 

Afinal, quem realiza a compra em um site poderá comprar mais itens para aproveitar condições especiais de pagamento ou frete, por exemplo.

Mas como os marketplaces funcionam?

Para vender no marketplace, primeiramente, é necessário que o lojista se cadastre na plataforma. 

Por ser um domínio que deve manter uma certa homogeneidade no atendimento ao cliente, o varejista poderá ter de se adaptar aos modelos estabelecidos por essa plataforma, seja na questão visual ou em condições de pagamento e entrega do produto.

Por conta de normalmente ser uma empresa de grande porte, o marketplace também auxilia no relacionamento entre varejista e cliente, oferecendo uma segurança maior para as duas partes. 

Desta forma, ao contrário do e-commerce, que está focado na venda do produto, o marketplace está baseado normalmente na intermediação das vendas.

Mesmo com a praticidade que os marketplaces oferecem, gerenciar um negócio envolve muito processo de gestão interna, ou seja, manter os processos organizados é fundamental para melhorar a experiência do consumidor e manter seu estoque, caixa e entrega organizados. 

Por isso, alguns cuidados devem ser tomados para o sucesso nessa modalidade de vendas:

  • Cuide da logística e fique de olho nos prazos de entrega. A logística é um fator determinante para quem deseja oferecer um bom serviço. Afinal, é necessário respeitar os prazos de entrega para não sofrer punições ou uma má reputação.
  • Fique atento ao gerenciamento de contas do negócio. Apesar do marketplace trazer diversas funcionalidades e a possibilidade de automação de alguns processos, isso não significa que você não precisa ter um pouco de atenção.
  • Fique de olho na taxa de comissionamento. Saiba bem qual é a taxa de comissionamento que deve ser paga ao marketplace, para que você consiga, inclusive, precificar adequadamente os seus produtos.

6 dicas fundamentais para vender em marketplaces

Quer ter mais sucesso ao vender seus produtos em um marketplace? Separamos algumas dicas que vão ajudá-lo a alavancar as vendas.

  • Faça descrições completas dos produtos: quanto mais informações – e apresentadas de forma clara – a descrição do seu produto tiver, maiores as chances de conversão!
  • Use fotos que se destaquem em meio à concorrência: boas fotos do produto, além de chamar a atenção do consumidor, ajudam a eliminar dúvidas sobre os produtos e passam mais confiança. 
  • Faça seu cadastro como um parceiro no marketplace: ao fazer o seu cadastro em um marketplace, não deixe de selecionar a opção de parceiro para começar a vender os seus produtos.
  • Cadastre e venda seus produtos: com os produtos devidamente cadastrados na plataforma, você poderá vendê-los com muita praticidade.
  • Não se esqueça de ter presença de marca: um dos pontos apresentados como negativos do marketplace é a predominância da plataforma sobre o visual da marca. No entanto, é possível colocar a marca da sua loja em seus produtos, criando um vínculo entre sua empresa e o consumidor.
  • Escolha a plataforma mais adequada para seu negócio: saiba o diferencial de cada plataforma, para entender qual é a melhor opção para o seu negócio.

Plataformas de marketplace

Um dos principais fatores para o sucesso nas vendas em marketplaces é a escolha mais adequada para o seu negócio. No mercado existem diversas plataformas com propostas distintas e outros marketplaces focados em categorias específicas, os marketplaces de nicho.

Estes marketplaces permitem melhor exposição dos produtos ao cliente e aumentam as possibilidades de venda. O conceito de nicho é uma porção específica de um mercado, com necessidades e hábitos específicos com consumidores exigentes que estão em busca de produtos determinados. 

Estar em plataformas nichadas pode ser o sucesso de muitos lojistas, principalmente os que trabalham com produtos mais específicos. Procurar esses canais é uma forma inteligente de pesquisar o mercado e determinar vender em alguns marketplaces nichados com o objetivo de ir ao encontro do consumidor com mais facilidade e assertividade. O consumidor do marketplace de nicho sabe as especificações do produto que precisa e as chances de finalizar a compra são maiores. 

Além disso, caso você for MEI, ou por algum motivo não estará emitindo NF no momento, lembre-se de levar isso em consideração ao escolher o marketplace. Trabalhe com aqueles que aceitam estas modalidades.

Você já deve ter ouvido e visto propostas de diversos marketplaces mais famosos como Magalu, Mercado Livre e B2W (Lojas Americanas, Submarino e Shoptime). Porém, existem diversas opções que podem se adequar ao seu negócio:

Por isso, o indicado é optar pela integração de marketplace com um ERP especializado. Assim, é possível realizar a venda em diferentes plataformas de uma maneira mais automatizada e inteligente. Isso amplia as possibilidades do vendedor converter ao mesmo tempo que marca a presença da marca e seus produtos, ampliando a vitrine a diferentes consumidores.

O Bling está integrado com mais de 30 plataformas de marketplaces, permitindo que você cadastre um produto uma única vez e disponibilize-o em todas essas plataformas. Para conhecer mais sobre os maiores marketplaces do Brasil, confira esta página: https://blog.bling.com.br/materiais-exclusivos-vender-online/

Mas e a loja virtual mais tradicional, não é uma boa opção?

Usando nossa analogia do mundo offline, se o marketplace é a oportunidade de ter seu negócio num grande shopping center, trabalhar com uma loja virtual é o equivalente de ter sua loja num endereço próprio. Para algumas empresas, isso será um sucesso: pode ser um sucesso tão grande, que o seu próprio negócio vai virar o marketplace onde outros vão querer vender. Para outras, contudo, disponibilizar uma plataforma própria pode ser algo simplesmente impossível – um investimento muito grande no momento atual da empresa.

Por isso, nossa dica principal nesse âmbito é: considere se sua empresa tem condições de ter um site próprio no momento.

É bastante comum que novas lojas começam vendendo no marketplace, e só abram o site próprio uma vez que as vendas aumentaram e a situação do negócio está bem saudável. E é por isso que neste documento, estamos focando mais nos marketplaces.

Mesmo assim, vamos deixar na sequência uma série de pontos para você refletir, caso opte por seguir com uma loja virtual própria. Caso queira se aprofundar no assunto, visite o Blog do Bling

Cuidado na escolha da plataforma para sua loja

A ferramenta que você escolherá para montar uma loja virtual será fundamental para o sucesso de seu negócio no digital. Então, assim como em um ambiente físico, você deve analisar alguns pontos pensando no seu cliente ideal. Algumas perguntas que você deve se fazer:

  • players do meu ramo de atuação que utilizam essa plataforma? Afinal, por mais que a ferramenta seja boa para outros segmentos, é necessário entender se para seu setor ela também é efetiva.
  • Consigo fazer ajustes e personalizações com facilidade? Imagine que será preciso personalizar seu site com uma promoção pontual ou uma data sazonal, mas você não consegue fazer essas mudanças com facilidade. Certamente, você terá prejuízos de tempo e perda de clientes em seu e-commerce.
  • Qual suporte terei em caso de dúvidas? Um atendimento em Português, ágil e por diversos canais é algo que boas plataformas devem oferecer para simplificar o suporte e resolver com mais velocidade suas dúvidas.

Divulgação nas redes sociais

Você sabia que um usuário das redes sociais pesquisa, pelo menos, uma empresa por dia?

As redes sociais já fazem parte da jornada de compra de um cliente, e com isso, é crucial estar neste canais para turbinar seus resultados. Então, reservar um tempo ao montar uma loja virtual para pensar nas estratégias de mídias sociais é algo que fará bastante diferença para seu negócio. 

Algumas dicas para montar esse planejamento é pensar em quais redes sociais minha persona está? Em quais horários meus clientes ideais usam as redes? Que tipo de formato eles mais consomem nestes canais?

Experiência do usuário

Muito tem se falado sobre a importância da user experience, ou UX. De modo geral, ela pode ser entendida como tudo o que uma pessoa sente ao interagir com determinada marca, produto ou ambiente. No caso do e-commerce, entram nessa percepção fatores como a velocidade de navegação, a facilidade em encontrar o que procura e a clareza e intuitividade nas diferentes etapas necessárias para a conclusão de uma compra. E a plataforma de e-commerce utilizada tem tudo a ver com isso.

Além disso, a existência de algumas funcionalidades específicas ajudam a complementar essa experiência, aumentando a satisfação do consumidor com toda a jornada de compra. Por exemplo, cadastro enxuto que só peça informações extremamente necessárias e um checkout inteligente, com um passo a passo simples e fluido, são formas de agilizar a finalização do pedido e evitar a desistência da compra.

Garanta que o básico está 100% funcionando: layout limpo e atraente, design responsivo, categorias bem organizadas, opção de zoom em fotos e pesquisas inteligentes, que reconhecem expressões parecidas e diferenças semânticas das palavras.

Ranqueamento nos motores de busca

Para além da escolha de boas palavras-chave e da produção de conteúdo original e que responda às dúvidas do público, a estrutura de um site apresenta uma grande influência no seu desempenho nos motores de buscas. Parte considerável do chamado SEO on page — que são as medidas de otimização aplicadas nas páginas de um site — está ligada a aspectos mais técnicos, como a maneira como o código-fonte foi produzido e a performance do portal.

Uma coisa não existe sem a outra. Descrições completas de produto, uso de palavras-chave com volume relevante de buscas mensais, adequação à intenção de busca e ao estágio do funil: todas essas ações são importantes para o ranqueamento, mas dependem de uma plataforma com uma arquitetura de qualidade que as acompanhem.

Entre os aspectos mais importantes estão a velocidade de carregamento, a estabilidade do servidor, o uso de dados estruturados, além da possibilidade de personalização de elementos como o sitemap e as metatags.

Assim, é fundamental conhecer as possibilidades de SEO oferecidas pela plataforma de e-commerce antes da escolha e, em alguns casos, até mesmo avaliar se esses aspectos justificam uma futura migração. Afinal de contas, quanto melhor o desempenho nos mecanismos de buscas, mais tráfego e vendas sua loja virtual vai ter.

Estabeleça a personalidade da sua marca

Sabe aquele desenhista que tem um traço tão marcante que é fácil de reconhecer uma obra sua? Sabe aquela vendedora que tem um jeito de abordar os clientes tão único e encantador que é fácil de saber que é sobre ela que estamos falando? Estes exemplos são de pessoas que têm uma personalidade marcante. Isso as torna únicas e memoráveis.

O mesmo pode e deve acontecer com o seu e-commerce. Desenvolver a personalidade da loja virtual é fundamental para construir uma identidade característica e exclusiva.

Falando nisso… Uma das, se não a maior, vantagem de ter um site próprio invés de vender no marketplace, é que no marketplace sua marca quase não é relevante. Afinal, o comprador está lá pela marca do marketplace, e não pela sua. Por isso, quando for montar sua própria loja, use e abuse de tudo que puder para garantir que sua marca ficará clara e será lembrada pelos consumidores.

Alguns pontos para você pensar:

Fotografia

A luz, o contraste, as cores, os ângulos e/ou os enquadramentos. A combinação de determinado estilo em cada um destes elementos da fotografia podem definir um estilo para a loja virtual e colaborar para a construção da sua personalidade.

Assim, quando o cliente vê uma foto da marca em algum lugar, já faz a conexão com tudo o que a sua empresa representa rapidamente.

Tom de voz

É o que acontece conosco: nossa forma de se expressar reflete a nossa personalidade. O tom de voz é a forma como a loja fala com o cliente. Isto impacta diretamente na personalidade da loja. Pode ser mais formal, mais brincalhão ou mais sério.

O tom de voz mais adequado para a loja deverá ser definido por meio de um estudo que leva em consideração os valores da marca, o público que pretende atingir, entre outros elementos.

Conteúdo

O tipo de conteúdo que o e-commerce publica também está diretamente ligado à personalidade da loja virtual. Pode-se investir em histórias, frases inspiradoras, um jeito inusitado de fazer a descrição de um produto e assim por diante.

Cores

A escolha de cores que farão parte da identidade visual da marca também colabora para a expressão da sua personalidade. Afinal, cada cor tem um significado.

Não é à toa que vemos certas cores serem predominantemente utilizadas em certas indústrias. Por exemplo, o verde para empresas ligadas a atividades com o meio ambiente.

Valores

Os valores da marca devem ser um elemento não só para expressar como também para guiar a definição da personalidade da loja virtual.

Por exemplo, se o empreendimento tem a sustentabilidade como um dos seus principais núcleos de valor, pode inserir isso no seu slogan.

Consistência

É fundamental que a personalidade da loja virtual seja respeitada em todos os canais e em todas as ações da marca. Não só as que envolvem a comunicação. Seus produtos, suas embalagens, seu atendimento etc. também devem refleti-la.

Por exemplo, sendo uma marca ecológica, a loja pode entregar os produtos com bicicleta, não usar plástico na produção nem na embalagem dos produtos entre outros.

Dessa forma, percebe-se que trabalhar com uma loja virtual própria traz uma série de preocupações adicionais àquelas que você teria no marketplace. Contudo, ter sua própria plataforma lhe permite fazer aquilo que você quiser – não há nenhuma regra ou restrição, em nenhum sentido.

Logística

Apesar do crescimento constante das compras pela internet no Brasil, o frete ainda se mostra um obstáculo em potencial. Para um e-commerce ser bem sucedido, é fundamental buscar sempre por inovação e otimização de custos, de modo a oferecer sempre o melhor serviço possível. Nesse cenário, reduzir o custo de frete e manter a qualidade do serviço é quase que obrigação.

Para os clientes, o valor da entrega passa a impressão de um custo extra, além do que eles esperam pagar pelo produto. Para os lojistas, fica o receio de que esse valor faça alguém desistir de fechar a compra.

A situação fica ainda mais complicada quando o valor cobrado pelo frete é mais caro do que o artigo vendido. Infelizmente, isso pode acontecer, principalmente em lojas online que vendem produtos de tickets baixos. Se você tem um e-commerce de camisetas, acessórios, artigos de decoração ou ainda livros, HQs e gibis, já deve ter passado por isso.

Será que existe uma solução para deixar seus preços atrativos sem ter prejuízo no frete? Com alguma estratégia e, por vezes, um pouco de criatividade, sim! Existem diversas formas de reduzir o preço da entrega, e não necessariamente o melhor serviço é o mais caro. É possível aperfeiçoar sua logística e ainda economizar usando um planejamento inteligente e centrado. 

Nesta seção, preparamos várias dicas e tópicos para que você possa entender como funciona essa parte e preparar o seu e-commerce da melhor forma possível

Entenda o cálculo do frete e fique de olho nas informações

A gente não pode melhorar o que não entende. Então o primeiro passo é saber como é feito o cálculo de frete. De forma simplificada, os critérios usados no cálculo de frete são: dimensões e peso do produto já com a embalagem, relação entre peso e volume e, claro, origem e destino do envio. Esses dados devem estar corretos em qualquer passo da gestão do e-commerce.

Para saber como reduzir o custo de frete, você precisa primeiramente saber quanto se gasta por mês. Essas estimativas ajudarão a identificar onde pode estar sendo gasto mais dinheiro do que o necessário. Esse número pode ser obtido dividindo o valor total gasto com frete no mês pelo faturamento total do mesmo mês.

Tendo ciência disso, é possível realizar comparações entre regiões e até entre diferentes tipos de produtos. Os valores que precisam de redução são aqueles que se encontram acima da média encontrada.

Com isso em mente, vamos aos pontos que podem causar erros nos cálculos do valor de frete:

Erro no peso ou dimensões no cadastro do item

Qualquer erro no cadastro pode resultar em aumento do custo de frete, fazendo com que o cliente desista da compra. Já se o valor informado for menor que o custo real, o lojista paga o prejuízo, o que também não é nada bom.

E não esqueça: o peso e dimensões cadastrados devem considerar o produto já embalado e pronto para envio. Deixe as informações sobre o artigo sem embalagem na descrição exibida para o cliente.

Uso de embalagens inadequadas

Uma embalagem muito maior do que o objeto tem grandes chances de dar prejuízo. Por isso, certifique-se de que a embalagem tenha o menor tamanho possível para acomodar o produto enviado com segurança e sem risco de danos.

O que entra em jogo aqui é a cubagem, relação entre peso real e volume ocupado pela encomenda, fator que faz parte da precificação do frete. Afinal, para as transportadoras, o espaço ocupado pela carga é tão importante quanto seu peso. Ou seja, embalagens grandes sem necessidade não são um bom negócio.

Erros no preenchimento das tabelas de frete

Essa dica é para quem tem contrato com transportadoras. Para os valores diferenciados serem aplicados corretamente, preste muita atenção ao inserir os dados da tabela de frete na plataforma de gerenciamento da loja online.

Mais uma vez, qualquer engano pode resultar em erros no preço final do frete informado ao cliente.

Dilua o valor do frete com kits

Certo, todas as informações cadastradas estão corretas, a embalagem é a mais adequada e não tem nada mais que você possa fazer para diminuir o valor do frete. Afinal, não tem como você mudar o peso de um objeto ou diminuir a distância entre duas cidades, não é?

Mesmo assim, o valor do frete continua alto ou muito próximo do valor do produto. E agora? Bem, chegou a hora de usar a criatividade.

Uma boa alternativa para lojistas que trabalham com artigos de ticket baixo é oferecer kits com mais produtos. Vamos colocar essa ideia em prática. Considere a seguinte situação em uma venda de um e-commerce de moda e acessórios:

Um par de brincos por R$30 + R$20 de frete: valor total de R$50, sendo que o frete custa 2/3 do valor produto. 

Agora vamos ao cálculo de um kit com três pares de brincos:

Três pares de brincos por R$90 + R$20 de frete (já que as dimensões e o peso final serão bem parecidos): valor total de R$110. Ao dividir o custo do frete por item, dá cerca de R$7 por cada par. Bem mais atrativo, certo?

Você pode, ainda, aproveitar o poderoso gatilho mental do Frete Grátis e incluir o valor do envio no preço final do kit:

Três pares de brincos exclusivos por R$110 + Frete Grátis!

Na verdade, essa estratégia de frete oferece duas vantagens. A primeira é que o valor do frete vai ficar mais atraente quando o cliente receber, por exemplo, três produtos de uma só vez. E a segunda é que você vai aumentar o ticket médio da sua loja online.

Considere usar um serviço de Fulfillment

A distância entre a sua loja e o destino dos pedidos é outro ponto que não tem como mudar. Isso pode ser um problema, principalmente, para lojistas localizados fora das regiões Sul e Sudeste. Segundo levantamento da Compre & Confie, essas são as origens de cerca de 80% dos pedidos realizados no e-commerce brasileiro.

Então como oferecer preços e fretes competitivos se a loja está longe de boa parte dos compradores? Deixando seus produtos mais perto dos clientes!

Uma solução pode ser o fulfillment, modalidade na qual o lojista terceiriza o armazenamento de estoque e o envio dos produtos. Ao optar por um centro de distribuição próximo dos destinos de entrega, como no eixo Sul-Sudeste, você reduz o valor do frete.

Em resumo, você pode estar em qualquer lugar do Brasil, mas manter seu estoque em São Paulo, por exemplo. Nesse caso, vale fazer uma análise para descobrir de onde vem a maior parte dos seus pedidos e escolher um ponto de armazenamento estratégico.

Os processos de vendas e atendimento ao cliente continuam sob responsabilidade do lojista. Ao receber um pedido, o sistema da loja online repassa os dados para o serviço de fulfillment. Cabe à empresa terceirizada cuidar da separação, preparo e postagem da encomenda na transportadora.

Conheça serviços alternativos dos Correios

PAC e Sedex, serviços de frete mais conhecidos dos Correios, dispensam apresentações. Mas você sabia que a empresa oferece opções mais econômicas de acordo com o tipo de encomenda?

O PAC Mini, ou Mini Envios, é uma excelente alternativa para pacotes menores. O prazo de entrega é similar ao praticado pelo PAC, mas os valores são mais atrativos. Porém, o Mini Envios tem um limite bem mais restrito em relação ao peso e dimensões da encomenda:

  • Comprimento – Até 24 cm
  • Largura – Até 17 cm
  • Altura – Até 2 cm
  • Peso – Até 300 gramas

O PAC Mini realiza apenas uma tentativa de entrega, enquanto PAC e Sedex podem ter até três tentativas. Além disso, o serviço é exclusivo para e-commerces que têm contrato com os Correios. Mas o lojista pode usar um intermediário, como empresas que usam contratos próprios para reduzir o valor do frete.

E-commerces de livros, revistas e HQs devem ficar de olho no Registro Módico dos Correios, exclusivo para materiais impressos. O limite de peso é de 2 Kg por objeto postado e o valor é bem mais baixo. O Registro Módico considera apenas o peso da encomenda no cálculo do frete, deixando de lado a distância entre os CEPs. Você paga o mesmo valor ao enviar livros para uma cidade vizinha ou para um estado de outra região. Ótima notícia, não é mesmo?

Estude a aplicação de frete fixo de acordo com a região

Você sabe para quais regiões sua loja online vende mais? Ou está pensando em adotar uma postura mais competitiva em lugares em que ainda não vende tanto?

Nessas duas situações, a aplicação de um frete fixo de acordo com a localidade pode ser uma boa estratégia. Você vai cobrar um valor único pela entrega, independente das dimensões do pacote.

O primeiro passo é descobrir qual o gasto médio com frete para esses locais. Depois, defina um valor de frete fixo que seja mais atrativo para o cliente, mas dentro das possibilidades da sua margem de lucro. A ideia é que haja um equilíbrio entre os pedidos com maior e menor custo do frete. Até porque quem vai bancar essa diferença é o lojista, então cuidado com o prejuízo!

Essa solução pode parecer meio arriscada, por isso o ideal é ter certeza de que o gasto com fretes e sua margem de lucro permitam a definição de uma cobrança fixa. Ah, lembre-se que você pode adotar valores distintos de acordo com cada região!

Estude com cuidado a opção de Frete Grátis

O Frete grátis é uma ação utilizada com bastante frequência nas estratégias de quem vende online. Mas será que ela é utilizada da melhor forma possível? Uma coisa é certa: é uma prática que deve ser utilizada com consciência, para que a conta feche.

O fato é que o frete grátis dá aquela sensação de ganho para o consumidor, mas lembre-se que o frete nunca é grátis. Se está sendo grátis para o consumidor, é a sua empresa quem está pagando. Por isso, você deve tomar muito cuidado na hora de oferecer essa opção. Abaixo, alguns pontos de destaque para tomar ciência:

Não engane o consumidor

Você com certeza já ouviu falar da expressão “metade do dobro” – não precisamos explicar mais nada, né? Essa não é uma prática legal. Seja verdadeiro com seu cliente. 

Relacionamento com empresas de transporte

Procure ter parceiros logísticos, busque a fidelização, para que essa relação te forneça valores diferenciados no preço de frete. Independente se é você ou seu cliente que irá pagar, o ideal é ter o frete mais barato possível.

Produtos com margem de lucro maior

Como o frete vai sair do seu bolso, procure fazer com que a conta empate, no mínimo. Uma boa dica é aproveitar aqueles produtos que você colocou uma margem de lucro maior.

Produtos com menos saída

Todo mundo tem aqueles produtos que vendem menos. Você pode usar o frete grátis para renovar seu estoque e gerar recebíveis. Uma coisa muito importante que você deve se atentar é o tempo que esses produtos estão parados: produto parado é prejuízo!

Utilize regiões específicas

Faça uma análise de suas tabelas, ou faça cotações no seu e-commerce com várias faixas de CEP, para descobrir onde você possui melhores preços de frete. Cruze essas informações com a localidade onde a maior parte do seu público está. Assim chegará a um denominador comum para oferecer o frete grátis.

Valor mínimo

Essa é a medida mais utilizada por todos, sem dúvidas. Estipule um valor mínimo para ganhar o frete grátis, mas o pulo do gato nessa estratégia está na média de preço de produto.

Veja o exemplo: suponhamos que sua média de preço de produto é R$170,00 e a sua média de preço de frete é R$20,00. O frete grátis tem que abranger a soma desses dois valores, mas, sem ser uma coisa exorbitante, pois estará passando do orçamento do consumidor.

Neste caso, o ideal é oferecer o frete nas vendas acima de R$200,00. Assim o cliente estará disposto a pagar um pouco mais do que o planejado, terá outro produto e você diluirá o valor do frete nos dois produtos que ele adquiriu.

Em suma, o consumidor é atraído pela sensação de ganho, dê sempre atenção a isso, mas não se esqueça de manter sua operação saudável e escalável.

Trabalhe com diferentes opções de frete e parceiros logísticos

Cada transportadora oferece condições e vantagens diferentes. Por isso é importante ter várias opções disponíveis para encontrar os melhores preços e prazos para você e seus clientes. Qualquer loja online deve oferecer, no mínimo, duas alternativas de frete: econômico e entrega expressa.

Aliás, uma pesquisa da PwC mostrou que 64% dos consumidores brasileiros topariam pagar mais para receber um pedido em menos tempo. Então, mesmo que a entrega expressa seja mais cara, é importante que um e-commerce tenha essa opção.

Ainda, imprevistos podem acontecer e com um plano B você evita atrasos nas entregas. Mesmo que as demoras não sejam diretamente culpa da sua loja virtual, elas geram insatisfação e reclamações de seus clientes.

Dependendo da praça, existem opções mais baratas, por isso em alguns casos o ideal é buscar por parceiros locais com preços mais competitivos para reduzir o custo de frete. Mas a verdade é que quanto mais variadas as alternativas, melhor! A dica é aproveitar os serviços de empresas que usam contratos próprios na intermediação das postagens. Assim você pode fazer a cotação e economizar em fretes ao trabalhar com diferentes transportadoras, mesmo que não tenha contrato com elas.

Aproveite as integrações e ferramentas disponíveis

Se você já conhece o  Bling, sabe que a tecnologia oferece uma ajuda e tanto na gestão do seu e-commerce. E é claro que isso também vale para o frete!

Conheça as ferramentas disponíveis no ERP ou plataforma de e-commerce usada pela sua loja online. Por exemplo, ao cadastrar as informações certinhas e vincular a embalagem ao envio dos produtos, o risco de erro no cálculo é bem menor.

Com o Bling, você consegue fazer isso tudo, e muito mais! Confira: https://www.bling.com.br/tour/integracao-logistica

No caso de marketplaces, por exemplo, é bem comum oferecerem uma forma de frete própria, como o Mercado Envios do Mercado Livre. Principalmente para quem está começando e ainda não possui contrato com alguma transportadora ou Correios, o frete do próprio marketplace pode ajudar muito – até mesmo no sentido de melhorar a posição do seu anúncio dentro do marketplace. Mas, em alguns casos, ele pode se tornar mais caro do que ter um contrato próprio. Então analise com cuidado – o importante é não desmerecer nenhuma opção!

Por fim, vale lembrar que a entrega dentro do prazo é fator fundamental para a satisfação do seu cliente, muitos recomendam ou deixam de recomendar uma loja com base nesse critério. Manter uma política focada em reduzir o custo de frete no seu e-commerce é determinante para a saúde do seu negócio, nunca se esquecendo de manter a qualidade e a satisfação de seus consumidores.

Precificação

Ao colocar algum produto ou serviço no mercado, seja em vendas online ou lojas físicas, é essencial que a empresa responsável cumpra algumas etapas para que o bem oferecido traga a melhor experiência ao consumidor, além de não prejudicar a saúde financeira da marca. Por isso, é comum que existam várias fases de testes e boas práticas.

Um dos aspectos essenciais para definir o sucesso de um produto – e de sua marca – é a precificação. 

Afinal, muito mais do que estipular um valor para aquisição, o preço deve conter uma margem de lucro, para tornar aquela produção viável e interessante para a empresa, ao mesmo tempo que é acessível para o público a quem ele é destinado.

O que é precificação?

Basicamente, precificação é um processo que consiste em mensurar o valor de um produto. Porém, ela não é simplesmente encontrar o preço de venda, pois possui diferentes variáveis.

Para calcular o preço de um serviço ou produto, é importante que ele remunere as pessoas envolvidas no seu processo de fabricação, pague os custos dos materiais utilizados e ainda tenha uma representação financeira do que o produto propõe. Se a proposta é uma ideia de exclusividade, por exemplo, isso também deverá estar inserido no preço do item.

Uma precificação equivocada pode colocar em risco a saúde de um negócio. Portanto, é essencial que no planejamento estratégico seja encontrado um valor que consiga cobrir os custos e oferecer o lucro para o seu produtor. Afinal, o lucro é a maneira que a empresa tem de continuar crescendo e oferecendo produtos e serviços cada vez melhores.

Vantagens de uma boa precificação

A boa precificação permite a sobrevivência de um negócio, a maximização de lucros e faturamento, o aumento no número de vendas e o posicionamento de liderança da marca.

Quando você calcula a precificação, deixando bem evidente quais são os objetivos e o que compõe o seu produto, isso já ajuda a esclarecer os custos do seu empreendimento.  Com isso, é possível identificar erros ou gastos desnecessários, que a médio ou longo prazo inviabilizariam a produção.

Ao incluir todos esses processos, fica mais fácil atingir as metas e ter um controle sobre as finanças da sua empresa.

A precificação também oferece a otimização dos processos à medida em que cada uma das etapas é analisada e calculada. Ao montar esse cenário, os processos podem ser melhorados de acordo com o objetivo e as necessidades da empresa.

Além disso, reconhecer o público do seu produto e oferecer um item que contemple suas necessidades, incluindo as limitações financeiras ou o valor agregado que é buscado, faz com que a sua empresa visualize o mercado e atenda o que é procurado pelos consumidores.

O reconhecimento do valor adequado ao produto faz com que ele se torne uma opção mais viável ao consumidor, posicionando a marca em um local de destaque entre a concorrência.

Estratégias de precificação

Algumas estratégias de precificação ajudam a não errar no momento de instituir um preço. Veja abaixo.

  • Foco: essa estratégia é voltada para produtos com um público mais específico – ou até mesmo restrito. Por conta dessa característica, é necessário estar sempre com muita atenção ao mercado, para garantir que o valor possa cobrir os custos de produção e gerar um excedente.
  • Custo: essa estratégia é autoexplicativa à medida em que a precificação é pensada a partir dos custos do produto. Ou seja, a marca pode investir em um perfil mais competitivo no mercado, buscando o valor mínimo possível para cobrir os custos e conseguir gerar lucro.
  • Diferenciação: um modo de atingir o mercado é oferecer um produto ou atendimento exclusivo. Quando há algum outro valor agregado – além do produto em si –, isso irá refletir no preço, pois as pessoas estarão dispostas a pagar mais por algo que considerem especial e que as faça sentir únicas.

Listas de preços dinâmicas

Outra dica valiosa é trabalhar com a precificação dinâmica. A competitividade é vital para a estratégia da empresa. Se manter competitivo é manter volume de vendas.

Boa parte dos empresários, quando trabalha formação de preços, analisa o concorrente para entrar bem no mercado. E isso, claramente é importante. Porém é só uma parte do todo. Para ter preços competitivos, isso tem que se tornar um processo. Portanto, a gestão tem que ser contínua. Avaliar o concorrente e trabalhar alteração de preços para que você sempre esteja a vista e chamando atenção dos seus clientes, atordoando seu concorrente.

A precificação dinâmica permite que você pratique diferentes preços para um mesmo produto, com base em alguma condição.

Por exemplo, se você trabalha com diferentes marketplaces, e estes lhe cobram comissões diferentes, você pode ter um preço dinâmico no seu item, onde o marketplace com a menor comissão permitirá que você anuncie o produto por um valor menor, se assim desejar. Ou, ainda, você pode configurar preços diferentes para alguma promoção especial, ou devido a alguma sazonalidade que acontece no seu ramo.

Mas como calcular a precificação?

Existem diversas técnicas e métodos para que você chegue ao melhor preço. Selecionamos três métodos de cálculo de preço para você entender um pouco melhor.

Concorrência 

Levar em consideração os preços praticados pela concorrência é uma boa maneira de se tornar competitivo no mercado – principalmente, ao vender em um marketplace. 

Porém, nunca tente vender um produto com valor abaixo da concorrência se isso trouxer prejuízos ao seu faturamento.

Markup

Já o markup é um método que traz até mesmo uma fórmula para encaixar o valor do produto, tentando cobrir todos os custos do produto e outros gastos de seus processos:

Markup = 100 / [100 – (DV + DF + LP)]

Sendo que DV significa o percentual das despesas variáveis, DF é o percentual das despesas fixas e LP é o percentual do lucro desejado.

Contribuição

O terceiro método que escolhemos traz uma baixa taxa de risco e ajuda a visualizar facilmente as margens.

Também pode ser representada em uma fórmula: Margem de contribuição = Valor de venda – Custos e Despesas variáveis.

Indicadores de negócio

Você sabe quais são os passos anteriores à precificação? Antes de colocar um preço, é necessário entender alguns fatores importantes para a saúde financeira do seu negócio.

  • Capital de giro: ele é um importante indicador para saber a saúde financeira do seu negócio. Basicamente, ele é a quantidade de dinheiro que você precisa ter em seu caixa para fazer a sua empresa operar.
  • Lucratividade: a lucratividade é o excedente líquido que chega ao caixa da empresa, considerado o lucro que poderá ser reinvestido para o crescimento do empreendimento.
  • Rentabilidade: já a rentabilidade está relacionada com o quanto foi investido e a quantidade de dinheiro que foi alcançada como retorno. Ou seja, o dinheiro investido trouxe um bom retorno para o caixa da empresa? Esse indicador ajuda principalmente na gestão de compras e da própria empresa. Maiores erros feitos na precificação

Maiores erros feitos na precificação

Por fim, para evitar erros que são bastante comuns e que podem trazer diversos riscos ao seu negócio, é importante tomar conhecimento de alguns passos que não devem ser tomados.

Rateio de custos fixos

Ao não considerar o rateio de custos fixos, você poderá ter uma visão que não corresponde à realidade do seu próprio negócio.

Ou seja, se você tem um custo com pessoal menor ou maior do que seus concorrentes, ao deixar isso de lado no momento de precificar, são grandes as chances de dar um preço que não cobrirá os principais custos de produção, colocando a sua empresa em risco.

Guerra de preços

Ainda que seja positivo para o consumidor e para a empresa conseguir ofertar um preço mais barato do que seus concorrentes, ao colocar um preço muito menor, você poderá tirar a lucratividade do seu negócio – ou até mesmo a rentabilidade.

Quando as contas não fecham e a empresa não pode bancar um determinado custo, os produtos devem subir de preço, e, se ele não corresponde àquele valor – principalmente, na mentalidade do cliente –, fica ainda mais difícil aumentar a renda.

Sistema de Gestão & Emissão de Notas Fiscais

Cadastro de clientes, controle de estoque, fluxo de caixa, logística e emitir nota fiscal são algumas das atividades de rotina de qualquer empreendedor. Independentemente do tamanho da empresa, todas têm processos como esses. Não à toa, companhias de sistema de gestão empresarial aparecem com a solução para essa demanda.

No mercado, com a promessa de otimizar a maneira como uma empresa trabalha, as responsáveis por esses sistemas ainda geram muitas dúvidas, principalmente para pequenos empreendedores. Vamos, portanto, esclarecer um pouco sobre o assunto, a fim de conscientizar todos que podem se beneficiar com essas plataformas.  

O que é um sistema de gestão empresarial?

Sistema de gestão empresarial é um conjunto de ferramentas para planejar e executar processos que fazem parte do dia a dia de qualquer empresa. 

Esse sistema, conhecido como ERP (do Inglês Planejamento de Recursos Empresariais), concentra todas as informações da companhia em um só local, a fim de integrar setores em uma única plataforma. Ele contribui para a organização logística, gestão financeira, controle de estoque, gestão de vendas, cadastro de clientes e fornecedores, emissão de notas e integração com marketplaces e plataformas de uma empresa. 

Assim, dado que o controle fiscal, financeiro e logístico é fundamental para a sobrevivência de uma empresa, esse é um sistema de gestão base para qualquer negócio. Afinal, apesar de existirem maneiras manuais de se fazer isso, elas são menos seguras. Com a ferramenta certa, o empreendedor centraliza todos os impostos, as entradas e saídas que definem a saúde financeira da companhia. Além disso, o ERP também facilita a comunicação entre estoque, faturamento, entrega e vendas. 

Essa plataforma, naturalmente, diminui imprevistos e gastos enquanto aumenta a produtividade e o faturamento

Além disso, como já mencionamos anteriormente neste material, há a questão da nota fiscal. Emitir nota fiscal é uma “prestação de contas” obrigatória e que acarreta punições para aqueles que não a cumprem. No mais, as notas fiscais ainda auxiliam no controle de toda a contabilidade da empresa.

Ao contar com um ERP emissor de nota fiscal eletrônica você simplifica a parte burocrática do processo, bem como garante muito mais agilidade para a execução das tarefas. Em um sistema prático e completo, as informações de produtos e clientes ficam armazenadas, poupando a repetição de um trabalho que toma muito do seu tempo.

Vantagens de um sistema de gestão empresarial

Com a capacidade de centralizar várias informações relevantes de uma companhia, ele fornece uma visão ampla sobre o andamento dos negócios e também evita trabalhos manuais desnecessários. Podemos destacar:

Integração das áreas da empresa

A integração entre os setores traz muitos benefícios para uma empresa. Afinal, evita quaisquer falhas de comunicação, comuns entre equipes que precisam fazer trabalhos manualmente. 

Sem a necessidade de ficar repassando planilhas atualizadas por e-mail, por exemplo, o tempo é otimizado e os riscos são diminuídos.

A empresa que adquirir essa ferramenta ganha muito em logística, pois diminui as chances de vender um produto sem estoque. 

Otimização de uso do capital de giro

Com a logística otimizada, por exemplo, os custos são mais previsíveis, visto que os erros são menos frequentes. Assim, há menos necessidade de utilizar o capital de giro para suprir demandas adicionais. 

Apoio às tomadas de decisão

Além de otimizar processos, o sistema de gestão empresarial coleta e armazena informações importantes. Assim, gestores e líderes podem ter uma visão clara sobre os resultados da empresa por um período determinado.

Com o controle de produtividade, gastos e faturamento de cada mês, por exemplo, é possível ter uma visão clara sobre quais medidas devem ser tomadas que podem determinar o crescimento do negócio. 

Aumento do lucro e redução de custos

Sistemas de gestão empresarial tornam as atividades de rotina mais simples e rápidas. Consequentemente, toda a equipe passa a ser mais produtiva e tem mais tempo para se concentrar em atividades mais relevantes para o faturamento da empresa.
 
O processo de trabalho instaurado por meio dessa plataforma também diminui os riscos. Obviamente que, com isso, o empreendedor é beneficiado com a redução de custos desnecessários. 

Organização operacional

A tecnologia de um sistema de gestão contribui para a organização operacional como um todo. Todos da empresa passam a trabalhar com mais fluidez, uma vez que os processos estão bem definidos.  

O empreendedor, por sua vez, também consegue determinar e acompanhar as responsabilidades de cada funcionário, bem como os custos de cada procedimento.

Como escolher o melhor sistema de gestão empresarial?

A escolha de um sistema de gestão pode variar de acordo com as necessidades e carências de cada empresa. Entretanto, neste momento destacamos alguns pontos bem importantes.

Considere um sistema de gestão na nuvem. Por suas vantagens, a popularização da computação em nuvem é um fenômeno dentro das empresas de todos os setores. Trazendo mais segurança e menos custos, empreendedores devem sempre considerar esse modelo de trabalho. 

Ao buscar um software para gestão empresarial, não é diferente. Um ERP em nuvem, por exemplo, pode ser acessado remotamente. 

Além disso, as responsabilidades de segurança das informações da companhia ficam armazenados no Data Center, que é uma espécie de caixa forte para computadores e bancos de dados, sendo monitorado 24h através de câmeras de segurança, backups e conexões redundantes com a internet. Além disso, o tráfego de dados passa por firewalls, para aumentar ainda mais a proteção contra acessos não autorizados. Também são efetuados backups diários de todos os dados, para garantir a recuperação dos mesmo no caso de falhas no servidor.

Para quem irá emitir notas fiscais, é fundamental que o emissor esteja integrado ao seu canal de vendas. Dessa forma, você consegue administrar todas as suas notas em um único ambiente. Um sistema ERP oferece essa facilidade, bem como a emissão de boletos.  

Contrate um sistema completo, prático e automatizado. De nada adianta contratar um serviço de gestão incompleto que ainda vai exigir muitos trabalhos manuais. Já está muito claro que essas plataformas devem trazer facilidades para tornar os processos internos cada vez mais automatizados. Até por isso é importante destacar que a praticidade no uso também é importante. As ferramentas devem ser simples e fáceis de serem utilizadas por todos. Caso o painel de controle seja defasado e difícil de manusear, não trará produtividade às equipes. 

Por fim, na hora de contratar um serviço para facilitar o desempenho das atividades de sua empresa, é fundamental saber como funciona o suporte prestado. Afinal, você está procurando por uma solução para problemas que surgem praticamente todo o dia. Se não tiver atendimento para sanar dúvidas e auxiliar no processo, nada disso é vantajoso. 

Nas pequenas empresas, com poucos funcionários, a gestão do tempo e de recursos é ainda mais importante. Só quem vive no dia a dia sabe como pode ser corrido fazer a gestão de uma micro ou pequena empresa, administrar o tempo dos colaboradores e todas as ações necessárias para um fluxo saudável.

Por conta disso, um ERP pode ser crucial para melhorar a distribuição de funções e reduzir o tempo em ações que podem ser automatizadas com um sistema de gestão empresarial.

O melhor ERP para pequenas empresas é o que consiga centralizar, de forma fácil, todos os dados que você precisa para tomar melhores decisões para o seu negócio. Vale considerar o preço dos planos e as funcionalidades do ERP na hora de fechar com um sistema de gestão.

Com o ERP Bling, o micro e pequeno empreendedor tem um parceiro ideal para manter o controle do seu negócio. Conheça nossos planos e teste gratuitamente: https://www.bling.com.br/planos-e-precos

Criação dos Anúncios

No mundo dos marketplaces e das lojas virtuais, a concorrência é mais acirrada do que nunca. Os anúncios de vendas estão sempre concorrendo entre si e disputando atenção em todos os pontos de contato com o consumidor. Neste cenário, é imprescindível que as suas ofertas se destaquem no meio de tantas outras.

Alguns vendedores acabam apostando na diminuição do preço para atrair compradores, porém essa é uma prática delicada e que só ela, pode não ser capaz de efetivar a venda. O consumidor pode desconfiar de um preço baixo se, ao criar o anúncio, o vendedor não pensar em detalhes como: imagens, descrição precisa, informações de qualidade e a preocupação em passar segurança no anúncio.

Por isso, agora que esclarecemos que não é só o preço que tem importância, e para ajudar você a criar anúncios de vendas de sucesso, preparamos um material completo sobre o assunto, com algumas dicas essenciais para quem deseja se destacar online, seja em sua loja virtual própria ou para vender em marketplaces. Para conferir este material, clique aqui

Sair da versão mobile